Resposta Mapa Imunologia Clínica 52/2025

Índice

A realização do item 2 desta atividade será realizada durante a prática de Imunologia Clínica – Reação de Floculação, prevista para ocorrer na semana 6 do módulo 52 (09-14 de junho/2025), medianteagendamento prévio em seu Studeo.
Fique atento aos comunicados de agendamento dos encontros práticos.
Se o agendamento estiverindisponível, entrar em contato pelo Fale com o Mediador, com a mediação de Imunologia Clínica.
CONTEXTUALIZAÇÃO
O Dia Nacional de Combate à Sífilis, celebrado em outubro, busca conscientizar sobre essa infecçãosexualmente transmissível, que tem registrado aumento global. De acordo com a Organização Mundial daSaúde (OMS), nas Américas, os casos de sífilis entre adultos de 15 a 49 anos cresceram 30% entre 2020 e2022, totalizando mais de 8 milhões de casos. Para Celso Granato, médico infectologista da SociedadeBrasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML), a chave para frear esse aumento é odiagnóstico precoce: “Existem dois tipos principais de exames: os testes de triagem e os testesconfirmatórios. Se a pessoa tiver a úlcera, o exame direto na lesão pode detectar o Treponema pallidum , abactéria causadora da sífilis. Já após cerca de três semanas, o exame de sangue é crucial para a detecção deanticorpos”, detalha.
Fonte: Adaptado de Sociedade Brasileira de Patologia Clínica. Diagnóstico precoce é fundamental pararestringir o avanço da sífilis. Disponível em: https://shorturl.at/0yj1b. Acesso em: 25 mar. 2025.

CASO CLÍNICO
J. P. S., um homem de 28 anos, apresenta-se à unidade de saúde com uma úlcera indolor em sua regiãogenital, que apareceu há 25 dias. Ele relata que teve relações sexuais desprotegidas com uma parceira nova,mas não apresenta outras queixas. A lesão genital é única, de bordas bem definidas e sem secreção. Não hálinfadenopatia evidente, J.P.S. nega histórico de doenças sexualmente transmissíveis anteriores. Ao serquestionado sobre histórico de sífilis, J.P.S. informa que nunca foi diagnosticado com a doença e não temhistórico de úlceras genitais no passado.
O médico solicita exames laboratoriais para investigar a possibilidade de sífilis. Seguem os resultados dostestes que foram realizados:

1.1) CLASSIFIQUE o estágio da sífilis do J. P. S. e JUSTIFIQUE , descrevendo as características clínicas desseestágio.

Sífilis Primária. A sífilis primária se manifesta por uma lesão única no local de entrada da bactéria, como genitais, ânus ou boca, surgindo entre 10 e 90 dias após o contágio. A ferida não causa dor, coceira ou secreção e pode vir acompanhada de caroços na virilha. Sem tratamento, ela desaparece espontaneamente, mas a infecção permanece no organismo (BESSON; PEREIRA, 2023).

1.2) Considere um paciente com sífilis primária que recusou tratamento.
DESCREVA a provável trajetória dadoença, correlacionando os mecanismos fisiopatológicos com as manifestações clínicas em cada estágio.

  • Se a sífilis primária não for tratada, a infecção pode evoluir para:
  • Sífilis secundária (6 semanas a 6 meses após o desaparecimento da úlcera): surgem manchas no corpo, incluindo palmas das mãos e plantas dos pés, além de febre, mal-estar e linfadenopatia;
  • Sífilis latente (fase assintomática): pode durar anos sem sintomas, mas ainda há risco de transmissão;
  • Sífilis terciária (1 a 40 anos após a infecção): pode causar lesões cutâneas, ósseas, cardiovasculares e neurológicas, podendo levar à morte.

1.3) EXPLIQUE o que é detectado nos exames de VDRL e FTA-ABS para o diagnóstico da sífilis.

Detectam anticorpos não específicos mas que estão presentes na sífilis (BESSON; PEREIRA, 2023).

1.4) JUSTIFIQUE a importância do uso combinado dos testes não treponêmicos (VDRL) e treponêmicos(FTA-ABS) no diagnóstico da sífilis.

A triagem inicial com VDRL (mais barato e rápido), a confirmação com FTA-ABS (mais específico para sífilis), o monitoramento da resposta ao tratamento com VDRL (TIRA O JALECO, 2017).

1.5) EXPLANE por que podem ocorrer reações falso-reagentes em testes não treponêmicos para sífilis.

As Reações falso-reagentes em testes não treponêmicos podem ocorrer devido a infecções virais ou bacterianas(como hepatite e malária), doenças autoimunes (como lúpus), gravidez e uso de medicamentos (BESSON; PEREIRA, 2023).

1.6) DESCREVA por que pode ocorrer o efeito de prozona nos testes não treponêmicos e IDENTIFIQUE oprocedimento indicado para evitar esse efeito.

Quando há um desequilíbrio na proporção entre antígeno e anticorpo, a amostra pode não apresentar reatividade. Isso ocorre porque, mesmo contendo anticorpos não treponêmicos, o teste pode indicar um resultado falsamente não reagente se realizado sem diluição ou com diluições muito baixas. Para evitar esse efeito, o procedimento indicado é diluir a amostra antes de realizar o teste (BESSON; PEREIRA, 2023).

2.1) LISTE todos os materiais e equipamentos que serão utilizados para realização do teste de VDRL pelométodo qualitativo.

  • Materiais:

  – Soro do paciente fictício Carlos Silva, 35 anos

  – Reagente VDRL

  – Lâminas de vidro limpas

  – Pipetas de transferência

  – Solução salina 0,9 %

  – Soros controle (positivo e negativo)

  • Equipamentos:

  – Agitador mecânico

  – Microscópio óptico

  – Banho-maria para incubação

2.2) DESCREVA como você realizou cada etapa do teste de VDRL, pelo método qualitativo.

  1. Coleta da amostra: O soro do paciente fictício foi obtido e preparado para o exame.
  2. Adição do reagente: Uma gota do reagente VDRL foi misturada com a amostra em uma lâmina de vidro.
  3. Agitação da mistura: A lâmina foi delicadamente agitada para permitir a interação entre os componentes.
  4. Incubação: A mistura foi deixada em repouso por 15 minutos para reação adequada.
  5. Leitura do resultado: A lâmina foi analisada sob o microscópio para identificar a presença de floculação.

2.3) ANEXE uma foto da reação do teste de VDRL, pelo método qualitativo, que ocorreu na amostra , tiradadiretamente das lentes do microscópico na objetiva de 10x, e INDIQUE o resultado para o teste de VDRL(reagente ou não reagente).

Após a etapa de incubação, a lâmina foi analisada sob o microscópio com ampliação adequada. No caso do paciente Carlos Silva, foi observada a formação de pequenas partículas aglutinadas – ou seja, floculações – que se distribuem uniformemente na amostra. Este padrão de aglutinação indica que os anticorpos não treponêmicos presentes no soro reagiram com o antígeno do reagente VDRL.

REFERÊNCIA

BESSON, Jean Carlos Fernando; PEREIRA, Letícia Sarturi. Imunologia Clínica. Florianópolis: Arqué, 2023.

TIRA O JALECO. Sífilis – Testes Treponêmicos e Não Treponêmicos. Tira o Jaleco, 2017. Disponível em: https://www.tiraojaleco.com.br/2017/08/sifilis-testes-treponemicos-e-nao.html?m=1. Acesso em: 12 jun. 2025.

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