MAPA Esportes Individuais Atletismo Respondido.

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Mapa Esportes Individuais Atletismo

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Assim como outras modalidades, o atletismo possui diversos desafios para a sua prática, por isto, os profissionais de educação precisam estar preparados para enfrentá-los da melhor maneira possível. Você como professor de Educação Física (bacharelado), acabou de passar em um concurso municipal para professor de um projeto de atletismo. Entretanto, o local disponível para realização das atividades é reduzido e não possui o material para trabalhar a modalidade. Porém a prefeitura tem um projeto para separação de material reciclável visando o seu reaproveitamento.

BARALDI, E. C. C; OLIVEIRA, H. G. Esportes Individuais: Atletismo. Maringá – PR: Unicesumar, 2019. Reimpressão 2020. 208 p.

Analisando o texto e a situação hipotética acima, avalie as questões a seguir e com base no livro da disciplina, aulas conceituais, ao vivo, Guia Prático de Atletismo para Crianças (2014), site da confederação Brasileira de Atletismo e na internet responda corretamente

1) Realize uma pesquisa sobre a modalidade abordando o histórico e descreva o passo a passo para a construção de implementos a partir de materiais recicláveis para trabalhar a iniciação das seguintes provas do atletismo: lançamento de dardo e 110 metros com barreiras.

Histórico do lançamento de dardo O lançamento de dardo é uma das provas mais antigas do atletismo, pois está relacionado aos movimentos de arremesso utilizados pelo ser humano desde períodos históricos, especialmente em atividades de caça e defesa. Na Grécia Antiga, essa prática fazia parte do pentatlo e, conforme o material da disciplina, provavelmente passou a integrar os Jogos Antigos por volta da 18ª Olimpíada, em 708 a.C. Na modalidade esportiva atual, o lançamento de dardo envolve a combinação de diferentes elementos técnicos, como corrida de aproximação, ritmo das passadas, lançamento e recuperação após o arremesso. Por isso, trata-se de uma prova que exige coordenação motora, velocidade, força, controle corporal e segurança durante sua execução (BARALDI; OLIVEIRA, 2019).

DESCRIÇÃO PASSO A PASSO PARA A CONSTRUÇÃO DO IMPLEMENTO (DARDO)

Para a construção de um dardo pedagógico com material reciclável, podem ser utilizados materiais simples e de baixo custo, como um tubo de papelão resistente ou folhas de jornal bem enroladas, fita adesiva larga, barbante, papelão fino, papel amassado ou garrafa PET pequena para a confecção da ponta arredondada, além de tinta para o acabamento. Inicialmente, deve-se formar a haste do dardo utilizando o tubo de papelão ou o jornal enrolado, buscando deixá-la leve, firme e adequada ao manuseio dos alunos. Em seguida, recomenda-se revestir toda a estrutura com fita adesiva, a fim de aumentar sua resistência e durabilidade durante a atividade. Em uma das extremidades, deve ser fixada uma ponta totalmente arredondada, feita com papel amassado ou material reciclável seguro, sem partes cortantes ou pontiagudas. Na parte traseira, podem ser colocadas pequenas tiras de papelão ou PET, simulando aletas, com o objetivo de auxiliar na estabilidade do voo. No centro da haste, o barbante e a fita adesiva podem ser utilizados para demarcar a região da empunhadura. Por fim, é fundamental verificar o peso, a firmeza e a segurança do material antes da utilização. A prática deve ocorrer somente em espaço amplo e livre de obstáculos, com todos os alunos posicionados atrás da linha de lançamento e sob orientação direta do professor, garantindo uma vivência pedagógica segura e adequada.

HISTÓRICO 110 COM BARREIRAS

A corrida de 110 metros com barreiras é uma prova de velocidade caracterizada pela transposição de obstáculos ao longo do percurso. Segundo o livro da disciplina, essa modalidade teve origem na Inglaterra, sendo inspirada em competições hípicas. Em meados do século XIX, as barreiras eram confeccionadas em madeira e permaneciam fixas ao solo, apresentando altura de 3 pés e 6 polegadas, equivalente a 1,067 m. Com o passar do tempo, a técnica da prova foi sendo aperfeiçoada. Em 1886, Arthur Croome, estudante da Universidade de Oxford, desenvolveu o estilo de ataque à barreira com a perna estendida, técnica que serviu de base para a execução utilizada até os dias atuais. Do ponto de vista técnico, a prova envolve três fases principais: impulsão, transposição e recepção. Essas etapas devem ser realizadas de maneira coordenada, com o objetivo de reduzir o tempo de suspensão sobre a barreira e manter a maior velocidade possível entre os obstáculos, garantindo eficiência e desempenho durante a corrida (BARALDI; OLIVEIRA, 2019).

DESCRIÇÃO PASSO A PASSO PARA A CONSTRUÇÃO DO IMPLEMENTO (BARREIRAS)

Para a construção de barreiras pedagógicas com materiais recicláveis, podem ser utilizadas garrafas PET, areia ou água para dar sustentação às bases, papelão grosso, cabos leves de vassoura ou tubos de PVC reaproveitados, além de fita adesiva e barbante. Inicialmente, devem ser separadas duas garrafas PET para cada barreira. Em seguida, coloca-se uma pequena quantidade de areia ou água no interior das garrafas, a fim de deixá-las mais firmes no solo. Depois, as garrafas devem ser unidas por uma haste leve, que pode ser feita com papelão enrolado, cabo reaproveitado ou tubo de PVC. Essa travessa deve ser fixada com fita adesiva ou barbante, de modo que possa se soltar facilmente caso o aluno encoste nela, reduzindo o risco de acidentes. A altura das barreiras deve ser ajustada conforme a faixa etária e o nível de desenvolvimento da turma, iniciando com medidas mais baixas para favorecer a adaptação e a segurança dos alunos. Por fim, recomenda-se sinalizar as barreiras com fitas coloridas e organizar um percurso curto, priorizando a passagem segura, o ritmo da corrida e a coordenação motora, sem a necessidade de utilizar a altura oficial da prova.

2) Sabendo que uma das turmas possui 20 alunos e 4 deles são cadeirantes, elabore uma atividade (jogo, brincadeira ou exercício específico) que promova a iniciação esportiva na prova de revezamento do atletismo contemplando a participação de todos os alunos.

ATIVIDADE NOME: Revezamento Inclusivo do Bastão

MATERIAIS:

Para a realização da atividade, podem ser confeccionados bastões pedagógicos utilizando materiais recicláveis, como jornal enrolado ou tubos de papelão, garantindo que fiquem leves, firmes e seguros para o manuseio dos alunos. As garrafas PET podem ser utilizadas para a marcação das raias, dos pontos de referência e das zonas de passagem do bastão. Além disso, a fita adesiva pode ser empregada para reforçar os bastões e sinalizar os espaços da prática. Também podem ser utilizados cones recicláveis ou materiais alternativos para organizar o percurso. Dessa forma, é possível desenvolver a iniciação à corrida de revezamento de maneira segura, lúdica e acessível, favorecendo a coordenação motora, o trabalho em equipe e a compreensão das regras básicas da modalidade.

OBJETIVO:

Promover a iniciação à corrida de revezamento no atletismo, desenvolvendo a passagem do bastão, a cooperação entre os colegas, o ritmo de deslocamento e a participação coletiva. A atividade deverá ser organizada de forma inclusiva, garantindo a participação de todos os alunos, incluindo os quatro estudantes cadeirantes, por meio de adaptações no percurso, nas distâncias e na forma de deslocamento, respeitando as possibilidades de cada participante.

DISTRIBUIÇÃO DOS PARTICIPANTES:

A turma será organizada em quatro equipes, cada uma composta por cinco alunos, garantindo a inclusão de um aluno cadeirante em cada grupo. Cada equipe ocupará uma raia ou corredor adaptado, previamente demarcado, em um percurso plano, curto e seguro. Essa organização tem como objetivo favorecer a participação de todos os estudantes, respeitando suas possibilidades de deslocamento e promovendo a cooperação entre os membros da equipe durante a atividade de revezamento.

DESCRIÇÃO DETALHADA DA ATIVIDADE:

A turma será organizada em quatro equipes, sendo que os participantes de cada grupo ficarão posicionados em estações previamente demarcadas com garrafas PET, simulando as zonas de passagem da corrida de revezamento. O percurso poderá variar entre 10 e 15 metros por trecho, conforme o espaço disponível e as condições de segurança do local. Ao sinal do professor, o primeiro aluno deverá deslocar-se até a estação seguinte, conduzindo o bastão pedagógico, e realizar a entrega ao colega dentro da zona marcada. O próximo participante somente iniciará seu deslocamento após receber o bastão de forma segura, respeitando a dinâmica da atividade. Os alunos cadeirantes participarão do mesmo circuito, utilizando uma faixa plana, acessível e livre de obstáculos. A entrega e o recebimento do bastão poderão ocorrer na altura mais confortável para cada aluno. Se necessário, a distância do trecho poderá ser adaptada, mantendo o mesmo objetivo pedagógico para todos: deslocar-se, receber e passar o bastão. A atividade será concluída quando todos os integrantes da equipe realizarem sua participação e o bastão chegar ao último participante. Antes da vivência, o professor deverá demonstrar a passagem visual do bastão, reforçando que a prioridade da atividade é a cooperação, a segurança, a inclusão e a participação coletiva, e não apenas a velocidade. Ao final, a prática poderá ser repetida com a troca da ordem dos alunos, permitindo que todos vivenciem diferentes posições no revezamento.

REFERÊNCIAS

BARALDI, Élen Carla da Costa; OLIVEIRA, Humberto Garcia de. Esportes individuais: atletismo. Maringá: UniCesumar, 2019. Reimpressão 2020.

CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE ATLETISMO. Regras oficiais. São Paulo: CBAt, 2026. Disponível em: <https://cbat.org.br/atletismo/67/regras-oficiais>. Acesso em: 14 jun. 2026.

INTERNATIONAL ASSOCIATION OF ATHLETICS FEDERATIONS. Guia prático de atletismo para crianças. Mônaco: IAAF, 2014.

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