
a) Como níveis baixos (pouco confiante) podem interferir no desempenho esportivo?
A teoria do “U invertido” explica que a relação entre autoconfiança e desempenho esportivo não ocorre de forma linear. Isso significa que tanto níveis muito baixos quanto níveis excessivos de autoconfiança podem prejudicar o rendimento do atleta. O melhor desempenho tende a ocorrer quando há um nível moderado e adequado de confiança. Quando o atleta apresenta baixa autoconfiança, é comum que surjam sentimentos de insegurança, medo de errar e dúvidas em relação à própria capacidade. Esses fatores podem comprometer a concentração, aumentar a ansiedade e, consequentemente, reduzir o desempenho esportivo. Por outro lado, o excesso de autoconfiança também pode ser prejudicial, pois o atleta pode subestimar a tarefa, o adversário ou a complexidade da situação. Nesses casos, há maior risco de relaxamento, descuido na execução dos movimentos e perda de foco durante a prática esportiva. Dessa forma, compreende-se que o equilíbrio emocional e um nível adequado de autoconfiança são aspectos fundamentais para que o atleta alcance um desempenho mais eficiente e satisfatório.
Referências OLIVEIRA, Leonardo Pestillo de. Psicologia do esporte e do exercício. Florianópolis: Arqué, 2024. Reimpresso em 2025
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