A realização do ITEM 2 desta atividade está vinculada ao Encontro Prático Presencial da disciplina de Biomedicina/Farmácia – Imunohematologia – ABO – RH, previsto para ocorrer na semana 4 do módulo 52 (25/05 – 30/05/2026), mediante agendamento prévio em seu Studeo.
Fique atento aos comunicados de Agendamento dos Encontros Práticos. Caso tenha dificuldades, entrar em contato pelo Fale com o Mediador.
ITEM 1
1.1)Considerando que a paciente é do Grupo A, DESCREVA quais são os aglutinogênios presentes em suas hemácias e as aglutinas esperadas em seu plasma. JUSTIFIQUE por que a presença dessas aglutinas é determinante na escolha do doador.
Considerando que a paciente pertence ao grupo sanguíneo A, suas hemácias apresentam em sua superfície o aglutinogênio A, também chamado de antígeno A. No plasma dessa paciente, espera-se a presença de aglutininas anti-B, ou seja, anticorpos capazes de reconhecer e reagir contra hemácias que apresentem o antígeno B.
Essa informação é fundamental para a escolha do doador, pois, caso a paciente receba sangue com hemácias que possuam o aglutinogênio B, como ocorre nos grupos B ou AB, suas aglutininas anti-B poderão reconhecer essas hemácias como estranhas. Isso pode provocar aglutinação e destruição das hemácias transfundidas, causando uma reação transfusional incompatível. Por isso, para uma paciente do grupo A, devem ser escolhidas bolsas compatíveis com seu sistema ABO, preferencialmente do grupo A ou, em situações específicas, do grupo O, sempre respeitando também o fator Rh e os testes de compatibilidade.

Assim, a presença das aglutinas no plasma funciona como um ponto de segurança na transfusão, pois orienta quais tipos sanguíneos podem ser aceitos sem desencadear uma resposta imunológica prejudicial à paciente.
1.2)A paciente é Rh negativo e multípara. EXPLANE a importância clínica do fator Rh nesse histórico e como a sensibilização prévia pode ter contribuído para uma reação imunológica, mesmo que o sangue transfundido fosse inicialmente considerado compatível no sistema ABO.
O fator Rh possui grande importância clínica nesse caso porque a paciente é Rh negativo e tem histórico de múltiplas gestações. Diferentemente do sistema ABO, em que as aglutinas anti-A ou anti-B já podem estar naturalmente presentes no plasma, os anticorpos contra o fator Rh, especialmente o anti-D, geralmente são produzidos após uma exposição prévia ao antígeno Rh.
Como a paciente é multípara, ela pode ter entrado em contato, em gestações anteriores, com hemácias fetais Rh positivas, caso algum dos fetos tivesse herdado esse fator do pai. Durante a gestação, no parto ou em situações de sangramento, pequenas quantidades de sangue fetal podem passar para a circulação materna. Se isso ocorreu, o sistema imune da paciente pode ter reconhecido o antígeno Rh como estranho e produzido anticorpos contra ele, processo chamado de sensibilização ou aloimunização.
Assim, mesmo que o sangue transfundido fosse considerado compatível no sistema ABO, ainda poderia haver risco de reação imunológica se existisse incompatibilidade relacionada ao fator Rh ou a outros antígenos eritrocitários. Em uma paciente previamente sensibilizada, a resposta imune tende a ser mais rápida, pois o organismo já possui memória imunológica. Dessa forma, anticorpos maternos podem se ligar às hemácias transfundidas que apresentem o antígeno correspondente, desencadeando aglutinação, ativação do sistema complemento e destruição das hemácias.
Portanto, no caso dessa paciente, o histórico de ser Rh negativo e multípara aumenta a necessidade de uma investigação cuidadosa antes da transfusão, incluindo a pesquisa de anticorpos irregulares e os testes de compatibilidade, para reduzir o risco de uma reação transfusional.
1.3) INDIQUE o teste da antiglobulina que deve ser realizado para confirmar a incompatibilidade sanguínea.
O teste indicado para confirmar a incompatibilidade sanguínea é o Teste da Antiglobulina Direto, também conhecido como TAD ou Coombs direto.
Esse teste é utilizado para verificar se há anticorpos ou componentes do sistema complemento ligados à superfície das hemácias da paciente. No contexto de uma reação transfusional, ele é importante porque ajuda a confirmar se as hemácias foram reconhecidas pelo sistema imune como incompatíveis, levando à sua destruição.
Dessa forma, o Coombs direto contribui para a investigação da reação transfusional, pois evidencia se ocorreu uma resposta imunológica contra as hemácias transfundidas ou contra hemácias circulantes, reforçando a suspeita de incompatibilidade sanguínea.
1.4)Com base nos sintomas apresentados, IDENTIFIQUE o tipo de reação transfusional que a paciente está sofrendo e EXPLIQUE o mecanismo imunológico envolvido.
Com base nos sintomas apresentados, a paciente está sofrendo uma reação transfusional hemolítica aguda. Essa suspeita se justifica porque os sinais surgiram poucos minutos após o início da transfusão, com calafrios, febre, dor lombar intensa, hipotensão e hemoglobinúria, que é a presença de hemoglobina na urina, deixando-a com coloração avermelhada.
O mecanismo imunológico envolvido ocorre quando o sistema imune da paciente reconhece as hemácias transfundidas como incompatíveis. Nesse caso, anticorpos presentes no plasma da paciente podem se ligar aos antígenos das hemácias recebidas, especialmente quando há incompatibilidade relacionada ao sistema ABO, Rh ou a outros antígenos eritrocitários. Essa ligação antígeno-anticorpo ativa o sistema complemento, levando à destruição das hemácias, processo chamado de hemólise.
Como a paciente é Rh negativo e multípara, existe ainda a possibilidade de ela já ter sido sensibilizada em gestações anteriores, produzindo anticorpos contra antígenos eritrocitários. Assim, mesmo que a bolsa fosse inicialmente considerada compatível quanto ao sistema ABO, a presença de anticorpos irregulares poderia desencadear uma resposta imunológica rápida contra as hemácias transfundidas.
Portanto, trata-se de uma reação grave, pois a destruição das hemácias libera hemoglobina na circulação, provoca inflamação sistêmica, queda da pressão arterial e pode comprometer órgãos importantes, como os rins.
1.5) DESCREVA três principais complicações clínicas decorrentes de uma transfusão incompatível e sua relação com o sistema imune.
Uma transfusão incompatível pode causar complicações graves porque o sistema imune do receptor reconhece as hemácias transfundidas como estranhas e reage contra elas.
Entre as principais complicações estão a hemólise intravascular, causada pela ligação de anticorpos às hemácias e ativação do complemento; a insuficiência renal aguda, provocada pelo excesso de hemoglobina liberada na circulação após a destruição das hemácias; e o choque, relacionado à resposta inflamatória intensa, com queda da pressão arterial e instabilidade clínica.
Portanto, essas complicações estão diretamente ligadas à resposta imunológica contra o sangue incompatível, podendo colocar a vida da paciente em risco.
ITEM 2
Instruções:
– Os itens 2.1 a 2.4 serão realizados durante o Encontro Prático Presencial da disciplina de Biomedicina/Farmácia – Imunohematologia – ABO – RH, previsto para ocorrer na semana 4 do módulo 52 (25/05 – 30/05/2026), mediante agendamento em seu Studeo.
– Atenção! Os agendamentos ocorrem na semana que ANTECE a prática, desta forma o agendamento está previsto para a semana 3 do módulo (18/05 – 23/05/2026).
– Leia com antecedência as informações sobre a prática correspondente no MDD (Material Didático Digital), que estará disponível no fórum da disciplina.
– Não é necessário fotografar nenhuma etapa, apenas responder as questões abaixo.
2.1) LISTE todos os materiais e reagentes que serão utilizados.
Para a realização da técnica de determinação do tipo sanguíneo em lâmina, foram utilizados: lâmina de vidro, amostra de sangue, soros anti-A, anti-B e anti-D, pipetas ou conta-gotas, palitos ou espátulas descartáveis para misturar as amostras, caneta para identificação da lâmina, luvas, jaleco e material adequado para descarte dos resíduos biológicos.
Esses materiais permitem verificar se ocorre ou não aglutinação entre o sangue testado e os reagentes, possibilitando identificar o grupo sanguíneo no sistema ABO e o fator Rh.
2.2) DESCREVA como você realizou cada etapa da técnica.
Primeiramente, organizei a bancada e utilizei os equipamentos de proteção individual, como jaleco e luvas. Em seguida, identifiquei a lâmina de vidro, separando os espaços onde seriam colocados os reagentes anti-A, anti-B e anti-D.
Depois, coloquei uma gota de cada reagente em locais separados da lâmina. Em seguida, adicionei uma pequena quantidade da amostra de sangue próxima a cada gota de reagente. Com palitos descartáveis diferentes, misturei cuidadosamente o sangue com cada soro, evitando contaminação entre as amostras.
Após a homogeneização, observei se houve ou não aglutinação em cada mistura. A presença de aglutinação indicou reação positiva com aquele reagente, enquanto a ausência de aglutinação indicou reação negativa. Por fim, descartei os materiais utilizados em local adequado e registrei os resultados observados para interpretar o tipo sanguíneo da amostra.
2.3) DESENHE as reações da Técnica para Determinação do Tipo Sanguíneo observadas nas lâminas.
ATENÇÃO: o desenho deve ser feito à mão. Abaixo do desenho das lâminas, escreva seu nome e RA. Tire uma foto/escaneie e insira no arquivo do formulário do MAPA.

2.4) IDENTIFIQUE o tipo sanguíneo da amostra testada e EXPLIQUE como você interpretou os resultados.
A amostra testada foi identificada como tipo sanguíneo A Rh negativo.
Essa interpretação foi feita porque houve aglutinação no campo Anti-A, indicando que as hemácias da amostra possuem o antígeno A em sua superfície.
No campo Anti-B, não houve aglutinação, mostrando que a amostra não possui o antígeno B. Já no campo Anti-D, também não houve aglutinação, o que indica ausência do fator Rh, classificando a amostra como Rh negativo.
Portanto, como a amostra reagiu apenas com o reagente Anti-A, o resultado final foi interpretado como A Rh negativo.
REFERÊNCIAS
PEREIRA, Letícia Sarturi; BESSON, Jean Carlos Fernando. Imunologia Clínica. Florianópolis, SC: Arqué, 2023.
RAMOS, Paula de Siqueira; AMORIM, Aline Viana Carvalho; FERREIRA, Cynthia Beatriz Tostes; ROMANELI, Daiane Aparecida Vilela de Rezende; CAMPOS, Izabela Magalhães; DIAS, Verônica Lívia. Reação hemolítica transfusional: diagnóstico e manejo anestésico. Revista Médica de Minas Gerais, v. 27, supl. 4, p. S46-S51, 2017. DOI: 10.5935/2238-3182.20170044. Disponível em: https://rmmg.org/artigo/detalhes/2204. Acesso em: 6 abr. 2026.
UNICESUMAR. MAPA de Imunologia Clínica: 52_2026. Maringá: UniCesumar, 2026. Material da disciplina.
ENTENDA a importância da compatibilidade sanguínea para as doações. TDSA, 2026. Disponível em: https://tdsa.com.br/blog/entenda-a-importancia-da-compatibilidade-sanguinea-para-as-doacoes/. Acesso em: 5 abr. 2026.


