MAPA Psicologia do Esporte e do Exercício com respostas.

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ATIVIDADE MAPA – PSICOLOGIA DO ESPORTE E DO EXERCÍCIO

A Psicologia do Esporte tem se consolidado como uma área fundamental para a compreensão dos fatores que influenciam o comportamento humano no contexto esportivo, abrangendo aspectos relacionados ao desempenho, à motivação, à tomada de decisão e ao bem-estar dos praticantes. Ao longo da formação em Educação Física, torna-se essencial compreender como esses fatores se manifestam tanto em nível individual quanto coletivo, contribuindo para uma atuação profissional mais qualificada. Nesse sentido, esta atividade MAPA tem como objetivo promover a articulação entre teoria e prática, estimulando a reflexão e a aplicação dos conceitos estudados ao longo da disciplina. Para isso, você deverá responder às questões a seguir, utilizando como base o livro da disciplina.

Fonte: OLIVEIRA, L. P. de. Psicologia do esporte e do exercício. Florianópolis: Arqué, 2024. Reimpresso em 2025.

Questão 1 – A motivação refere-se às razões que levam um indivíduo a iniciar, manter ou abandonar uma atividade, podendo variar ao longo do tempo e conforme o contexto. No esporte, ela pode ser compreendida em um continuum que vai desde a ausência de intenção até formas mais autônomas de engajamento. Além disso, a qualidade da motivação está relacionada à satisfação de necessidades psicológicas básicas, como autonomia, competência e vínculo social. Esses fatores influenciam o comportamento, o envolvimento e a forma como o atleta responde às demandas do treinamento e da competição. Considerando essas informações, analise a situação hipotética a seguir: Um treinador observa diferentes comportamentos em suas atletas ao longo da temporada A atleta Jéssica participa dos treinos sem demonstrar interesse, evita se esforçar e frequentemente questiona o sentido das atividades propostas. A atleta Brenda se dedica intensamente, mas sua principal preocupação é manter a bolsa esportiva e agradar ao treinador para garantir sua permanência na equipe. A atleta Fernanda participa ativamente dos treinos, demonstra interesse pelas atividades e busca melhorar seu desempenho, mesmo quando não há recompensas externas envolvidas. Considerando os tipos de motivação descritos no livro da disciplina, responda o que se pede a seguir:

a) Qual a classificação de motivação da atleta Jéssica? Qual característica apresentada na situação hipotética indica essa classificação?

A atleta Jéssica apresenta características relacionadas à desmotivação, também denominada amotivação. Esse aspecto pode ser observado pelo fato de ela participar dos treinos sem demonstrar interesse, evitar maior esforço e questionar o sentido das atividades propostas. Tais comportamentos indicam que a atleta não reconhece propósito, valor ou significado na prática esportiva, o que evidencia uma ausência de intenção para se engajar de forma ativa nas atividades.

b) Qual a classificação de motivação da atleta Brenda? Qual característica apresentada na situação hipotética indica essa classificação?

A atleta Brenda apresenta características de motivação extrínseca, pois sua dedicação aos treinos está associada a fatores externos, como a manutenção da bolsa esportiva e o desejo de agradar ao treinador para permanecer na equipe. Dessa forma, seu comportamento não é motivado principalmente pelo prazer ou interesse pessoal na prática esportiva, mas sim por recompensas, expectativas e pressões externas que influenciam sua permanência e participação nas atividades.

c) Qual a classificação de motivação da atleta Fernanda? Qual característica apresentada na situação hipotética indica essa classificação?

A atleta Fernanda apresenta características de motivação intrínseca, uma vez que participa ativamente dos treinos, demonstra interesse pelas atividades propostas e busca aprimorar seu desempenho mesmo sem a presença de recompensas externas. Esse comportamento evidencia que sua motivação está relacionada ao prazer de praticar o esporte e ao desejo pessoal de evolução, caracterizando um engajamento mais autônomo, interno e significativo.

Questão 2 – No campo da Psicologia do Esporte, a relação entre autoconfiança e desempenho tem sido frequentemente representada por meio da teoria do “U invertido”, apresentado na imagem, a seguir, que propõe uma associação entre níveis de um determinado estado psicológico e o rendimento esportivo. Essa relação sugere que o desempenho pode variar conforme a intensidade desse estado, não sendo constante ao longo do tempo ou das situações.

a) Como níveis baixos (pouco confiante) podem interferir no desempenho esportivo?

A teoria do “U invertido” explica que a relação entre autoconfiança e desempenho esportivo não ocorre de forma linear. Isso significa que tanto níveis muito baixos quanto níveis excessivos de autoconfiança podem prejudicar o rendimento do atleta. O melhor desempenho tende a ocorrer quando há um nível moderado e adequado de confiança. Quando o atleta apresenta baixa autoconfiança, é comum que surjam sentimentos de insegurança, medo de errar e dúvidas em relação à própria capacidade. Esses fatores podem comprometer a concentração, aumentar a ansiedade e, consequentemente, reduzir o desempenho esportivo. Por outro lado, o excesso de autoconfiança também pode ser prejudicial, pois o atleta pode subestimar a tarefa, o adversário ou a complexidade da situação. Nesses casos, há maior risco de relaxamento, descuido na execução dos movimentos e perda de foco durante a prática esportiva. Dessa forma, compreende-se que o equilíbrio emocional e um nível adequado de autoconfiança são aspectos fundamentais para que o atleta alcance um desempenho mais eficiente e satisfatório.

b) Como os níveis elevados de autoconfiança (excesso de confiança) podem interferir no desempenho esportivo?

Níveis elevados de autoconfiança, quando ultrapassam o ponto considerado ideal, podem comprometer o desempenho esportivo, pois levam o atleta a uma percepção excessiva de segurança. Nessa situação, ele pode subestimar o adversário, reduzir o cuidado com a preparação e apresentar menor concentração durante a execução das atividades. Além disso, o excesso de confiança pode fazer com que o atleta acredite que não precisa se dedicar adequadamente ou seguir corretamente as orientações do treinamento, aumentando a possibilidade de erros. Assim, em vez de favorecer o rendimento, a autoconfiança exagerada pode prejudicar o desempenho, evidenciando que o equilíbrio é essencial para alcançar melhores resultados no esporte.

Questão 3 – A comunicação no esporte envolve um processo no qual uma mensagem é elaborada, transmitida, recebida e interpretada pelo outro. Esse processo pode sofrer distorções, especialmente quando a mensagem não é clara ou não é adequada ao receptor. Além disso, a comunicação pode ocorrer de forma interpessoal (entre pessoas) ou intrapessoal (diálogo interno), ambas influenciando o comportamento e o desempenho dos atletas. Considerando tais informações, analise a situação hipotética a seguir: Durante um treino, um treinador orienta sua equipe dizendo: “Vocês precisam melhorar isso aí, porque assim não dá.” Após o treino, alguns atletas demonstram comportamentos diferentes: -Um atleta fica confuso e não sabe exatamente o que precisa melhorar. -Outro interpreta a fala como uma crítica pessoal e demonstra desmotivação. -Um terceiro atleta ignora a orientação e mantém o mesmo comportamento nos treinos seguintes

A mensagem do treinador não foi eficiente porque foi transmitida de forma vaga e pouco específica. Ao dizer “vocês precisam melhorar isso aí”, ele não deixa claro qual comportamento ou aspecto precisa ser corrigido. Isso abre espaço para diferentes interpretações, o que explica as reações dos atletas: um ficou confuso, outro se sentiu criticado pessoalmente e outro simplesmente ignorou a orientação. Dessa forma, houve falha no processo de comunicação, já que a mensagem não foi compreendida de maneira clara e objetiva pelos receptores. De acordo com as diretrizes de uma comunicação eficaz, como as propostas por Martens (1987), duas estratégias que poderiam melhorar esse processo são: 1- Ser claro e específico na comunicação: o treinador deveria indicar exatamente o que precisa ser melhorado, como por exemplo, corrigir um movimento técnico ou ajustar o posicionamento em jogo. Isso reduz dúvidas e facilita a compreensão dos atletas. 2- Utilizar feedback construtivo e individualizado: ao invés de uma fala geral, o treinador pode direcionar orientações específicas para cada atleta ou grupo, de forma positiva e orientada para a melhoria. Isso evita interpretações negativas e contribui para o engajamento e a motivação dos atletas. Assim, uma comunicação mais clara, objetiva e direcionada tende a melhorar a compreensão, o desempenho e o relacionamento entre treinador e equipe.

Questão 4 – A prática de atividade física tem sido amplamente utilizada como estratégia complementar no tratamento de transtornos como ansiedade e depressão, apresentando efeitos positivos tanto imediatos quanto a longo prazo. Esses benefícios estão relacionados a alterações fisiológicas e psicológicas que influenciam o bem-estar dos praticantes. Com base no livro da disciplina, descreva como a prática de atividade física pode influenciar a ansiedade, considerando seus efeitos ao longo do tempo.

A prática de atividade física desempenha um papel relevante na redução da ansiedade, apresentando benefícios tanto imediatos quanto a longo prazo. Em curto prazo, durante e após o exercício, ocorre a liberação de substâncias como endorfina e serotonina, associadas à sensação de bem-estar, relaxamento e diminuição da tensão. Com isso, o indivíduo pode sentir-se mais tranquilo e apresentar menor nível de ansiedade após a prática. A longo prazo, a prática regular de atividade física contribui para a regulação emocional, o fortalecimento da autoestima e o melhor controle do estresse. Além disso, favorece a qualidade do sono e auxilia na redução de pensamentos negativos, aspectos diretamente relacionados aos sintomas de ansiedade. Com a continuidade da prática, o indivíduo tende a lidar melhor com situações de pressão e a desenvolver maior equilíbrio emocional. Dessa forma, a atividade física não deve ser compreendida apenas como um recurso de alívio momentâneo, mas também como uma estratégia importante para a promoção da saúde mental e para a redução gradual dos níveis de ansiedade.

Referências OLIVEIRA, Leonardo Pestillo de. Psicologia do esporte e do exercício. Florianópolis: Arqué, 2024. Reimpresso em 2025

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