Para calcular a prevalência de obesidade em cada faixa etária, foi utilizada a fórmula:
Prevalência = número de indivíduos obesos ÷ n total × 100
Com base nos dados do Quadro 2, os resultados foram:
| Faixa etária | Bairro A | Bairro B | Bairro C | Bairro D | Bairro E |
| 18-26 anos | 4,35% | 9,09% | 12,90% | 76,67% | 67,96% |
| 27-34 anos | 16,07% | 22,12% | 44,44% | 33,33% | 17,89% |
| 35-42 anos | 22,05% | 31,34% | 47,92% | 18,18% | 23,46% |
| 43-51 anos | 47,92% | 44,74% | 75,86% | 27,68% | 21,21% |
| 52-60 anos | 85,71% | 32,84% | 95,45% | 62,50% | 73,33% |
A análise dos resultados evidencia que a prevalência de obesidade apresentou variações significativas entre os bairros e as diferentes faixas etárias. Em algumas localidades, os maiores percentuais foram identificados entre indivíduos de faixas etárias mais elevadas, especialmente entre 52 e 60 anos. Esse resultado pode estar relacionado ao acúmulo de fatores de risco ao longo da vida, como sedentarismo, hábitos alimentares inadequados e presença de doenças crônicas. A maior prevalência de obesidade foi observada no Bairro C, entre indivíduos de 52 a 60 anos, alcançando 95,45%. Esse percentual demonstra que a grande maioria das pessoas avaliadas nessa faixa etária apresentava obesidade, configurando um resultado que requer atenção especial por parte da equipe da UBS. Por outro lado, a menor prevalência foi identificada no Bairro A, na faixa etária de 18 a 26 anos, com 4,35%. Esse dado indica que esse grupo apresentou, proporcionalmente, a menor frequência de obesidade entre todos os bairros e faixas etárias analisados. Diante desses resultados, o Bairro C, especialmente a população com idade entre 52 e 60 anos, deve ser considerado prioritário para o desenvolvimento de ações de promoção da saúde, incentivo à prática de atividade física e prevenção da obesidade. Além disso, outros grupos com prevalências elevadas também merecem atenção, como os indivíduos de 52 a 60 anos dos Bairros A e E e aqueles de 18 a 26 anos do Bairro D. Esses achados reforçam a importância da elaboração de estratégias específicas e adequadas às necessidades de cada grupo populacional e à realidade de cada território.
REFERÊNCIAS
SILVA, Diego Augusto Santos; BRUSCO, Eliane Cristina de Andrade Gonçalves. Epidemiologia na Educação Física. Maringá: UniCesumar, 2021.
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