RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO II – EDUCAÇÃO FÍSICA ADAPTADA

Índice

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1 INTRODUÇÃO

ATENÇÃO: O Estágio II é referente a atuação do Bacharelado em Educação Física na área da Educação Física Adaptada (para pessoas com deficiência), portando seu relatório precisa ser condizente com a área do estágio, caso relate a experiência em outra área, a sua nota poderá ser zerada.

Na Introdução você deve apresentar um texto expositivo que deverá contextualizar o leitor sobre o conteúdo apresentado nesse relatório, em formato de texto dissertativo:

– Comece a introdução falando um pouco sobre a importância do estágio obrigatório para a formação profissional do Bacharelado em Educação Física. Para isso utilize a literatura científica para justificar seus argumentos, pois textos acadêmicos, como este relatório, não podem pautar-se no “achismo”. Desse modo, na introdução, é obrigatório fazer uma citação direta ou indireta de livros ou artigos científicos, seguindo as normas da ABNT para reforçar seus argumentos.

Na sequência, apresente algumas informações iniciais ao seu leitor, continue utilizando formato de texto dissertativo:

– Fale um pouco sobre você como estudante

– Comente sobre a concedente do estágio, local, serviços prestados, tipo de deficiência dos alunos etc;

– Por fim apresente brevemente os principais pontos que pretende abordar no relatório (Por exemplo: “Nesse trabalho são relatadas as experiências no campo de estágio, acerca da…”)

Este tópico deverá ser digitado em fonte Arial 12, espaçamento de 1,5 entre linhas, recuo de parágrafo de 1,25 cm, cor da fonte “preto”.

Este tópico deverá ter no máximo, meia página.

Lembre-se de retirar as partes em vermelho, pois elas são apenas explicações de como seu relatório deve ser produzido, seu relatório deve estar todo com cor da fonte “preto

2 RELATO DE EXPERIÊNCIA DE ESTÁGIO – EDUCAÇÃO FÍSICA ADAPTADA

2.1 PERCEPÇÕES E REFLEXÕES SOBRE A ESTRUTURA E ORGANIZAÇÃO DO LOCAL

 Faça um parágrafo descrevendo a estrutura e organização dos locais (Concedente de estágio) que estagiou.

Neste espaço, você deverá relatar as percepções que obteve sobre a estrutura física, materiais, acessibilidade para os alunos etc. Em relação a sugestões ou críticas realizadas sobre o local, caso seja necessário, às faça de maneira educada e respeitosa.

Este tópico deverá ser digitado em fonte Arial 12, espaçamento de 1,5 entre linhas, recuo de parágrafo de 1,25 cm, cor da fonte “preto”.

Este tópico deverá ter no máximo meia página.

Lembre-se de retirar as partes em vermelho, pois elas são apenas explicações de como seu relatório deve ser produzido.

2.2 OBSERVAÇÃO/PARTICIPAÇÃO – EDUCAÇÃO FÍSICA ADAPTADA

Descreva o que observou ao longo de seu estágio quanto a: prática do professor (profissional de educação física), quais os tipos de deficiências dos alunos, quais os recursos utilizados, como era a organização da aula/treino e o controle do professor, como se dava a relação entre professor e alunos, quais adaptações feitas para atender a deficiência dos alunos, como foi sua relação com o professor e outras observações pertinentes.

Comente aqui as percepções obtidas durante as observações das aulas do professor/profissional, sempre lembrando que, por questões de ética, não deve ser citado nenhum nome de professor ou aluno, mas é possível citar situações ocorridas, e até mesmo diálogos. Aqui não é necessário que você fale pontualmente de cada aula observada, mas sim que faça uma reflexão de todos os aspectos.

Este tópico deverá ser digitado em fonte Arial 12, espaçamento de 1,5 entre linhas, recuo de parágrafo de 1,25 cm, cor da fonte “preto”.

Este tópico deverá ter no máximo 1 página.

Lembre-se de retirar as partes em vermelho, pois elas são apenas explicações de como seu relatório deve ser produzido.

2.3 APLICAÇÃO DE ATIVIDADES – EDUCAÇÃO FÍSICA ADAPTADA

Descreva as experiências que obteve durante as aulas/treinos/atividades que ministrou. Dificuldades, êxitos, dúvidas, etc. Pontuando de forma clara como ocorreram as aulas e se os seus objetivos com a aula foram atendidos durante a aplicação. Descreva também sobre as adaptações feitas para atender as necessidades e características da deficiência dos alunos. Como foi sua relação com os alunos/clientes e outras observações pertinentes à aula prática.

Aqui não é necessário que você fale pontualmente de cada aplicação, mas sim que faça uma reflexão de todos os aspectos.

Este tópico deverá ser digitado em fonte Arial 12, espaçamento de 1,5 entre linhas, recuo de parágrafo de 1,25 cm, cor da fonte “preto”.

Este tópico deverá ter no máximo 1 página.

Lembre-se de retirar as partes em vermelho, pois elas são apenas explicações de como seu relatório deve ser produzido.

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Este tópico permite que você exponha suas percepções em relação ao que foi estudado, discutido e vivenciado no decorrer da disciplina de estágio e durante sua experiência no campo de estágio, na área da EDUCAÇÃO FÍSICA ADAPTADA. Resuma brevemente quais foram os principais aprendizados pessoais e profissionais, o que o estágio acrescentou à sua formação acadêmica fazendo uma relação com a sua futura atuação profissional.

Este tópico deverá ser digitado em fonte Arial 12, espaçamento de 1,5 entre linhas, recuo de parágrafo de 1,25 cm, cor da fonte “preto”.

Este tópico deverá ter no máximo meia página.

Lembre-se de retirar as partes em vermelho, pois elas são apenas explicações de como seu relatório deve ser produzido.

4 REFERÊNCIAS

É obrigatório inserir pelo menos 1 (uma) referência seguindo as normas da ABNT. Assista a aula conceitual 6 e 7 sobre “Referências e Citações” para adequar às normas da ABNT. Exemplo de referência:
CANDAU, Maria Vera. Oficinas pedagógicas de direitos humanos. Petrópolis, RJ: Vozes, 1995.

5 ANEXOS

Nos anexos você deverá inserir as fotos do seu estágio (2 fotos), devidamente uniformizado, no local do estágio. É obrigatório que esteja uniformizado conforme orientação dada na Aula 1 e na sala do café.

Sugestão: 1 foto sua na frente do local e 1 foto sua dentro do local de estágio. Se possível as fotos devem ser junto com seu supervisor de estágio (caso o supervisor não queira aparecer na foto, então pode ser apenas o estudante)

****  ATENÇÃO ****

Não tirem fotos com alunos do local de estágio

MODELO: RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO II – EDUCAÇÃO FÍSICA ADAPTADA COM RESPOSTA

UNICESUMAR – CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ

BACHARELADO EM EDUCAÇÃO FÍSICA

JOÃO DA SILVA

R.A.: 00000000-0

RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO II – EDUCAÇÃO FÍSICA ADAPTADA

NITERÓI/RJ

2026

1 INTRODUÇÃO

O estágio supervisionado é uma etapa importante na formação do bacharel em Educação Física, pois aproxima os conhecimentos da graduação das situações profissionais. A Lei nº 11.788/2008 o define como ato educativo supervisionado, desenvolvido no ambiente de trabalho e integrado ao percurso formativo (BRASIL, 2008). Nessa vivência, compreendi que atuar com Educação Física Adaptada exige conhecimento, escuta, respeito à autonomia e capacidade de ajustar as atividades a cada participante.

Realizei o estágio no Centro de Atividade Física Inclusiva Horizonte, instituição fictícia situada na Rua das Palmeiras, nº 318, Santa Rosa, Niterói/RJ. O local oferece treinamento funcional adaptado, fortalecimento, mobilidade e atividades recreativas para adultos com deficiência física, incluindo pessoas com lesão medular, amputação de membro inferior e paralisia cerebral com comprometimento motor. Winnick e Porretta (2022) destacam que a Educação Física Adaptada deve considerar necessidades, diferenças e capacidades individuais.

Neste relatório apresento percepções sobre a estrutura e a acessibilidade do local, a observação e participação, as adaptações utilizadas e as atividades que apliquei, além dos aprendizados obtidos.

2 RELATO DE EXPERIÊNCIA DE ESTÁGIO – EDUCAÇÃO FÍSICA ADAPTADA

2.1 PERCEPÇÕES E REFLEXÕES SOBRE A ESTRUTURA E ORGANIZAÇÃO DO LOCAL

A unidade apresentava entrada nivelada, rampa com corrimão, portas largas, piso regular, banheiro acessível e circulação suficiente para cadeiras de rodas. A sala possuía bancos firmes, colchonetes, faixas elásticas, halteres leves, bolas, cones, bastões, alvos e equipamentos ajustáveis. Os materiais ficavam em locais acessíveis, e o profissional verificava o espaço antes das atividades, retirando obstáculos e organizando as estações. A estrutura estava de acordo com o princípio de acessibilidade e igualdade de oportunidades previsto na Lei Brasileira de Inclusão (BRASIL, 2015). Como sugestão, considero útil ampliar a sinalização tátil e visual e manter um registro periódico de manutenção.

2.2 OBSERVAÇÃO/PARTICIPAÇÃO – EDUCAÇÃO FÍSICA ADAPTADA

Durante as observações, percebi que o profissional iniciava as sessões conversando com os participantes sobre disposição, desconfortos e objetivos do dia. Essa conversa não era tratada como formalidade, mas como parte do planejamento. A partir das respostas, ele ajustava a intensidade, a posição corporal e o material utilizado. Também evitava pressupor o que cada pessoa conseguia ou não fazer, perguntando antes de oferecer ajuda e respeitando o tempo de execução de cada participante.

As aulas eram organizadas em três momentos: aquecimento, parte principal e volta à calma. O aquecimento incluía mobilidade de ombros e tronco, deslocamentos com cadeira de rodas, movimentos com bastões e atividades leves com bola. Na parte principal eram trabalhados força de membros superiores, estabilidade do tronco, coordenação, precisão de lançamentos e deslocamento entre cones. Ao final, eram realizados exercícios respiratórios e alongamentos compatíveis com a condição funcional de cada pessoa.

As adaptações variavam conforme a necessidade. Para os usuários de cadeira de rodas, os elásticos eram fixados em pontos estáveis e os alvos eram posicionados na altura do campo de alcance. Para participantes com amputação de membro inferior, os exercícios em pé eram realizados próximos a barras de apoio ou bancos, quando necessário. Nos casos de paralisia cerebral com maior dificuldade de coordenação, o profissional diminuía a velocidade, ampliava o tempo de resposta, utilizava comandos curtos e organizava tarefas com menos estímulos ao mesmo tempo. Essas mudanças não diminuíam o objetivo da atividade; apenas criavam caminhos diferentes para alcançá-lo.

A relação entre o profissional e os participantes era respeitosa e acolhedora. As correções eram feitas de maneira individual, sem exposição, e os avanços eram reconhecidos de forma natural. Minha participação ocorreu gradualmente: auxiliei na preparação dos materiais, no controle do tempo, na demonstração de movimentos e na organização dos circuitos. Também aprendi a observar sinais de cansaço, compensações posturais e dificuldades de compreensão. O supervisor sempre reforçou que adaptar não significa facilitar de forma indiscriminada, mas oferecer o desafio adequado com segurança e sentido para o participante.

2.3 APLICAÇÃO DE ATIVIDADES – EDUCAÇÃO FÍSICA ADAPTADA

Na fase de aplicação, conduzi atividades sob supervisão direta. Uma das sessões teve como objetivo desenvolver força de membros superiores, estabilidade do tronco, coordenação e autonomia nos deslocamentos. Iniciei com oito minutos de mobilidade de ombros, cotovelos e punhos, movimentos de rotação do tronco e deslocamentos leves entre cones. Em seguida, organizei um circuito com remada sentada usando faixa elástica, arremesso de bola a um alvo, deslocamento em zigue-zague, elevação frontal com halteres leves, transferência lateral de bola e alcance de alvos coloridos.

O circuito foi realizado em três voltas. Cada estação teve aproximadamente 40 segundos de execução e 30 segundos para descanso e troca. Para os participantes com menor controle de tronco, utilizei encosto e apoio lateral, reduzi a amplitude e posicionei os materiais mais próximos. Para quem apresentava maior autonomia, aumentei a distância dos alvos ou acrescentei mudanças de direção. Nos exercícios com elástico, confirmei a fixação antes de cada série e escolhi resistências diferentes de acordo com a capacidade funcional. Ao final, conduzi respiração controlada e alongamentos leves de ombros, braços e tronco.

Também apliquei uma atividade recreativa de passes e precisão em duplas. O objetivo era estimular interação, tempo de reação e coordenação. As duplas foram organizadas considerando o espaço de alcance e o ritmo de cada participante. Quando a bola escapava com frequência, utilizei uma bola maior e mais leve; quando a tarefa se tornava fácil, aumentei a distância ou reduzi o tamanho do alvo. Essa experiência mostrou que uma mesma proposta pode preservar o objetivo e, ao mesmo tempo, apresentar diferentes níveis de desafio.

Minha principal dificuldade foi controlar o tempo sem apressar os participantes. No início, fiquei preocupado em cumprir todas as etapas planejadas, mas percebi que a qualidade da participação era mais importante do que completar cada exercício exatamente como estava no papel. O diálogo com o supervisor me ajudou a reorganizar o circuito, diminuir o número de estações e oferecer mais tempo para orientação. Os objetivos foram atendidos, pois os participantes conseguiram executar as tarefas com segurança, compreender as propostas e demonstrar envolvimento durante a sessão. A relação com o grupo foi construída com respeito, escuta e incentivo, sem infantilização ou tratamento excessivamente protetor.

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O Estágio Supervisionado II ampliou minha compreensão sobre a atuação do profissional de Educação Física com pessoas com deficiência. Aprendi que a adaptação começa na forma de olhar e planejar: é necessário identificar possibilidades, ouvir o participante e modificar espaço, material, ritmo ou regra sem retirar o sentido da atividade. A vivência também reforçou que acessibilidade não se resume à presença de uma rampa, pois envolve comunicação, organização, atitude profissional e oportunidades reais de participação.

A experiência contribuiu para que eu desenvolvesse maior segurança na condução das atividades, atenção às diferenças individuais e responsabilidade na tomada de decisões. As diretrizes da Organização Mundial da Saúde reconhecem que pessoas com deficiência podem obter benefícios físicos, mentais e sociais com a prática regular, devendo iniciar com quantidades compatíveis com suas condições e progredir gradualmente (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2020). Concluo que o estágio fortaleceu meu compromisso com uma atuação ética, inclusiva e fundamentada, na qual a pessoa seja reconhecida por suas capacidades e não reduzida à deficiência.

4 REFERÊNCIAS

BRASIL. Lei nº 11.788, de 25 de setembro de 2008. Dispõe sobre o estágio de estudantes e dá outras providências. Diário Oficial da União: Brasília, DF, 26 set. 2008. Disponível em: <https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11788.htm>. Acesso em: 25 jul. 2026.

BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Diário Oficial da União: Brasília, DF, 7 jul. 2015. Disponível em: <https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm>. Acesso em: 25 jul. 2026.

WINNICK, Joseph P.; PORRETTA, David L. Adapted physical education and sport. 7. ed. Champaign: Human Kinetics, 2022.

WORLD HEALTH ORGANIZATION. WHO guidelines on physical activity and sedentary behaviour. Geneva: World Health Organization, 2020. Disponível em: <https://www.who.int/publications/i/item/9789240015128>. Acesso em: 25 jul. 2026.

5 ANEXOS

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