DESENVOLVENDO O TRABALHO
IMPORTANTE: Esse formulário não contém todas as informações contidas na atividade, sendo insuficiente para responder o MAPA, é necessário que faça a leitura e acompanhamento pelo Studeo.
LEITURA COMPLEMENTAR:
- Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Manual de vigilância da leishmaniose tegumentar. – Brasília: Ministério da Saúde, 2017.
- Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Departamento de Ações Estratégicas de Epidemiologia e Vigilância em Saúde e Ambiente. Guia de vigilância em saúde: volume 2. – 6. ed. rev. – Brasília: Ministério da Saúde, 2024.
- Materiais Didáticos Digitais (MDDs)
PARTE 1 – AÇÃO PRÁTICA EM CAMPO: QUESTÃO 1 – CRIE um material gráfico (usando Canva ou PowerPoint) priorizando as informações contidas na atividade:

QUESTÃO 2 – Com o folder em mãos, você deve realizar a intervenção na comunidade. DISTRIBUA-OS em locais estratégicos (próximo a postos de saúde, praças ou vizinhança).

PARTE 2 – ESTUDO TEÓRICO: A) EXPLIQUE qual o melhor local de escolha para coleta e por que ele é determinante para encontrar as formas amastigotas?
O local mais adequado para a coleta do material é a borda interna e ativa da lesão, especialmente nos casos de feridas ulceradas. Essa região é a mais indicada porque concentra maior atividade inflamatória e, consequentemente, apresenta maior possibilidade de conter células infectadas pelo parasito. Antes da coleta, é importante que a lesão esteja devidamente limpa, evitando a retirada apenas de secreções, crostas ou tecido necrosado, pois esses materiais podem comprometer a qualidade da amostra e dificultar a identificação do agente causador. A escolha correta desse ponto é fundamental, pois as formas amastigotas da Leishmania permanecem no interior de células de defesa, principalmente os macrófagos presentes na pele. Como essas células tendem a se concentrar em maior quantidade na borda ativa da lesão, a coleta nessa área aumenta as chances de visualização do parasito no exame direto. Dessa forma, a seleção adequada do local de coleta contribui significativamente para a obtenção de uma amostra de melhor qualidade, favorecendo um diagnóstico mais preciso e seguro da leishmaniose tegumentar.
B) DESCREVA o procedimento de coleta por escarificação (raspado) da lesão e o processo de coloração.
A coleta por escarificação, também conhecida como raspado da lesão, deve ser realizada por profissional capacitado, respeitando as normas de biossegurança e utilizando materiais estéreis. Inicialmente, é necessário realizar a limpeza adequada da lesão, removendo secreções, crostas superficiais e impurezas que possam interferir na qualidade da amostra e comprometer a análise microscópica. Após esse preparo, deve-se selecionar, preferencialmente, a borda interna e ativa da lesão, por ser a região com maior probabilidade de apresentar células inflamatórias, especialmente macrófagos infectados pela Leishmania. Com o auxílio de uma lâmina de bisturi, espátula ou outro instrumento estéril, realiza-se uma raspagem cuidadosa da borda da ferida, de modo a obter material celular suficiente para o exame. O material coletado deve ser distribuído sobre uma lâmina de vidro, formando um esfregaço fino e uniforme. Em seguida, a lâmina deve secar ao ar e ser fixada, geralmente com metanol, a fim de preservar as estruturas celulares e parasitárias presentes na amostra. Posteriormente, realiza-se a coloração da lâmina, utilizando métodos como Giemsa ou Panótico Rápido. Essa etapa é fundamental, pois facilita a diferenciação entre as células do hospedeiro e as formas amastigotas do parasito. Após a coloração, lavagem e secagem, a lâmina é analisada ao microscópio, geralmente com objetiva de imersão, buscando-se identificar as formas amastigotas no interior ou nas proximidades dos macrófagos. Dessa forma, a qualidade da coleta, o preparo adequado da lâmina e a correta coloração representam etapas essenciais para aumentar a sensibilidade do exame direto e contribuir para a confirmação laboratorial da leishmaniose tegumentar.
C) DESCREVA as principais diferenças morfológicas entre as formas amastigotas e promastigotas e CITE onde cada uma é encontrada.
As formas amastigotas e promastigotas da Leishmania apresentam diferenças importantes, tanto na aparência quanto no local onde são encontradas durante o ciclo do parasito. A forma amastigota é menor, arredondada ou ovalada, não apresenta flagelo livre visível e possui estruturas internas como núcleo e cinetoplasto. Ela é encontrada no hospedeiro vertebrado, principalmente dentro dos macrófagos, que são células de defesa presentes na pele e nos tecidos. Na leishmaniose tegumentar, essa é a forma mais importante para o diagnóstico direto, pois pode ser observada nas células coletadas da lesão. Já a forma promastigota é alongada, fusiforme, apresenta flagelo livre na região anterior e também possui núcleo e cinetoplasto. Essa forma é encontrada no inseto vetor, ou seja, no trato digestivo do mosquito-palha. Durante o ciclo, quando o mosquito infectado pica uma pessoa, ele pode inocular formas promastigotas na pele. Depois disso, elas são fagocitadas pelos macrófagos e se transformam em amastigotas. Portanto, de forma resumida, a amastigota é a forma arredondada, sem flagelo livre, encontrada dentro dos macrófagos do hospedeiro humano ou animal; enquanto a promastigota é a forma alongada, com flagelo livre, encontrada no mosquito-palha.
REFERÊNCIA
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Manual de vigilância da leishmaniose tegumentar. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2017.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Departamento de Ações Estratégicas de Epidemiologia e Vigilância em Saúde e Ambiente. Guia de vigilância em saúde: volume 2. 6. ed. rev. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2024.
NEVES, David Pereira. Parasitologia humana. 13. ed. Rio de Janeiro: Atheneu, 2016.
RINCÃO, Vinícius Pires. Parasitologia clínica. Florianópolis, SC: Arqué, 2023.

