1. Passagem pela corona radiata:
Após o processo de capacitação, os espermatozoides adquirem maior capacidade de movimentação e seguem em direção à ampola da tuba uterina, local onde geralmente ocorre a fecundação. Ao alcançar o oócito secundário, eles atravessam as células da corona radiata com o auxílio da motilidade espermática e de enzimas associadas ao acrossoma, como a hialuronidase. Essa enzima contribui para a dispersão das células foliculares, facilitando a aproximação do espermatozoide à zona pelúcida.
2. Penetração da zona pelúcida:
O espermatozoide reconhece e liga-se à zona pelúcida, uma camada glicoproteica que envolve o oócito secundário. Essa interação desencadeia a reação acrossômica, caracterizada pela liberação de enzimas presentes no acrossoma, como a acrosina. Essas substâncias auxiliam na digestão localizada da zona pelúcida, favorecendo sua penetração e permitindo que o espermatozoide se aproxime da membrana plasmática do oócito.
3. Fusão das membranas:
Ocorre, então, a fusão entre a membrana plasmática do espermatozoide e a membrana do oócito, permitindo a incorporação do material genético masculino. Essa interação desencadeia a reação cortical, caracterizada pela liberação do conteúdo dos grânulos corticais. As substâncias liberadas promovem modificações na zona pelúcida, reduzindo sua capacidade de ligação a outros espermatozoides e bloqueando novas penetrações. Esse mecanismo evita a poliespermia e contribui para a manutenção do número adequado de cromossomos no embrião.
REFERÊNCIAS
SILVA, Camila Girotto da. Embriologia e Histologia. Maringá, PR: UniCesumar, 2020. Reimpresso em 2024. MOORE, Keith L.; PERSAUD, T. V. N.; TORCHIA, Mark G. Embriologia clínica. São Paulo: Elsevier, 2016
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