ATIVIDADE 1 – CITOLOGIA CLINICA – 53_2025

Índice

Contextualização


A análise do fluido cerebroespinal (líquor) é fundamental para o diagnóstico de diversas condições que afetam o sistema nervoso central (SNC), como meningites, doenças inflamatórias, processos desmielinizantes, leucemias, linfomas, esclerose múltipla, hemorragia subaracnóidea e neurosífilis. Por ser um fluido de composição delicada e sensível a alterações, a análise laboratorial deve seguir critérios técnicos rigorosos.

Com base na leitura do material da disciplina, responda:

A) EXPLIQUE por que a análise do fluido cerebroespinal deve ser realizada preferencialmente em até duas horas após a coleta.

A análise do líquor deve ser feita de preferência em até duas horas após a coleta porque, nesse intervalo, ainda se preservam a morfologia celular (evitando degradação das células e perda de características diagnósticas), a concentração de glicose (que pode ser consumida por leucócitos e microrganismos) e a carga microbiana da amostra; atrasos distorcem contagens celulares, bioquímica e cultura, comprometendo a interpretação clínica.

B) Quando a contagem global de leucócitos no fluido cerebroespinal revela pleocitose, realiza-se a contagem diferencial como parte da análise citológica, auxiliando na identificação do agente etiológico. Com base nisso, DESCREVA o que representa a predominância de linfócitos, neutrófilos e eosinófilos na amostra analisada.

Quando a contagem global excede o valor de referência (≤5 células/mm³) e caracteriza pleocitose, realiza-se a contagem diferencial para orientar a etiologia. Predomínio de linfócitos costuma indicar meningite viral, tuberculosa ou fúngica (e pode aparecer, ocasionalmente, em meningite bacteriana e em esclerose múltipla); já o predomínio de neutrófilos é mais compatível com meningite bacteriana, embora também possa ocorrer na fase inicial de meningites viral, tuberculosa ou fúngica e em situações como hemorragia subaracnóidea, injeções intratecais e tumores meníngeos; por fim, o predomínio de eosinófilos sugere infecções parasitárias (ex.: neurocisticercose) ou reações alérgicas. Todas essas orientações constam da apresentação “Líquido Cefalorraquidiano e Fluido Sinovial”, da Prof.ª Fabiane Rubin

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