O controle de variáveis físico-químicas dos ágares e do inóculo bacteriano, é fundamental para garantir a precisão, reprodutibilidade e confiabilidade dos resultados do antibiograma por disco-difusão. Sendo assim, EXPLIQUE quais são as variáveis do ágar Mueller-Hinton e da concentração do inóculo bacteriano que podem interferir no resultado do antibiograma por disco-difusão e porque isso acontece.

Índice

Nos antibiogramas por disco-difusão em ágar Mueller-Hinton, a espessura da camada (ideal ≈4 mm) influencia diretamente a difusão: meio mais espesso gera halos menores (falso resistente) e mais fino, halos maiores (falso sensível). O pH (alvo ~7,2–7,4) altera a ionização/atividade de fármacos e o crescimento, mudando diâmetros. Cátions Ca²⁺/Mg²⁺ em excesso reduzem a atividade de aminoglicosídeos e tetraciclinas (halos menores); em déficit, halos podem parecer maiores. Timidina/timina elevadas antagonizam trimetoprim/sulfametoxazol, encolhendo halos. Concentração/porosidade do gel, umidade superficial e idade/armazenamento do meio afetam crescimento e difusão (superfície molhada dilui inoculado/disco e distorce resultados). Quanto ao inóculo, a densidade deve ser 0,5 McFarland (~1–2×10⁸ UFC/mL): carga alta diminui halos (falso resistente) e carga baixa os aumenta (falso sensível). Usar colônias jovens (18–24 h), ajustar turbidez com densitômetro/padrão visual, semear lawn homogêneo e aplicar os discos/encubar em até ~15 min; atrasos, pressão/ângulo inadequados do swab e variações técnicas alteram o início do crescimento e a difusão, impactando o diâmetro final dos halos.

Resposta Completa: Mapa de Microbiologia Clínica – 53/2025

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