A gestão de equipes multiprofissionais em ambientes hospitalares exige dos profissionais da saúde não apenas conhecimentos técnicos específicos de sua área de atuação, mas também competências relacionadas à liderança, comunicação e gestão de pessoas. Profissionais da saúde frequentemente assumem funções de coordenação de equipes e precisam lidar com diferentes perfis comportamentais, especialmente em ambientes de alta complexidade, onde a qualidade da assistência ao paciente depende da integração entre os profissionais. Conforme abordado pela Psicologia Organizacional, o desempenho no trabalho e as relações interpessoais são influenciados pelas diferenças individuais e pelos traços de personalidade. Modelos teóricos, como o Modelo dos Cinco Fatores (Big Five), permitem compreender essas características e utilizá-las para promover uma alocação mais estratégica dos colaboradores, favorecendo a qualidade da assistência, a segurança do paciente e a eficiência dos processos hospitalares. Considere a seguinte situação: Um profissional da saúde, responsável pela coordenação de uma equipe multiprofissional em um hospital de médio porte, assumiu recentemente a gestão do setor. Durante os primeiros trinta dias de trabalho, identificou três problemas recorrentes:
01. UNICESUMAR

1) Analise a situação atual de alocação de cada um dos três colaboradores (A, B e C), explicando, com base no Modelo Big Five, de que forma os traços de personalidade identificados podem estar relacionados às dificuldades observadas no setor (falhas nos registros, desorganização dos materiais e conflitos no atendimento aos pacientes).

Ao analisar a equipe, observa-se que o colaborador A não apresenta plena adequação à função de registros e controles. Essa

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