| As principais diferenças entre os períodos históricos estão relacionadas aos sentidos sociais, culturais, religiosos e científicos atribuídos ao corpo. Na Idade Antiga, especialmente entre os gregos, ele era associado à beleza, à harmonia, à força e à formação do cidadão. Na Idade Média, prevaleceu a compreensão do corpo como espaço dos desejos e das tentações, devendo ser disciplinado e controlado em benefício da alma e da salvação espiritual. Na Idade Moderna, o corpo foi retomado como objeto de interesse artístico e científico, passando a ser estudado por áreas como a anatomia, a medicina e a biomecânica. Ao mesmo tempo, difundiu-se a concepção do corpo como máquina, submetido à razão, à disciplina e às exigências da produtividade. Já na Idade Contemporânea, o corpo é compreendido como construção social, expressão da identidade e projeto individual, sendo influenciado pela mídia, pelo consumo, pela tecnologia, pela estética, pela saúde e pelo desempenho. Dessa forma, percebe-se que o corpo não apresenta um significado único, fixo ou exclusivamente natural. Em cada contexto histórico, sua compreensão reflete valores, crenças, relações de poder e necessidades sociais específicas. |
BARBOSA, Maria Raquel; MATOS, Paula Mena; COSTA, Maria Emília. Um olhar sobre o corpo: o corpo ontem e hoje. Psicologia & Sociedade, Belo Horizonte, v. 23, n. 1, p. 24-34, 2011. Disponível em: https://www.scielo.br/j/psoc/a/WstTrSKFNy7tzvSyMpqfWjz/. Acesso em: 21 jun. 2026.
HEROLD JUNIOR, Carlos. História da Educação Física. Maringá, PR: UniCesumar, 2018. Reimpresso em 2021.
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