Ao analisar a equipe, observa-se que o colaborador A não apresenta plena adequação à função de registros e controles. Essa atividade exige organização, atenção aos detalhes e responsabilidade, características associadas ao traço de conscienciosidade. Como ele apresenta baixo nível nesse aspecto, sua tendência à distração e à desorganização pode contribuir para as falhas identificadas nos registros. Em contrapartida, sua extroversão pode favorecer funções que envolvam comunicação, contato com o público e maior interação social.
O colaborador B apresenta níveis elevados de amabilidade e extroversão, demonstrando comportamento cooperativo, empático e comunicativo. Essas características contribuem positivamente para o trabalho em equipe e para as relações interpessoais. Entretanto, não garantem, isoladamente, habilidade para organizar materiais e controlar insumos. Dessa forma, os problemas observados nesse setor também podem estar relacionados à ausência de treinamento, planejamento adequado ou definição clara das rotinas e responsabilidades.
Já o colaborador C apresenta elevado nível de neuroticismo, manifestado por ansiedade, insegurança e maior dificuldade para enfrentar situações de pressão. Como o atendimento aos pacientes e familiares envolve circunstâncias delicadas e emocionalmente exigentes, esse perfil pode favorecer os conflitos identificados. Portanto, a distribuição atual das funções parece não aproveitar adequadamente as potencialidades de cada colaborador, podendo intensificar as dificuldades existentes no setor.
Referências Bibliográficas:
COSTA, Waldeciria Souza da. Psicologia organizacional. Maringá, PR: UniCesumar, 2019. 192 p.
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