Condição 1 – Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS)
Na Hipertensão Arterial Sistêmica, alguns diagnósticos de enfermagem são importantes para orientar o cuidado, fortalecer o autocuidado e prevenir complicações relacionadas ao controle inadequado da pressão arterial.
Um dos diagnósticos de enfermagem que pode ser identificado é o controle ineficaz da saúde. Esse diagnóstico está relacionado à dificuldade de adesão ao tratamento medicamentoso e não medicamentoso, aos hábitos alimentares inadequados, ao sedentarismo e à baixa compreensão sobre a importância do acompanhamento contínuo da pressão arterial. Entre as características observadas, destacam-se a pressão arterial elevada, o uso irregular dos medicamentos prescritos, o consumo excessivo de sódio, a baixa frequência nas consultas e a dificuldade em seguir as orientações da equipe de saúde. Esse diagnóstico é relevante porque a hipertensão não controlada aumenta o risco de complicações cardiovasculares, renais e neurológicas.
Outro diagnóstico importante é o conhecimento deficiente sobre o manejo da hipertensão. Ele pode estar relacionado à falta de informações adequadas sobre a doença, seus fatores de risco, o tratamento, as mudanças necessárias no estilo de vida e as possíveis complicações. As características definidoras incluem dúvidas sobre o uso correto dos anti-hipertensivos, desconhecimento sobre a importância da redução do sal na alimentação, dificuldade em compreender a necessidade da prática regular de atividade física e pouca percepção sobre sinais de alerta, como dor de cabeça, tontura, palpitações e alterações visuais. Esse diagnóstico demonstra a necessidade de ações educativas que ajudem o paciente a compreender melhor sua condição e a participar ativamente do próprio cuidado.
Também pode ser identificado o diagnóstico de estilo de vida sedentário. Esse diagnóstico está relacionado à ausência de uma rotina de atividade física, à baixa motivação para mudança de hábitos, ao excesso de peso e ao desconhecimento dos benefícios do exercício físico no controle da pressão arterial. Entre as características observadas, estão o relato de pouca ou nenhuma prática de exercício, cansaço aos esforços, ganho de peso e dificuldade em manter hábitos saudáveis. Esse aspecto merece atenção, pois o sedentarismo contribui para o aumento da resistência vascular periférica, favorece a obesidade e dificulta o controle adequado da HAS.
Condição 2 – Diabetes Mellitus tipo 2
No Diabetes Mellitus tipo 2, os diagnósticos de enfermagem auxiliam na identificação das principais necessidades do paciente e no planejamento de ações voltadas ao controle da glicemia, à prevenção de complicações e à promoção da qualidade de vida.
Um diagnóstico frequentemente observado é o controle ineficaz da saúde. Ele está relacionado à dificuldade de adesão ao plano alimentar, ao uso inadequado de medicamentos, ao sedentarismo, à baixa compreensão sobre o controle glicêmico e à necessidade de acompanhamento contínuo. Entre as características definidoras, destacam-se a glicemia elevada, a alimentação inadequada, a ausência de monitoramento regular da glicose, a dificuldade em seguir as orientações da equipe de saúde e a manutenção de hábitos que prejudicam o controle da doença. Esse diagnóstico se justifica porque o Diabetes Mellitus tipo 2 exige cuidado permanente para evitar complicações cardiovasculares, renais, neurológicas e oftalmológicas.
Outro diagnóstico relevante é a nutrição desequilibrada: mais do que as necessidades corporais. Esse diagnóstico está associado ao consumo excessivo de alimentos ricos em açúcares e gorduras, às escolhas alimentares inadequadas, à baixa prática de atividade física e à ingestão calórica superior às necessidades do organismo. As principais características incluem excesso de peso, aumento da circunferência abdominal, fome excessiva, glicemia elevada e dificuldade em manter uma alimentação equilibrada. Esse diagnóstico está diretamente relacionado ao diabetes tipo 2, pois o excesso de peso e os hábitos alimentares inadequados favorecem a resistência à insulina e dificultam o controle da glicemia.
Também é importante considerar o diagnóstico de integridade da pele prejudicada. Ele pode estar relacionado à hiperglicemia persistente, à alteração da circulação periférica, à redução da sensibilidade, ao maior risco de infecções e à dificuldade no processo de cicatrização. Entre as características observadas, podem estar pele ressecada, feridas com cicatrização lenta, presença de lesões nos pés, formigamento, dormência e maior predisposição a infecções. Esse diagnóstico se relaciona ao Diabetes Mellitus tipo 2 porque a glicose elevada, quando não controlada, pode comprometer vasos sanguíneos e nervos, aumentando o risco de lesões, especialmente nos membros inferiores.
Dessa forma, tanto na Hipertensão Arterial Sistêmica quanto no Diabetes Mellitus tipo 2, a atuação da enfermagem é essencial para orientar, acompanhar e estimular o autocuidado. O cuidado contínuo, aliado à educação em saúde, contribui para a prevenção de complicações e para uma vida com mais segurança e qualidade.
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