Resposta – Semana de Conhecimentos Gerais

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1ª QUESTÃO


Nos últimos anos, o Brasil tem enfrentado intensos debates sobre os efeitos ambientais e socioeconômicos da expansão de atividades agropecuárias sobre áreas florestais. A mudança no uso do solo para agricultura e pecuária tem gerado impactos significativos nos ecossistemas, influenciando desde o regime de chuvas até a qualidade do solo. Nesse cenário, políticas públicas e práticas sustentáveis vêm sendo discutidas como formas de compatibilizar o desenvolvimento produtivo com a conservação ambiental.
Com base nas informações apresentadas, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas:
I. A mudança no uso do solo é um dos principais vetores de degradação ambiental no Brasil, com impactos diretos sobre a biodiversidade e o clima.
PORQUE
II. A conversão de áreas florestadas em pastagens e agricultura intensiva reduz a cobertura vegetal, afetando os serviços ecossistêmicos e aumentando as emissões de gases de efeito estufa.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta:
ALTERNATIVAS
a) As asserções I e II são verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
b) As asserções I e II são verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
c) A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
d) A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
e) As asserções I e II são falsas.


Nos últimos anos, o Brasil tem enfrentado intensos debates sobre os efeitos ambientais e socioeconômicos da expansão de atividades agropecuárias sobre áreas florestais. A mudança no uso do solo para agricultura e pecuária tem gerado impactos significativos nos ecossistemas, influenciando desde o regime de chuvas até a qualidade do solo. Nesse cenário, políticas públicas e práticas sustentáveis vêm sendo discutidas como formas de compatibilizar o desenvolvimento produtivo com a conservação ambiental.
Com base nas informações apresentadas, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas:
I. A mudança no uso do solo é um dos principais vetores de degradação ambiental no Brasil, com impactos diretos sobre a biodiversidade e o clima.
PORQUE
II. A conversão de áreas florestadas em pastagens e agricultura intensiva reduz a cobertura vegetal, afetando os serviços ecossistêmicos e aumentando as emissões de gases de efeito estufa.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta:

ALTERNATIVAS
a) As asserções I e II são verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
b) As asserções I e II são verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
c) A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
d) A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
e) As asserções I e II são falsas.

Resposta: a) As asserções I e II são verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
Comentário: A I descreve o papel central da mudança de uso da terra na degradação ambiental. A II explica o mecanismo (perda de cobertura vegetal, queda de serviços ecossistêmicos e aumento de emissões) que fundamenta por que a mudança de uso da terra degrada biodiversidade e clima.


2ª QUESTÃO


O Código Florestal Brasileiro (Lei nº 12.651/2012) determina a existência de Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais como instrumentos fundamentais de conservação ambiental. A sua eficácia, no entanto, depende da fiscalização, da responsabilização por infrações e do comprometimento dos proprietários rurais em cumprir a legislação.
Fonte: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12651.htm. Acesso em: 3 out. 2025.
Sobre os instrumentos de proteção previstos no Código Florestal, analise as afirmativas a seguir:
I. As APPs são destinadas à preservação de áreas sensíveis como nascentes e encostas de morros.
II. A Reserva Legal pode ser totalmente desmatada se o proprietário apresentar justificativa econômica.
III. No caso da Reserva Legal, a legislação prevê percentuais mínimos de cobertura vegetal a serem mantidos conforme o bioma.
IV. Além do Código Florestal, a eficácia da proteção da natureza depende de mecanismos de fiscalização e controle.
É correto o que se afirma em:
ALTERNATIVAS
a) I, apenas.
b) II e IV, apenas.
c) III e IV, apenas.
d) I, III e IV, apenas.
e) I, II, III e IV.


O Código Florestal Brasileiro (Lei nº 12.651/2012) determina a existência de Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais como instrumentos fundamentais de conservação ambiental. A sua eficácia, no entanto, depende da fiscalização, da responsabilização por infrações e do comprometimento dos proprietários rurais em cumprir a legislação.
Fonte: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12651.htm. Acesso em: 3 out. 2025.
Sobre os instrumentos de proteção previstos no Código Florestal, analise as afirmativas a seguir:
I. As APPs são destinadas à preservação de áreas sensíveis como nascentes e encostas de morros.
II. A Reserva Legal pode ser totalmente desmatada se o proprietário apresentar justificativa econômica.
III. No caso da Reserva Legal, a legislação prevê percentuais mínimos de cobertura vegetal a serem mantidos conforme o bioma.
IV. Além do Código Florestal, a eficácia da proteção da natureza depende de mecanismos de fiscalização e controle.
É correto o que se afirma em:

ALTERNATIVAS
a) I, apenas.
b) II e IV, apenas.
c) III e IV, apenas.
d) I, III e IV, apenas.
e) I, II, III e IV.

Resposta: d) I, III e IV, apenas.
Comentário: APPs protegem áreas sensíveis (I). A Reserva Legal não pode ser “totalmente desmatada” por motivo econômico (II é falsa). Há percentuais mínimos por bioma (III) e a efetividade depende de fiscalização (IV).


3ª QUESTÃO


O Código Florestal Brasileiro (Lei nº 12.651/2012) estabelece normas para a proteção da vegetação nativa, regulamentando Áreas de Preservação Permanente (APPs), Reservas Legais e o uso sustentável dos recursos naturais. No entanto, sua aplicação tem sido alvo de flexibilizações, permitindo a redução de exigências de conservação e anistia a desmatamentos passados. Esse processo gera controvérsias, pois enquanto facilita a expansão agrícola e o uso econômico da terra, pode comprometer a conservação ambiental e os serviços ecossistêmicos essenciais, como regulação hídrica e climática.
Fonte: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12651.htm. Acesso em: 3 out. 2025.
Considerando os efeitos da flexibilização do Código Florestal, assinale a alternativa correta que expressa uma de suas consequências ambientais:
ALTERNATIVAS
a) A flexibilização fortalece a conservação da biodiversidade ao aumentar a extensão das APPs.
b) A anistia a desmatamentos anteriores reduz a efetividade da proteção ambiental prevista no Código.
c) A flexibilização contribui para maior conectividade de habitats naturais, evitando fragmentação.
d) A diminuição das exigências de Reserva Legal não altera a dinâmica climática ou hidrológica regional.
e) A redução de áreas protegidas assegura equilíbrio entre conservação e expansão agrícola sem impactos ambientais.


O Código Florestal Brasileiro (Lei nº 12.651/2012) estabelece normas para a proteção da vegetação nativa, regulamentando Áreas de Preservação Permanente (APPs), Reservas Legais e o uso sustentável dos recursos naturais. No entanto, sua aplicação tem sido alvo de flexibilizações, permitindo a redução de exigências de conservação e anistia a desmatamentos passados. Esse processo gera controvérsias, pois enquanto facilita a expansão agrícola e o uso econômico da terra, pode comprometer a conservação ambiental e os serviços ecossistêmicos essenciais, como regulação hídrica e climática.
Fonte: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12651.htm. Acesso em: 3 out. 2025.
Considerando os efeitos da flexibilização do Código Florestal, assinale a alternativa correta que expressa uma de suas consequências ambientais:

ALTERNATIVAS
a) A flexibilização fortalece a conservação da biodiversidade ao aumentar a extensão das APPs.
b) A anistia a desmatamentos anteriores reduz a efetividade da proteção ambiental prevista no Código.
c) A flexibilização contribui para maior conectividade de habitats naturais, evitando fragmentação.
d) A diminuição das exigências de Reserva Legal não altera a dinâmica climática ou hidrológica regional.
e) A redução de áreas protegidas assegura equilíbrio entre conservação e expansão agrícola sem impactos ambientais.

Resposta: b) A anistia a desmatamentos anteriores reduz a efetividade da proteção ambiental prevista no Código.
Comentário: Ao perdoar passivos, diminui-se o poder dissuasório e a capacidade de recomposição ambiental, com impactos sobre biodiversidade e serviços ecossistêmicos.


4ª QUESTÃO


"A concepção e o uso corrente da palavra 'desenvolvimento sustentável' podem ser tomados como exemplo de institucionalização de um conceito
. . .
. Frequentemente é empregado de maneira pouco crítica ou reflexiva quanto ao próprio significado.
. . .
Rodrigues (2006) chega mesmo a situá-lo como uma tentativa de legitimação da continuidade de uma sociedade baseada na desigualdade social, contribuindo para a omissão quanto às contradições insuperáveis do modo capitalista de produção" (Dias, 2017, p. 33).
Fonte: DIAS, E. S. Os (des)encontros internacionais sobre meio ambiente: da conferência de Estocolmo à Rio+20 - expectativas e contradições. Caderno Prudentino de Geografia, Presidente Prudente, n. 39 v. 1, p. 06-33, Jan./Jun., 2017.
Considerando a análise crítica sobre o conceito de 'desenvolvimento sustentável' apresentada no texto, analise as afirmativas a seguir:
I. O conceito é amplamente aceito e utilizado de forma consensual, sem questionamentos significativos nos âmbitos político e acadêmico.
II. A crítica ao conceito aponta que ele pode mascarar as contradições do capitalismo, focando em um uso 'mais racional' dos recursos sem questionar o modo de produção.
III. A definição mais famosa do conceito, presente no relatório 'Nosso Futuro Comum', propõe atender às necessidades do presente sem comprometer as gerações futuras.
É correto o que se afirma em:
ALTERNATIVAS
a) I, apenas.
b) III, apenas.
c) I e II, apenas.
d) II e III, apenas.
e) I, II e III.


“A concepção e o uso corrente da palavra ‘desenvolvimento sustentável’ podem ser tomados como exemplo de institucionalização de um conceito
. . .
. Frequentemente é empregado de maneira pouco crítica ou reflexiva quanto ao próprio significado.
. . .
Rodrigues (2006) chega mesmo a situá-lo como uma tentativa de legitimação da continuidade de uma sociedade baseada na desigualdade social, contribuindo para a omissão quanto às contradições insuperáveis do modo capitalista de produção” (Dias, 2017, p. 33).
Fonte: DIAS, E. S. Os (des)encontros internacionais sobre meio ambiente: da conferência de Estocolmo à Rio+20 – expectativas e contradições. Caderno Prudentino de Geografia, Presidente Prudente, n. 39 v. 1, p. 06-33, Jan./Jun., 2017.
Considerando a análise crítica sobre o conceito de ‘desenvolvimento sustentável’ apresentada no texto, analise as afirmativas a seguir:
I. O conceito é amplamente aceito e utilizado de forma consensual, sem questionamentos significativos nos âmbitos político e acadêmico.
II. A crítica ao conceito aponta que ele pode mascarar as contradições do capitalismo, focando em um uso ‘mais racional’ dos recursos sem questionar o modo de produção.
III. A definição mais famosa do conceito, presente no relatório ‘Nosso Futuro Comum’, propõe atender às necessidades do presente sem comprometer as gerações futuras.
É correto o que se afirma em:

ALTERNATIVAS
a) I, apenas.
b) III, apenas.
c) I e II, apenas.
d) II e III, apenas.
e) I, II e III.

Resposta: d) II e III, apenas.
Comentário: Há críticas acadêmicas e políticas ao conceito (logo, I é falsa). II expressa a crítica destacada no texto. III corresponde à definição clássica do Relatório Brundtland.


5ª QUESTÃO


Quando se soma o total emitido por mudança de uso da terra e as emissões totais da agropecuária, a maioria delas do rebanho bovino, conclui-se que 73% das emissões nacionais estão diretas ou indiretamente ligadas à produção rural e ao desmatamento da Amazônia. Por outro lado, o clima é um fator significativo na produtividade agrícola, e um dos setores que podem ser muito impactados é exatamente a produção agrícola e a pecuária.
. . .
Um dos desafios é desenvolver uma agricultura mais eficiente e resiliente, reduzindo drasticamente novas expansões sobre áreas de vegetação nativa
. . .
e, ao mesmo tempo, reduzir as emissões.
Fonte: ARTAXO, P. Mudanças climáticas: caminhos para o Brasil. Ciência&Cultura, São Paulo, v. 74, n. 4, 2022, p. 6. Disponível em: https://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S000967252022000400013. Acesso em: 24 set. 2025.
O artigo posiciona a agropecuária brasileira em um duplo papel na crise climática: como principal vetor de emissões e, simultaneamente, como um setor altamente vulnerável. Considerando essa dualidade, no que visam as estratégias propostas no texto para conciliar a produção de alimentos com a sustentabilidade climática, assinale a alternativa correta:
ALTERNATIVAS
a) Expansão da fronteira agrícola sobre a Amazônia e o Cerrado, por se entender que a vegetação nativa é um empecilho ao desenvolvimento econômico do país.
b) Substituição completa da agropecuária pela bioeconomia baseada exclusivamente no extrativismo da floresta em pé, abandonando a produção de alimentos em larga escala.
c) Manter as práticas atuais de produção, investindo apenas em sistemas de irrigação para combater os efeitos das secas, sem alterar o modelo de emissões do setor.
d) Priorizar a pecuária extensiva, aumentando o rebanho bovino como principal estratégia para garantir a segurança alimentar, mesmo que isso eleve as emissões de metano.
e) Aumentar a eficiência e a resiliência do setor por meio de tecnologias de baixo carbono e práticas de manejo que recuperem áreas degradadas, reduzindo a necessidade de expansão sobre a vegetação nativa.


Quando se soma o total emitido por mudança de uso da terra e as emissões totais da agropecuária, a maioria delas do rebanho bovino, conclui-se que 73% das emissões nacionais estão diretas ou indiretamente ligadas à produção rural e ao desmatamento da Amazônia. Por outro lado, o clima é um fator significativo na produtividade agrícola, e um dos setores que podem ser muito impactados é exatamente a produção agrícola e a pecuária.
. . .
Um dos desafios é desenvolver uma agricultura mais eficiente e resiliente, reduzindo drasticamente novas expansões sobre áreas de vegetação nativa
. . .
e, ao mesmo tempo, reduzir as emissões.
Fonte: ARTAXO, P. Mudanças climáticas: caminhos para o Brasil. Ciência&Cultura, São Paulo, v. 74, n. 4, 2022, p. 6. Disponível em: https://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S000967252022000400013. Acesso em: 24 set. 2025.
O artigo posiciona a agropecuária brasileira em um duplo papel na crise climática: como principal vetor de emissões e, simultaneamente, como um setor altamente vulnerável. Considerando essa dualidade, no que visam as estratégias propostas no texto para conciliar a produção de alimentos com a sustentabilidade climática, assinale a alternativa correta:

ALTERNATIVAS
a) Expansão da fronteira agrícola sobre a Amazônia e o Cerrado, por se entender que a vegetação nativa é um empecilho ao desenvolvimento econômico do país.
b) Substituição completa da agropecuária pela bioeconomia baseada exclusivamente no extrativismo da floresta em pé, abandonando a produção de alimentos em larga escala.
c) Manter as práticas atuais de produção, investindo apenas em sistemas de irrigação para combater os efeitos das secas, sem alterar o modelo de emissões do setor.
d) Priorizar a pecuária extensiva, aumentando o rebanho bovino como principal estratégia para garantir a segurança alimentar, mesmo que isso eleve as emissões de metano.
e) Aumentar a eficiência e a resiliência do setor por meio de tecnologias de baixo carbono e práticas de manejo que recuperem áreas degradadas, reduzindo a necessidade de expansão sobre a vegetação nativa.

Resposta: e) Aumentar a eficiência e a resiliência do setor por meio de tecnologias de baixo carbono e práticas de manejo que recuperem áreas degradadas, reduzindo a necessidade de expansão sobre a vegetação nativa.
Comentário: O foco é produzir mais e melhor sem abrir novas áreas, adotando agricultura/pecuária de baixo carbono, recuperação de pastagens e intensificação sustentável.


6ª QUESTÃO


O conceito de hotspot de biodiversidade, proposto por Norman Myers e adotado pela Conservation International (2000), refere-se a áreas prioritárias para a conservação que apresentam alta riqueza de espécies endêmicas e que já perderam, pelo menos, 70% de sua vegetação original. O Brasil, por ser um dos países mais megadiversos do mundo, abriga alguns desses hotspots, que se encontram sob intensa pressão antrópica e demandam ações urgentes de preservação.
Fonte: CONSERVATION INTERNATIONAL. Biodiversity Hotspots. Arlington: Conservation International, 2000.
Com base no conceito de hotspot de biodiversidade, assinale a alternativa correta que apresenta dois biomas brasileiros reconhecidos internacionalmente como hotspots:
ALTERNATIVAS
a) Amazônia e Pantanal.
b) Amazônia e Caatinga.
c) Cerrado e Mata Atlântica.
d) Amazônia e Cerrado.
e) Caatinga e Pampa.


O conceito de hotspot de biodiversidade, proposto por Norman Myers e adotado pela Conservation International (2000), refere-se a áreas prioritárias para a conservação que apresentam alta riqueza de espécies endêmicas e que já perderam, pelo menos, 70% de sua vegetação original. O Brasil, por ser um dos países mais megadiversos do mundo, abriga alguns desses hotspots, que se encontram sob intensa pressão antrópica e demandam ações urgentes de preservação.
Fonte: CONSERVATION INTERNATIONAL. Biodiversity Hotspots. Arlington: Conservation International, 2000.
Com base no conceito de hotspot de biodiversidade, assinale a alternativa correta que apresenta dois biomas brasileiros reconhecidos internacionalmente como hotspots:

ALTERNATIVAS
a) Amazônia e Pantanal.
b) Amazônia e Caatinga.
c) Cerrado e Mata Atlântica.
d) Amazônia e Cerrado.
e) Caatinga e Pampa.

Resposta: c) Cerrado e Mata Atlântica.
Comentário: Ambos apresentam alta endemia e forte perda de vegetação original, sendo reconhecidos como hotspots globais.


7ª QUESTÃO


Em 2016, o Brasil ratificou o Acordo de Paris, comprometendo-se a reduzir suas emissões de gases de efeito estufa em 37% até 2025, e 43% até 2030, em comparação com emissões verificadas em 2005, e eliminar o desmatamento ilegal da Amazônia. O país também se comprometeu a aumentar a participação da bioenergia na sua matriz energética para 18% até 2030, restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares de florestas, bem como alcançar uma participação de 45% de energias renováveis na composição da matriz energética em 2030.
Fonte: ARTAXO, P. Mudanças climáticas: caminhos para o Brasil. Ciência&Cultura, São Paulo, v. 74, n. 4, 2022, p. 4. Disponível em: https://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S000967252022000400013. Acesso em: 24 set. 2025.
Considerando os compromissos internacionais do Brasil no âmbito do Acordo de Paris, descritos no texto, e as informações do artigo sobre a trajetória recente das emissões, assinale a alternativa correta:
ALTERNATIVAS
a) O Brasil tem cumprido suas metas de forma exemplar, com uma trajetória de queda contínua das emissões de GEE desde a ratificação do acordo.
b) Os compromissos assumidos focam exclusivamente na transição da matriz energética, deixando de lado metas relacionadas ao uso do solo e às florestas.
c) As metas de reflorestamento e restauração de florestas são as únicas obrigações do país, refletindo a vocação exclusivamente florestal da economia brasileira.
d) Apesar dos compromissos firmados para reduzir as emissões, dados recentes indicam uma tendência de crescimento das emissões de GEE no país desde 2011.
e) O Acordo de Paris impõe ao Brasil a obrigação de abandonar o agronegócio e focar apenas na bioeconomia de floresta em pé.


Em 2016, o Brasil ratificou o Acordo de Paris, comprometendo-se a reduzir suas emissões de gases de efeito estufa em 37% até 2025, e 43% até 2030, em comparação com emissões verificadas em 2005, e eliminar o desmatamento ilegal da Amazônia. O país também se comprometeu a aumentar a participação da bioenergia na sua matriz energética para 18% até 2030, restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares de florestas, bem como alcançar uma participação de 45% de energias renováveis na composição da matriz energética em 2030.
Fonte: ARTAXO, P. Mudanças climáticas: caminhos para o Brasil. Ciência&Cultura, São Paulo, v. 74, n. 4, 2022, p. 4. Disponível em: https://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S000967252022000400013. Acesso em: 24 set. 2025.
Considerando os compromissos internacionais do Brasil no âmbito do Acordo de Paris, descritos no texto, e as informações do artigo sobre a trajetória recente das emissões, assinale a alternativa correta:

ALTERNATIVAS
a) O Brasil tem cumprido suas metas de forma exemplar, com uma trajetória de queda contínua das emissões de GEE desde a ratificação do acordo.
b) Os compromissos assumidos focam exclusivamente na transição da matriz energética, deixando de lado metas relacionadas ao uso do solo e às florestas.
c) As metas de reflorestamento e restauração de florestas são as únicas obrigações do país, refletindo a vocação exclusivamente florestal da economia brasileira.
d) Apesar dos compromissos firmados para reduzir as emissões, dados recentes indicam uma tendência de crescimento das emissões de GEE no país desde 2011.
e) O Acordo de Paris impõe ao Brasil a obrigação de abandonar o agronegócio e focar apenas na bioeconomia de floresta em pé.

Resposta: d) Apesar dos compromissos firmados para reduzir as emissões, dados recentes indicam uma tendência de crescimento das emissões de GEE no país desde 2011.
Comentário: Após forte queda até o início da década de 2010, as emissões voltaram a crescer em diversos anos seguintes, sobretudo por uso da terra e desmatamento, em tensão com as metas assumidas.


8ª QUESTÃO


A Conferência de Estocolmo realizou-se sob influência de reuniões preparatórias e outros eventos ocorridos anteriormente. Merece destaque a divulgação do relatório "The limits to growth", preparado por um grupo interdisciplinar do Massachusets Institute of Technology (MIT) para o Clube de Roma que, baseando-se numa perspectiva neomalthusiana, alertava para o risco do crescimento populacional intenso como o mais grave fator de comprometimento dos recursos naturais disponíveis.
Fonte: DIAS, E. S. Os (des)encontros internacionais sobre meio ambiente: da conferência de Estocolmo à Rio+20 - expectativas e contradições. Caderno Prudentino de Geografia, Presidente Prudente, n. 39 v. 1, p. 06-33, Jan./Jun., 2017.
Com base no texto, a Conferência de Estocolmo de 1972 foi um marco no debate ambiental, influenciada por uma visão que:
ALTERNATIVAS
a) Priorizava o desenvolvimento econômico dos países do Terceiro Mundo como solução para a degradação ambiental.
b) Ignorava os limites dos recursos naturais, focando exclusivamente na contenção da poluição industrial nos países desenvolvidos.
c) Atribuía a responsabilidade principal pela crise ambiental ao crescimento populacional nos países pobres, em uma perspectiva neomalthusiana.
d) Propunha um modelo de governança global em que a ONU teria poder para impor sanções econômicas a países poluidores.
e) Estabeleceu as bases do conceito de 'economia verde', buscando conciliar o lucro das corporações com a preservação ambiental.


A Conferência de Estocolmo realizou-se sob influência de reuniões preparatórias e outros eventos ocorridos anteriormente. Merece destaque a divulgação do relatório “The limits to growth”, preparado por um grupo interdisciplinar do Massachusets Institute of Technology (MIT) para o Clube de Roma que, baseando-se numa perspectiva neomalthusiana, alertava para o risco do crescimento populacional intenso como o mais grave fator de comprometimento dos recursos naturais disponíveis.
Fonte: DIAS, E. S. Os (des)encontros internacionais sobre meio ambiente: da conferência de Estocolmo à Rio+20 – expectativas e contradições. Caderno Prudentino de Geografia, Presidente Prudente, n. 39 v. 1, p. 06-33, Jan./Jun., 2017.
Com base no texto, a Conferência de Estocolmo de 1972 foi um marco no debate ambiental, influenciada por uma visão que:

ALTERNATIVAS
a) Priorizava o desenvolvimento econômico dos países do Terceiro Mundo como solução para a degradação ambiental.
b) Ignorava os limites dos recursos naturais, focando exclusivamente na contenção da poluição industrial nos países desenvolvidos.
c) Atribuía a responsabilidade principal pela crise ambiental ao crescimento populacional nos países pobres, em uma perspectiva neomalthusiana.
d) Propunha um modelo de governança global em que a ONU teria poder para impor sanções econômicas a países poluidores.
e) Estabeleceu as bases do conceito de ‘economia verde’, buscando conciliar o lucro das corporações com a preservação ambiental.

Resposta: c) Atribuía a responsabilidade principal pela crise ambiental ao crescimento populacional nos países pobres, em uma perspectiva neomalthusiana.
Comentário: O relatório “Limits to Growth” influenciou a conferência com uma leitura neomalthusiana dos limites ambientais vinculados ao crescimento populacional.


9ª QUESTÃO


A Rio 92 simbolizou a síntese das diversas discussões acumuladas, relativas ao meio ambiente e desenvolvimento mundial
. . .
. Destaca-se a Agenda 21 pelo fato de ser o documento frequentemente apontado como o de maior importância enquanto resultado da Rio 92 e, também, por ser o mais amplo.
. . .
Como suas orientações não têm um fundamento alicerçado na obrigatoriedade, a efetivação, mesmo que parcial, de suas diretrizes, dependeria da pressão social e política exercida pelos movimentos sociais e ONGs sobre os governos.
Fonte: DIAS, E. S. Os (des)encontros internacionais sobre meio ambiente: da conferência de Estocolmo à Rio+20 - expectativas e contradições. Caderno Prudentino de Geografia, Presidente Prudente, n. 39 v. 1, p. 06-33, Jan./Jun., 2017.
De acordo com o texto, a Agenda 21, principal documento da Rio-92, pode ser caracterizada como:
ALTERNATIVAS
a) Um tratado internacional com força de lei, que estabelecia multas e sanções obrigatórias para os países que não cumprissem suas metas ambientais.
b) Um plano de ação abrangente, de caráter não-obrigatório, que buscava reorientar o padrão de desenvolvimento e dependia da pressão social para sua implementação.
c) Um documento focado exclusivamente na criação de um fundo financeiro para países em desenvolvimento, deixando de lado as dimensões sociais e políticas.
d) Uma iniciativa do Fórum Global das ONGs que foi posteriormente adotada pela conferência oficial dos governos, graças à pressão popular.
e) Um acordo que teve sucesso imediato na sua implementação, com a maioria dos países signatários atingindo suas metas já na primeira década.


A Rio 92 simbolizou a síntese das diversas discussões acumuladas, relativas ao meio ambiente e desenvolvimento mundial
. . .
. Destaca-se a Agenda 21 pelo fato de ser o documento frequentemente apontado como o de maior importância enquanto resultado da Rio 92 e, também, por ser o mais amplo.
. . .
Como suas orientações não têm um fundamento alicerçado na obrigatoriedade, a efetivação, mesmo que parcial, de suas diretrizes, dependeria da pressão social e política exercida pelos movimentos sociais e ONGs sobre os governos.
Fonte: DIAS, E. S. Os (des)encontros internacionais sobre meio ambiente: da conferência de Estocolmo à Rio+20 – expectativas e contradições. Caderno Prudentino de Geografia, Presidente Prudente, n. 39 v. 1, p. 06-33, Jan./Jun., 2017.
De acordo com o texto, a Agenda 21, principal documento da Rio-92, pode ser caracterizada como:

ALTERNATIVAS
a) Um tratado internacional com força de lei, que estabelecia multas e sanções obrigatórias para os países que não cumprissem suas metas ambientais.
b) Um plano de ação abrangente, de caráter não-obrigatório, que buscava reorientar o padrão de desenvolvimento e dependia da pressão social para sua implementação.
c) Um documento focado exclusivamente na criação de um fundo financeiro para países em desenvolvimento, deixando de lado as dimensões sociais e políticas.
d) Uma iniciativa do Fórum Global das ONGs que foi posteriormente adotada pela conferência oficial dos governos, graças à pressão popular.
e) Um acordo que teve sucesso imediato na sua implementação, com a maioria dos países signatários atingindo suas metas já na primeira década.

Resposta: b) Um plano de ação abrangente, de caráter não-obrigatório, que buscava reorientar o padrão de desenvolvimento e dependia da pressão social para sua implementação.
Comentário: A Agenda 21 é um guia amplo de ações sem força coercitiva, cuja efetivação requer mobilização social e política.


10ª QUESTÃO


O desmatamento e a degradação da floresta, associadas a mudanças climáticas globais e, em especial, o aumento da frequência e intensidade de queimadas e da ocorrência de secas extremas, aproximam a Amazônia de um ponto de não-retorno. Ou seja, uma mudança abrupta nos estados e funcionamento da floresta, que terá impactos importantes sobre o clima do Brasil e do planeta. A ciência não conhece exatamente onde estão estes chamados "tipping points", mas podemos já estar a meio caminho destes pontos de não retorno, e todo o cuidado é necessário.
Fonte: ARTAXO, P. Mudanças climáticas: caminhos para o Brasil. Ciência&Cultura, São Paulo, v. 74, n. 4, 2022, p. 11. Disponível em: https://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S000967252022000400013. Acesso em: 24 set. 2025.
O artigo introduz o conceito de "ponto de não-retorno" (tipping point) para a Amazônia, um alerta sobre um risco sistêmico grave. De acordo com o texto, quanto ao significado desse fenômeno, assinale a alternativa correta:
ALTERNATIVAS
a) O estágio final de um desenvolvimento planejado para a região, onde a floresta é substituída por atividades econômicas mais lucrativas, sem impactos climáticos
b) A completa erradicação do desmatamento ilegal na Amazônia, marcando um ponto de virada positivo e definitivo nas políticas ambientais do Brasil.
c) Uma alteração abrupta e potencialmente irreversível no funcionamento do ecossistema, causada pela sinergia entre o desmatamento local e as mudanças climáticas globais, com graves consequências para o clima regional e planetário.
d) Uma degradação temporária da floresta que pode ser facilmente revertida com projetos de reflorestamento, mesmo que o desmatamento e as queimadas continuem em outras áreas.
e) O momento em que o aquecimento global será totalmente revertido graças à capacidade da Amazônia de absorver todo o excesso de CO2 da atmosfera.


O desmatamento e a degradação da floresta, associadas a mudanças climáticas globais e, em especial, o aumento da frequência e intensidade de queimadas e da ocorrência de secas extremas, aproximam a Amazônia de um ponto de não-retorno. Ou seja, uma mudança abrupta nos estados e funcionamento da floresta, que terá impactos importantes sobre o clima do Brasil e do planeta. A ciência não conhece exatamente onde estão estes chamados “tipping points”, mas podemos já estar a meio caminho destes pontos de não retorno, e todo o cuidado é necessário.
Fonte: ARTAXO, P. Mudanças climáticas: caminhos para o Brasil. Ciência&Cultura, São Paulo, v. 74, n. 4, 2022, p. 11. Disponível em: https://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S000967252022000400013. Acesso em: 24 set. 2025.
O artigo introduz o conceito de “ponto de não-retorno” (tipping point) para a Amazônia, um alerta sobre um risco sistêmico grave. De acordo com o texto, quanto ao significado desse fenômeno, assinale a alternativa correta:

ALTERNATIVAS
a) O estágio final de um desenvolvimento planejado para a região, onde a floresta é substituída por atividades econômicas mais lucrativas, sem impactos climáticos
b) A completa erradicação do desmatamento ilegal na Amazônia, marcando um ponto de virada positivo e definitivo nas políticas ambientais do Brasil.
c) Uma alteração abrupta e potencialmente irreversível no funcionamento do ecossistema, causada pela sinergia entre o desmatamento local e as mudanças climáticas globais, com graves consequências para o clima regional e planetário.
d) Uma degradação temporária da floresta que pode ser facilmente revertida com projetos de reflorestamento, mesmo que o desmatamento e as queimadas continuem em outras áreas.
e) O momento em que o aquecimento global será totalmente revertido graças à capacidade da Amazônia de absorver todo o excesso de CO2 da atmosfera.

Resposta: c) Uma alteração abrupta e potencialmente irreversível no funcionamento do ecossistema, causada pela sinergia entre o desmatamento local e as mudanças climáticas globais, com graves consequências para o clima regional e planetário.
Comentário: Esse é o sentido de “tipping point” no texto: uma mudança brusca de estado do sistema amazônico, difícil (ou impossível) de reverter, com impactos climáticos amplos.

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