Durante uma partida de futebol amador realizada em uma quadra esportiva, um jogador de aproximadamente 22 anos colide com outro atleta e cai ao solo. Após a queda, ele permanece consciente, porém relata forte dor no tornozelo direito, apresenta edema local e dificuldade para apoiar o pé no chão. Algumas pessoas ao redor sugerem movimentá-lo imediatamente, enquanto outras demonstram insegurança sobre qual conduta adotar. Você, como profissional treinado em primeiros socorros, assume o atendimento inicial até a chegada do suporte especializado.
Com base nos conhecimentos de Primeiros Socorros, responda às questões a seguir:
1. PONTUE qual deve ser a sua primeira atitude ao se aproximar da vítima e da cena do acidente.
Minha primeira conduta seria verificar a segurança da cena antes de tocar ou movimentar a vítima. Para isso, observaria o ambiente, o mecanismo da queda e a presença de possíveis riscos para mim, para o jogador e para as demais pessoas, como aglomerações, objetos espalhados pela quadra ou possibilidade de novas colisões. Também utilizaria equipamentos de proteção individual, caso estivessem disponíveis. Após confirmar que o local apresenta condições seguras, eu me aproximaria, identificaria-me, buscaria tranquilizar a vítima e iniciaria a avaliação. Nesse momento, orientaria os presentes a não levantarem nem movimentarem o jogador, pois uma ação inadequada poderia intensificar a dor ou agravar uma possível lesão no tornozelo.
2. LISTE quais sinais e sintomas devem ser avaliados inicialmente nesse atendimento
Inicialmente, eu avaliaria os seguintes sinais e sintomas:
- Nível de consciência e capacidade da vítima de compreender e responder às perguntas;
- Qualidade e regularidade da respiração;
- Coloração da pele, frequência cardíaca, pulso e perfusão periférica;
- Intensidade, localização e características da dor;
- Presença e progressão do edema na região do tornozelo;
- Dificuldade ou incapacidade de movimentar o membro e apoiar o pé no chão;
- Existência de deformidade, instabilidade ou posicionamento anormal da articulação;
- Presença de hematomas, sangramentos ou ferimentos na pele;
- Relato de outras dores ou possíveis lesões decorrentes da queda.
Essa avaliação é fundamental, pois as lesões musculoesqueléticas podem provocar dor, edema, limitação funcional, deformidades e alterações na integridade da pele. Além disso, a análise do estado geral da vítima permite reconhecer sinais de maior gravidade e identificar a necessidade de atendimento especializado com maior urgência.
3. DESCREVA os procedimentos recomendados para o atendimento inicial de uma suspeita de entorse no tornozelo.
Após confirmar que o ambiente está seguro e avaliar as condições gerais da vítima, eu procuraria mantê-la tranquila, orientando-a a não se levantar, caminhar ou apoiar o peso corporal sobre o pé lesionado. Em seguida, examinaria cuidadosamente o tornozelo, observando a presença de dor, edema, deformidade, ferimentos e limitação dos movimentos, sem realizar manobras forçadas na articulação.
Posteriormente, manteria o tornozelo imobilizado na posição em que foi encontrado, utilizando, quando disponível, uma tala rígida ou semirrígida. Não tentaria corrigir possíveis deformidades nem reposicionar a articulação. A imobilização reduz a movimentação da região, auxilia no controle da dor e evita o agravamento de possíveis lesões em vasos sanguíneos, nervos e demais estruturas próximas.
Por fim, continuaria monitorando o estado da vítima e aguardaria a chegada do atendimento especializado para o encaminhamento a uma avaliação adequada. Essa conduta é necessária porque os sinais de uma entorse podem ser semelhantes aos encontrados em casos de fratura ou luxação.
4.INDIQUE quais medidas podem ser utilizadas para auxiliar na redução da dor e do edema nas primeiras horas após a lesão.
Para contribuir com a redução da dor e do edema, eu orientaria a vítima a manter o tornozelo em repouso, evitando apoiar o peso corporal sobre o membro lesionado e realizar movimentos desnecessários. O tornozelo deveria permanecer imobilizado na posição em que foi encontrado, pois essa medida limita a movimentação da articulação, auxilia no alívio da dor e reduz o risco de agravamento da lesão.
Após a estabilização, o membro poderia ser elevado cuidadosamente, desde que essa ação não aumentasse o desconforto da vítima. Também seria necessário acompanhar continuamente a circulação, a sensibilidade e a coloração do pé, verificando se a imobilização não está excessivamente apertada. Não se deve massagear a região, forçar a articulação nem tentar reposicioná-la.
5. ORIENTE os presentes sobre quando o serviço de emergência deve ser acionado nesse tipo de ocorrência.
R.
6. EXPLIQUE quais informações devem ser repassadas ao serviço de emergência durante o chamado.
R.
7. DISCUTA a importância do treinamento em primeiros socorros para profissionais da saúde e para a população em geral.
R.
REFERÊNCIAS:
SAMU-192. Protocolo de atendimento pré-hospitalar: suporte básico de vida. São Paulo: Secretaria Municipal de Saúde, 2022. 322 p.
SANTOS, Dionei Alves dos. Técnicas e procedimentos de primeiros socorros. Organização de Sofia Mendes Sieczkowska. Florianópolis, SC: Arqué, 2024. 192 p.


