Preencha o quadro a seguir, considerando as características das vias de ressíntese de ATP:
| ATP – CP | Glicólise Anaeróbica | Sistema Oxidativo | |
| Dependente de O2 | Não | Não | Sim |
| Substrato (s) Utilizado (s) | Fosfocreatina (CP) | Glicose/glicogênio | Carboidratos; lipídios; proteínas |
| Local onde a via acontece | Citoplasma (sarcoplasma) | Citoplasma (sarcoplasma) | Mitocôndrias |
| Velocidade de ressíntese de ATP | Muito rápida (segundos) | Rápida (segundos a poucos minutos) | Lenta (minutos a horas) |
| Quantidade de ATP | Baixa (≈1 ATP por CP) | Moderada (≈2 ATP por glicose anaeróbia) | Alta (≈30–36 ATP por glicose; muito mais por oxidação de lipídios) |
2. Quando iniciamos uma atividade física ou um exercício físico a exigência energética aumenta, impondo desafios as vias metabólicas. Nesse contexto, explique o que significa o período descrito como “déficit de oxigênio”.
| R: – Período inicial do exercício em que o consumo de O₂ é menor que a demanda muscular, fazendo com que ATP seja suprido por vias anaeróbias. – Ocorre por atraso na resposta cardiorrespiratória e na ativação mitocondrial; leva ao uso de fosfocreatina e glicólise anaeróbia e ao acúmulo de lactato. – Indivíduos treinados apresentam déficit menor; após o exercício ocorre EPOC, que ajuda a restaurar reservas e eliminar metabólitos. |
- A intensidade e a duração do exercício são os dois principais fatores que determinam qual via metabólica predominara durante a atividade ou exercício físico. A partir disso, descreva qual via metabólica de ressíntese de ATP predomina em cada modalidade esportiva apresentada a seguir:
a) Maratona (aproximadamente 2 horas de prova):
| R: Predomina o sistema oxidativo (metabolismo aeróbio). A resistência prolongada exige produção contínua de ATP em mitocôndrias, usando glicose/glicogênio e ácidos graxos como principais substratos, com contribuição proteica baixa. Estratégias importantes: maximizar reservas de glicogênio, otimizar oxidação de gordura através do condicionamento e manter hidratação/equilíbrio eletrolítico para postergar a fadiga e reduzir risco de batida de parede. |
b) 100 metros rasos na natação (aproximadamente 50 segundos de prova):
| R: – Predomina: Glicólise anaeróbia. – Contribuição inicial: ATP‑CP nos primeiros 5–10 segundos (largada/arranque). – Duração/intensidade: alta intensidade por ≈ 50 s; produção rápida de ATP gera lactato. – Treino indicado: desenvolver potência anaeróbia, capacidade glicolítica e tamponamento. |
c) 100 metros rasos no atletismo (aproximadamente 10 segundos de prova):
| R: – Predomina: Sistema ATP‑CP (fosfocreatina). – Contribuição secundária: Glicólise anaeróbia mínima, principalmente se prova >6–8 s. – Característica: produção imediata e muito rápida de ATP, esgotamento da CP em segundos. – Consequência metabólica: pequena produção de lactato; fadiga por depleção de CP e acúmulo de metabólitos locais. – Treino indicado: desenvolver potência máxima, força explosiva, saída/arranque e capacidade de repleção de CP (treinos de velocidade e recuperação). |
d) 800 metros com barreiras no atletismo (aproximadamente 1m e 35 segundos):
| R: – Predomina: Mistura de sistemas — principalmente sistema oxidativo com importante contribuição da glicólise anaeróbia. – Contribuição inicial: ATP‑CP nos primeiros segundos para largada e acelerações; esgota rápido. – Perfil metabólico: intensidade alta-moderada por tempo intermediário exige ATP contínuo via mitocôndrias, enquanto a glicólise anaeróbia fornece energia rápida em sprints e subidas das barreiras, gerando lactato. – Consequências: acúmulo de lactato e fadiga respiratória/metabólica; necessidade de bom VO2max e resistência à acidose. – Treino indicado: combinação de resistência aeróbia (vo2max/endurance) + trabalho anaeróbio lactácido (intervalados intensos) + potência/explosão para largada e transposição de barreiras. |