1 Pesquise e elenque uma receita culinária de origem Africana.
A escolha da receita culinária de origem africana foi o acarajé.
2- Apresente uma breve explicação sobre a origem da receita escolhida, bem como algumas curiosidades relacionadas a ela.
3- Justifique sua escolha da receita culinária. Explique por que você escolheu essa receita específica, destacando sua relevância para a cultura africana e sua influência na gastronomia brasileira.
4. Insira a pesquisa sobre a origem e curiosidades descobertas no template do MAPA. Certifique-se de apresentar as informações de forma clara e organizada.
5. Faça registro fotográfico da receita (ingredientes, prato pronto com você segurando-o) e insira neste template da atividade.
6. Realize uma breve análise destacando os pontos positivos sobre o uso da culinária para estudo com as crianças a respeito da História da África e Afro-Brasileira. Você pode mencionar como a culinária pode ser uma forma acessível e envolvente de abordar temas históricos e culturais, estimulando o interesse dos alunos e promovendo uma aprendizagem significativa.
Respostas:
A escolha da receita culinária de origem africana foi o acarajé, muito conhecido e tradicionalmente inserido na cultura brasileira no estado da Bahia, mas, de origem africana Ocidental.
Origem e curiosidades:
O acarajé possui origem na África Ocidental, especialmente na região do Golfo do Benim, estando relacionado às tradições culinárias e religiosas dos povos iorubás. Conhecido em sua matriz africana como àkàrà, o alimento apresenta formato arredondado e é tradicionalmente associado à ideia de uma “bola de fogo”, em referência ao modo de preparo. Inicialmente, era utilizado em práticas religiosas como oferenda às divindades africanas, especialmente Iansã, mantendo também relações ritualísticas com Exu em determinadas tradições. (Serviços e Informações do Brasil) O acarajé chegou ao Brasil por meio dos conhecimentos e das práticas culturais trazidas pelos africanos escravizados. Na Bahia, foi incorporado à cultura afro-brasileira e se consolidou como importante símbolo de identidade, resistência, ancestralidade e religiosidade. Em sua forma ritual, o bolinho costuma ser preparado sem recheio, preservando características relacionadas às oferendas realizadas nas religiões de matriz africana. (BEM Brasileiro) Atualmente, o acarajé é amplamente reconhecido como uma das principais expressões da cultura baiana. Sua produção e comercialização estão tradicionalmente associadas às baianas do acarajé, mulheres que utilizam vestimentas típicas, geralmente brancas, e mantêm conhecimentos transmitidos entre diferentes gerações. Embora também seja comercializado como alimento de rua e atração turística, o acarajé continua exercendo função religiosa e simbólica em comunidades de candomblé. (BEM Brasileiro) O preparo tradicional é realizado com massa de feijão-fradinho, temperada e frita em azeite de dendê, ingrediente responsável por sua coloração, aroma e sabor característicos. Na culinária baiana, o bolinho pode ser aberto e recheado com vatapá, caruru, camarão seco e pimenta, ou servido no prato. Contudo, quando destinado ao uso religioso, sua preparação segue fundamentos e finalidades específicos. É importante destacar que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional não registrou apenas o alimento isoladamente, mas o Ofício das Baianas de Acarajé. Esse bem cultural foi inscrito, em 2005, no Livro de Registro dos Saberes como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, abrangendo os conhecimentos, os rituais, as vestimentas, a organização do tabuleiro e as práticas envolvidas na produção e na venda das comidas de baiana. (Biblioteca Digital do IPHAN)
Justificativa de escolha:
A escolha do acarajé ocorreu por ser um alimento acessível, bastante conhecido e valorizado na região onde moro. Além de seu sabor marcante, ele representa uma importante herança africana incorporada à cultura brasileira, especialmente à identidade cultural e gastronômica da Bahia. Sua preparação reúne saberes, costumes e tradições transmitidos entre gerações, preservando vínculos com a história e com a ancestralidade dos povos africanos trazidos ao Brasil durante o período escravista. Outro aspecto relevante é a relação do acarajé com o candomblé e com as tradições religiosas de matriz africana. Embora atualmente também seja comercializado em feiras, festas e eventos, o alimento mantém forte significado cultural, religioso e simbólico. Sua escolha também se justifica pela representação das mulheres negras por meio da figura das baianas do acarajé, que preservam conhecimentos, vestimentas e práticas tradicionais. Dessa forma, o acarajé constitui um símbolo de resistência, identidade, memória e valorização da cultura afro-brasileira.
Fotos:
R.
Análise do estudo e inserção educacional:
R.
Referências
CONSELHO ESTADUAL DE CULTURA DA BAHIA. Registro do ofício de baiana de acarajé como patrimônio imaterial da Bahia é revalidado. Salvador: Conselho de Cultura da Bahia, 2024. Disponível em: http://www.conselhodecultura.ba.gov.br/2024/09/1101/Registro-do-oficio-de-baiana-de-acaraje-como-patrimonio-Imaterial-da-Bahia-e-revalidado.html. Acesso em: 01 ago. 2025.
IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Acarajé – Registro como patrimônio imaterial. Brasília: IPHAN, 2005. Disponível em: https://www.gov.br/iphan. Acesso em: ago. 2025.
OLIVEIRA, T. B.A influência africana na culinária brasileira. Revista Brasileira de Gastronomia e Cultura, ed. 3(1), 2015, p. 45-58.
SILVA, A. B. Da África para a mesa: a influência da culinária africana na gastronomia brasileira. Afro-Ásia, ed. 45, 2012, p. 237-262.

