Considere o excerto de texto a seguir:ANCESTRALIDADE E PERTENCIMENTOA escola é um espaço de diversidade e de convivência de crianças e jovens de diferentes origens. Para alémdos estudos e conquista de conhecimentos, é um local para a formação de cidadãos. Logo, seu papel écrucial na superação de preconceitos e na promoção de uma educação antirracista. Mas, para que issoocorra, é necessária uma mudança de comportamento em sala de aula.Lavini Castro, mestre em Relações Étnico Raciais pelo PPRE/CEFET-RJ e idealizadora da Rede de ProfessoresAntirracistas, afirma que não há mais um ideal humano a ser seguido, mas a percepção da diversidadehistórico e cultural dos diferentes grupos que compõem a sociedade.“Estudantes negros e negras se sentem acolhidos, percebem-se contribuidores da história e da sociedade. Eisso traz noção de pertencimento e orgulho, principalmente quando evidenciamos histórias de luta eresistência. Estudantes brancos e brancas percebem-se como mais um grupo da sociedade. Isso contribuipara o empoderamento dos primeiros e a quebra de um ideal humano para os segundos. Afinal, todospassam a se sentir outros na relação”, detalha.A inclusão de pautas afirmativas no currículo escolar e a ampliação do debate proporcionam aos alunosreconhecimento de sua identidade, autoaceitação e resgate cultural da sua ancestralidade.“Esses alunos passam a se perceber, a reconhecer sua negritude como característica estética, histórica ecultural, passando a se aceitar. Principalmente quando trabalhamos evidências positivas erepresentatividade negativa e quando ensinamos que o problema do racismo é estrutural, institucional e atémesmo cotidiano. Pessoas negras não têm culpa do racismo, mas são as vítimas dessa estrutura”, constataLavini.
Fonte: https://www.fundacaotelefonicavivo.org.br/noticias/cultura-afro-brasileira/#. Acesso em: 20 maio2024. A partir













































