







Nutrição Hospitalar: Triagem Nutricional na Prática Clínica em Pacientes com DPOC
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição pulmonar permanente e progressiva, caracterizada pela limitação/obstrução crônica do fluxo aéreo e por exacerbações recorrentes que afetam a função respiratória, geralmente associada a uma resposta inflamatória anormal dos pulmões à inalação de partículas ou gases nocivos, em sua maioria, os casos estão associados ao tabagismo. Essa condição está entre as principais causas de morbimortalidade no mundo, afetando entre 300 a 400 milhões de pessoas. No Brasil estima-se que entre 13 a 15 milhões de pessoas, sofram com essa doença, impactando significativamente a qualidade de vida desses indivíduos, com altas taxas de absenteísmo e aposentadorias precoces.
Do ponto de vista clínico, pacientes com DPOC apresentam risco nutricional elevado, devido ao aumento do gasto energético de repouso (decorrente do esforço respiratório e da resposta inflamatória sistêmica). As alterações metabólicas observadas na DPOC, que, combinadas à redução da ingestão alimentar – frequentemente relacionada à dispneia, fadiga, efeitos colaterais do uso de medicamentos e dos sintomas gastrointestinais – elevam o risco de desnutrição nesses pacientes.
Pereira, et. al. Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica diagnóstico e tratamento – Manual para os Profissionais da Rede Básica de Saúde. 1ª edição.
SBPT – Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, 2024. Disponível em https://d1xe7tfg0uwul9.cloudfront.net/sbpt-portal/wp-content/uploads/2024/10/29004701/SBPT_MANUAL_DPOC_FINAL_25_OUT_2024.pdf
A desnutrição em pacientes com DPOC está associada à redução da força muscular respiratória e periférica, comprometimento da resposta imunológica, aumento da taxa de reinternação, maior tempo de permanência hospitalar e pior prognóstico clínico da doença com maior mortalidade. Desta forma, a triagem e intervenção nutricional precoce são recomendadas como parte da abordagem multidisciplinar ao paciente com DPOC, visando à preservação da massa magra, ao suporte imunológico e à melhora do desempenho físico e da qualidade de vida, sendo considerada uma ferramenta essencial no reconhecimento de indivíduos em risco e na adoção de estratégias nutricionais eficazes.
Costa, et. al. A Eficácia da Terapia Nutricional na Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 2023.
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2023v5n4p1146-1157.
A triagem nutricional é um passo essencial no cuidado em saúde, pois permite a identificação precoce de indivíduos em risco de desnutrição, otimizando o tempo de intervenção nutricional. Ela deve ser rápida, válida e sensível, sendo aplicada por diferentes membros da equipe de saúde com o objetivo de sinalizar a necessidade de uma avaliação nutricional mais aprofundada. A escolha do instrumento adequado depende do perfil do paciente e do ambiente de atendimento, como hospitais, ambulatórios ou instituições de longa permanência. O uso adequado dessas ferramentas contribui diretamente para a melhora do prognóstico clínico, redução da mortalidade, tempo de internação e custos hospitalares.
FRIDRICH, Tanise Fitarelli Pandolfi. Nutrição Hospitalar. Florianópolis, SC: Arqué, 2024. 252 p.
Agora imagine, que você é nutricionista que acaba de ser contratado(a) em um hospital geral e recebe a solicitação para triagem nutricional de um paciente com DPOC. Sabendo das implicações nutricionais associadas a doença, da importância da avaliação precoce para o estabelecimento do risco nutricional e da adoção de uma conduta dietética adequada que traga mais qualidade de vida ao paciente, você avalia o caso:
Paciente: João Carlos, 69 anos, sexo masculino – Altura: 1,73 m – Peso atual: 58 kg.
Diagnóstico médico: Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), em exacerbação aguda.
Histórico Clínico Recente: João relata perda de peso de aproximadamente 7kg nos últimos 3 meses. João alega que sente cansaço aos mínimos esforços (como tomar banho ou se vestir), fraqueza generalizada e inapetência. Está em uso de oxigenoterapia contínua pois refere dispneia durante as atividades básicas do dia a dia. Vive sozinho, possui dificuldades para preparar suas refeições. Teve dois episódios de internação no último ano, um deles por infecção respiratória. Além da oxigenioterapia, faz uso contínuo de broncodilatadores e corticosteroides, o que tem impactado também no apetite e na aceitação alimentar.
Estado funcional: Anda com dificuldade e se queixa de cansaço ao realizar esforços leves.
Dados do Internamento: internado há 36 horas, ainda sem avaliação nutricional.
Agora com base no caso de João, considerando as ferramentas de triagem e avaliação nutricional, bem como as recomendações para pacientes com DPOC, além de seus conhecimentos adquiridos durante a disciplina de Nutrição Hospitalar, com a leitura do livro e através das aulas conceituais e ao vivo, responda as questões descritas abaixo apresentando as respostas de forma sequencial nos locais indicados em seu formulário padrão da atividade mapa:
Para a atividade proposta, você precisara aprofundar seus conhecimentos fazendo a leitura das Unidades 2 e 9 do livro pedagógico.
FRIDRICH, Tanise Fitarelli Pandolfi. Nutrição Hospitalar. Florianópolis, SC: Arqué, 2024. 252 p.
1. Explique a diferença entre triagem nutricional e avaliação nutricional. Destaque os pontos importantes que as diferenciam. No caso do João, a solicitação da triagem nutricional foi realizada dentro do prazo previsto?
RESPOSTA DESEJADA
Triagem nutricional é o primeiro contato com o paciente no aspecto nutricional, cujo objetivo principal é identificar o risco nutricional do paciente de forma precoce e definir o nível de assistência necessário (primário, secundário ou terciário) (FRIDRICH, 2024).
Já a avaliação nutricional é um processo mais completo e aprofundado, realizado geralmente por nutricionistas. Envolve a coleta e análise de dados para elaborar um diagnóstico nutricional preciso e, a partir disso, propor uma conduta adequada para o paciente (FRIDRICH, 2024).
No caso de João, a literatura recomenda que a triagem seja realizada preferencialmente até 24 horas após a internação e, no máximo, em 48 horas. Como ele está internado há 36 horas, a solicitação da triagem nutricional encontra-se dentro do prazo aceitável.
2. Com base no caso apresentado, determine o diagnóstico nutricional de João com base no IMC. A partir do diagnostico nutricional, considerando a idade e o diagnóstico clínico do paciente, qual instrumento de triagem nutricional poderia ser utilizado nesse caso? Justifique.
RESPOSTA DESEJADA
Cálculo do IMC:
– Peso: 58 kg
– Altura: 1,73 m
IMC = peso / altura²
IMC = 58 / (1,73²)
IMC = 58 / 2,9929
IMC = 19,38 kg/m²
Em idosos, valores de IMC abaixo de 22 kg/m² podem alertar para risco nutricional. No caso de João, o IMC de aproximadamente 19,4 kg/m², aliado à significativa perda de 7 kg em três meses, indica que ele já se encontra em situação de risco nutricional classificado como baixo peso.
3. O paciente João Carlos apresenta risco nutricional? Justifique utilizando critérios clínicos e funcionais que sustentam seu diagnóstico.
RESPOSTA DESEJADA
João apresenta claros sinais de risco nutricional, evidenciados por vários critérios:
- Perda de peso significativa: Redução de aproximadamente 7 kg em 3 meses;
- Baixo IMC: Com cerca de 19,4 kg/m², o paciente se encontra em uma faixa crítica para idosos, onde geralmente se espera um valor um pouco mais elevado para segurança nutricional;
- Sintomas clínicos: Relato de cansaço aos mínimos esforços, fraqueza generalizada e inapetência, que comprometem a ingestão adequada;
- Comprometimento funcional: Dificuldade para realizar atividades básicas (como tomar banho ou se vestir) e uso continuo de oxigenoterapia devido à dispneia.
4. Considerando o caso, quais devem ser os principais objetivos estratégicos da conduta nutricional inicial? Aponte os valores de recomendação de energia e proteínas indicadas para João e quais nutrientes merecem atenção especial em pacientes com diagnostico de DPOC.
RESPOSTA DESEJADA
- Restabelecimento do estado nutricional: Corrigir ou prevenir o agravamento da desnutrição, revertendo a perda de peso e preservando a integridade da massa muscular;
- Preservação da massa magra: Essencial para manter a força dos músculos respiratórios e a funcionalidade geral, contribuindo para uma melhor performance nas atividades diárias;
- Aprimoramento da função imunológica: Minimizar riscos de novas infecções (como as respiratórias) e complicações associadas à DPOC;
- Melhora da qualidade de vida e funcionalidade: Reduzir a fadiga, a dispneia e facilitar a realização de atividades básicas;
- Adequação à realidade do paciente: Considerar as dificuldades de preparar refeições, sugerindo estratégias práticas como porções menores e mais frequentes ou a utilização de suplementos orais.
- Recomendações nutricionais para João:
- Energia: Aproximadamente 25 a 30 kcal/kg/dia. Para um peso de 58 kg, isso corresponde a cerca de 1450 a 1740 kcal/dia;
- Proteínas: Entre 1,2 a 1,5 g/kg/dia, ou seja, aproximadamente 70 a 87 g/dia, para ajudar na manutenção e recuperação da massa muscular.
- Nutrientes de atenção especial em pacientes com DPOC:
- Antioxidantes (ex.: vitaminas C e E): Ajudam a neutralizar o estresse oxidativo, que é elevado na DPOC;
- Micronutrientes anti-inflamatórios (ex.: magnésio, selênio): Importantes para regular respostas inflamatórias, contribuindo para uma melhora na função imunológica;
- Ômega-3: Possui ação anti-inflamatória e pode auxiliar na preservação da integridade muscular e na melhora da função respiratória;
- Vitaminas do complexo B: Essenciais para o metabolismo energético e regeneração celular, contribuindo para um melhor aproveitamento dos nutrientes e energia fornecidos.
A estratégia nutricional, portanto, deve visar não só suprir as necessidades energéticas e proteicas, mas também reduzir os efeitos inflamatórios e oxidativos da DPOC, possibilitando assim a melhoria do desempenho funcional e da qualidade de vida do paciente.
Referências Bibliográficas:
FRIDRICH, Tanise Fitarelli Pandolfi. Nutrição Hospitalar. Florianópolis, SC: Arqué, 2024.
![1) O paciente J.S.C., 56 anos, está internado na UTI após complicações com o infarto agudo do miocárdio. Como se encontra intubado e sob ventilação mecânica, é necessário acompanhar os parâmetros ventilatórios e químicos do paciente. Para isso, amostras de sangue arterial são coletadas e analisadas no exame de gasometria. No último exame, os resultados foram pH = 7,27; pCO2 = 18 mmHg; pO2 = 81 mmHg; sO2 = 95%; [HCO3-] = 8 mM. Baseado nos resultados do último exame de gasometria do paciente J.S.C., assinale a alternativa correta. ________________________________________ Alternativas: • a) O paciente J.S.C. apresenta um quadro de alcalemia, em um processo de alcalose metabólica, pois a produção de ácido láctico durante o infarto agudo do miocárdio induziu uma produção excessiva de íon bicarbonato. • b) Devido à acidemia e à hipocapnia, a equipe interpretou o quadro do paciente como acidose respiratória. Para corrigir esse desequilíbrio ácido-base, a frequência respiratória do paciente foi reduzida para aumentar a pCO2. • c) A equipe interpretou os resultados da gasometria como um processo de alcalose respiratória, pois o paciente apresenta reduções da pCO2 e da concentração plasmática de íons bicarbonato. • d) Com o infarto agudo do miocárdio, houve um consumo do CO2 para neutralizar o excesso de ácido láctico produzido pelo miocárdio em anóxia. Por isso, a redução de pCO2 presente na gasometria. • e) Baseando-se nos resultados da gasometria, a equipe interpretou que o paciente apresentava um quadro de acidose metabólica, como pode ser visto pelas reduções da pCO2 e da [HCO3-]. 2) As proteínas são polímeros lineares construídos a partir de unidades monoméricas chamadas de aminoácidos, os quais são unidos ponta a ponta. A sequência dos aminoácidos ligados uns aos outros é chamada de estrutura primária. De maneira notável, as proteínas se dobram espontaneamente em estruturas tridimensionais, determinadas pela sequência de aminoácidos no polímero proteico. A estrutura tridimensional formada pelas pontes de hidrogênio entre os aminoácidos próximos uns dos outros é chamada de estrutura secundária, enquanto a estrutura terciária é formada por interações de longa distância entre os aminoácidos. A função da proteína depende diretamente desta estrutura tridimensional. Portanto, as proteínas são a personificação da transição de um mundo unidimensional de sequências para um mundo tridimensional de moléculas capazes de realizar diversas funções. Muitas proteínas têm estruturas quaternárias, em que a proteína funcional é composta por várias cadeias polipeptídicas. Considerando o texto da questão, analise as seguintes afirmativas: I - A estrutura primária não determina o padrão de dobramento da proteína. II - Nas estruturas terciária e quaternária, as proteínas são funcionais. III - A estrutura tridimensional independe das interações entre os aminoácidos. Considerando as informações apresentadas, é correto o que se afirma em: ________________________________________ Alternativas: • a) I, apenas. • b) II, apenas. • c) III, apenas. • d) I e III, apenas. • e) I, II e III. 3) Os monossacarídeos ou açúcares simples são as menores unidades de açúcar que não podem ser hidrolisadas em carboidratos mais simples. Os monossacarídeos, compostos de função orgânica mista, são constituídos por um esqueleto carbônico de 3 a 7 carbonos. A seguir, uma ilustração da estrutura de dois monossacarídeos. Fonte: elaborado pelo autor. Com base nas informações do texto e da figura, além dos seus conhecimentos sobre o assunto, assinale a alternativa correta. ________________________________________ Alternativas: • a) O monossacarídeo A tem 5 átomos de carbono no esqueleto carbônico e o grupo químico aldoxila. Por isso, o monossacarídeo A é classificado como pentose e aldose. • b) O monossacarídeo B possui 6 carbonos na sua estrutura carbônica e a função orgânica é aldeído. Por isso, o monossacarídeo B é classificado como hexose e aldose. • c) O monossacarídeo A e o monossacarídeo B são hexoses, porém o primeiro é uma aldose, enquanto o segundo é uma cetose. • d) O grupo químico destacado pelo círculo no monossacarídeo A é uma carboxila, por isso, esse açúcar é ácido, um tipo modificado encontrado nos glicosaminoglicanos. • e) O monossacarídeo A e o monossacarídeo B são hexoses, porém o primeiro é uma cetose, enquanto o segundo é uma aldose. 4) Após a fosforilação da glicose, em uma reação catalisada pela enzima hexocinase, a glicose-6-fosfato pode ser utilizada por várias vias metabólicas, como a glicogênese, a oxidação pela via da pentose-fosfato e oxidação pela glicólise. Esta última é a primeira etapa da oxidação completa da glicose para a produção de energia, sendo as duas outras etapas, a oxidação do piruvato e o ciclo do ácido cítrico. A glicólise tem duas fases, a preparatória e de pagamento. Em relação à glicólise, avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas. I. A glicólise é um conjunto de reações químicas que ocorre apenas nas células eucarióticas e em condições exclusivamente aeróbicas. Na fase preparatória da glicólise, são formadas duas moléculas de ATP, além dos elétrons resultantes da oxidação que são transferidos para formar NADPH. Na fase de pagamento, ocorre gasto de energia para clivagem da glicose para formação de duas moléculas de piruvato. PORQUE II. As reações químicas da glicólise ocorrem no citosol, não necessitando das mitocôndrias nem de oxigênio, por isso essa via metabólica é encontrada em todos os seres vivos, de bactérias aos seres humanos. Na fase preparatória, são usadas duas moléculas de ATP para fosforilação e, portanto, há gasto de energia. Na fase de pagamento, ocorrem a formação de ATP e a transferência de elétrons para NAD+ para formação de NADH. A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta. ________________________________________ Alternativas: • a) As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas II não justifica a I. • b) As asserções I e II são proposições verdadeiras e a II justifica a I. • c) A asserção I é uma proposição falsa e a II, verdadeira. • d) A asserção I é uma proposição verdadeira e a II, falsa. • e) As asserções I e II são proposições falsas. 5) Na fosforilação oxidativa, as reações de oxirredução possibilitam o fluxo de elétrons de NADH e FADH2 para o oxigênio. O fluxo de elétrons ocorre em quatro grandes complexos proteicos que estão inseridos na membrana interna da mitocôndria e juntos são denominados cadeia respiratória ou cadeia de transporte de elétrons. Três desses complexos proteicos utilizam a energia liberada pelo fluxo de elétrons para gerar um gradiente de pH e um potencial elétrico transmembrana que, por sua vez, geram a força próton-motriz. Essa força gera um fluxo de prótons, cuja energia é utilizada para formação de ATP. Portanto, a oxidação das fontes energéticas e a fosforilação do ADP para formar ATP são acopladas por um gradiente de prótons através da membrana mitocondrial interna. Considerando as informações apresentadas e os seus conhecimentos sobre o assunto, é correto o que se afirma em: ________________________________________ Alternativas: • a) NADH transfere os seus elétrons para os Complexos I, III e IV, enquanto FADH2 transfere seus elétrons para Complexo II. A partir desses complexos proteicos, os elétrons, após a ativação das bombas de prótons, são transferidos para o gás oxigênio. • b) O gás oxigênio é considerado o aceptor final de elétrons, pois neutraliza os elétrons no final da cadeia respiratória. Porém, em uma situação de anóxia, a ubiquinona e o citocromo c podem atuar como aceptores finais de elétrons para a continuidade da fosforilação oxidativa. • c) O fluxo de elétrons pela cadeia respiratória gera um gradiente eletroquímico de prótons através da membrana interna da mitocôndria que, por sua vez, gera um fluxo de prótons cuja energia é utilizada pela ATP-sintase para a formação de ATP. • d) A atividade de bombas de prótons dos Complexos I, III e IV depende da energia fornecida pelo ATP. Com isso, os elétrons são bombeados para a matriz mitocondrial, para reagirem com o gás oxigênio para a formação da água. • e) O fluxo de elétrons gera um gradiente de pH transmembrana, porém não há diferenças de concentração de prótons entre o espaço intermembranoso e a matriz mitocondrial. Por isso, a força próton-motriz é baixa para a produção de ATP.](https://normasacademicas.com/wp-content/uploads/2025/12/CAPA-25-300x214.png)

