a) Articulação sinovial do tipo Plana: Quais são as características anatômicas desse tipo de articulação? Quais são as articulações do tipo planas?
| Resposta | Características anatômicas – Superfícies articulares planas ou levemente curvas: permitem principalmente movimentos de deslizamento entre os ossos, com amplitude pequena e não axial. – Elementos sinoviais completos: cápsula articular, membrana sinovial e líquido sinovial, com cartilagem hialina cobrindo as superfícies — típicos de toda articulação sinovial. – Estabilidade por ligamentos e cápsula firme: restringem a mobilidade, favorecendo ajustes finos de posição e distribuição de carga. Exemplos de articulações do tipo plana – Intercarpais e intertarsais (entre ossos do carpo e do tarso). – Acromioclavicular (entre clavícula e acrômio). – Zigapofisárias (facetas articulares das vértebras). Essas articulações favorecem ajustes de posicionamento e estabilidade com movimentos de deslizamento limitado, essenciais em gestos esportivos que exigem precisão e controle articular. |
b) Articulação sinovial do tipo Gínglimo: Quais são as características anatômicas desse tipo de articulação? Quais são as articulações do tipo Gínglimo?
| Resposta | Características anatômicas – Também chamada de articulação em dobradiça – Superfícies articulares: uma convexa (em forma de polia ou tróclea) e outra côncava, que se encaixam de forma semelhante a uma dobradiça. – Movimento: é uniaxial, permitindo principalmente flexão e extensão no plano sagital, em torno de um eixo transversal. – Estabilidade: garantida por cápsula articular e ligamentos colaterais, que limitam movimentos laterais e mantêm o alinhamento. – Revestimento: cartilagem hialina recobre as superfícies ósseas, e o líquido sinovial lubrifica, reduzindo o atrito. Exemplos de articulações gínglimo – Articulação úmero-ulnar (cotovelo) – Articulações interfalângicas: entre as falanges dos dedos das mãos e dos pés. – Articulação talocrural (tornozelo) – Articulação do joelho (tibiofemoral): considerada um gínglimo modificado, pois além de flexão e extensão, permite pequena rotação acessória. |
c) Articulação sinovial do tipo Trocoides: Quais são as características anatômicas desse tipo de articulação? Quais são as articulações do tipo Trocoides?
| Resposta | Características anatômicas – Também chamada de articulação em pivô – Superfícies articulares: um osso em forma de pivô cilíndrico (ou processo ósseo arredondado) gira dentro de um anel osteoligamentar formado por outro osso e ligamentos. – Movimento: é uniaxial, permitindo rotação em torno de um único eixo longitudinal – Revestimento: as superfícies são cobertas por cartilagem hialina, e a cavidade articular contém líquido sinovial, reduzindo atrito. – Estabilidade: garantida pelo encaixe ósseo e pelos ligamentos que formam o anel articular. Exemplos de articulações trocoides – Atlantoaxial mediana: permitindo a rotação da cabeça (como o gesto de “não”). – Radioulnar proximal: entre a cabeça do rádio e a incisura radial da ulna, permitindo a pronação e supinação do antebraço. – Radioulnar distal: entre a extremidade distal do rádio e da ulna, também envolvida nos movimentos de rotação do antebraço. |
d) Articulação sinovial do tipo Elipsoides: Quais são as características anatômicas desse tipo de articulação? Quais são as articulações do tipo Elipsoides?
| Resposta | Características anatômicas – Superfícies articulares: uma superfície oval/condilar convexa articula-se com uma cavidade elíptica côncava – Movimento: é uma articulação biaxial, permitindo: – Flexão e extensão (plano sagital). – Abdução e adução (plano frontal). – A combinação desses movimentos gera a circundução. – Rotação verdadeira: não ocorre, ou é muito limitada. – Estabilidade: garantida pelo formato elipsoide e por ligamentos que controlam a amplitude. – Revestimento: superfícies cobertas por cartilagem hialina e lubrificadas por líquido sinovial, como em todas as articulações sinoviais. Exemplos de articulações elipsoides – Radiocárpica (punho): entre o rádio e os ossos do carpo (escafoide, semilunar e piramidal). – Metacarpofalângicas (MCP): entre metacarpos e falanges proximais (base dos dedos da mão). – Metatarsofalângicas (MTP): entre metatarsos e falanges proximais (base dos dedos do pé). – Atlanto-occipital: entre os côndilos occipitais e as cavidades superiores do atlas (C1), permitindo o gesto de “sim” (flexão/extensão da cabeça). |
e) Articulação sinovial do tipo Selares: Quais são as características anatômicas desse tipo de articulação? Quais são as articulações do tipo Selares?
| Resposta | Características anatômicas – Superfícies articulares: ambas são côncavo-convexas, ou seja, cada osso tem uma superfície que é côncava em uma direção e convexa na outra, encaixando-se como uma sela e cavaleiro. – Movimento: é uma articulação biaxial, permitindo: – Flexão e extensão (plano sagital) – Abdução e adução (plano frontal) – A combinação desses movimentos gera circundução – Rotação verdadeira: não ocorre, mas há grande liberdade de movimento. – Estabilidade: boa congruência entre as superfícies, reforçada por ligamentos e cápsula articular. – Revestimento: cartilagem hialina nas superfícies e líquido sinovial na cavidade articular. Exemplos de articulações selares – Carpometacarpiana do polegar (1º dedo): entre o trapézio e o 1º metacarpo – permite a oposição do polegar, essencial para a preensão. – Esternoclavicular: entre o esterno e a extremidade medial da clavícula – permite movimentos do ombro em várias direções. – Calcaneocuboide (em alguns autores): considerada selar por sua geometria funcional. |
f) Articulação sinovial do tipo Esferoideas: Quais são as características anatômicas desse tipo de articulação? Quais são as articulações do tipo Esferoideas?
| Resposta | Características anatômicas – Superfícies articulares: uma superfície esférica convexa (cabeça do osso) encaixa-se em uma cavidade côncava profunda (soquete), permitindo grande liberdade de movimento. – Movimento: é uma articulação multiaxial, permitindo movimentos em três eixos: – Flexão e extensão – Abdução e adução – Rotação interna e externa – A combinação desses movimentos gera circundução – Amplitude: é o tipo de articulação sinovial com maior amplitude de movimento. – Estabilidade: depende da profundidade da cavidade, da cápsula articular, dos ligamentos e da musculatura envolvente. – Revestimento: cartilagem hialina nas superfícies articulares e líquido sinovial na cavidade para lubrificação e nutrição. Exemplos de articulações esferoides – Glenoumeral (ombro): entre a cabeça do úmero e a cavidade glenoidal da escápula. – Coxofemoral (quadril): entre a cabeça do fêmur e o acetábulo do osso do quadril. |
g) Quais movimentos, as articulações sinoviais podem apresentar?
| Resposta | Movimentos das articulações sinoviais As articulações sinoviais permitem uma ampla variedade de movimentos graças à presença de cavidade articular, cartilagem hialina, membrana sinovial, ligamentos e músculos que as mobilizam. Movimentos principais – Flexão — diminuição do ângulo entre segmentos; ex.: flexão do cotovelo. – Extensão — aumento do ângulo entre segmentos; ex.: extensão do joelho. – Abdução — afastamento de uma estrutura do plano mediano do corpo; ex.: abdução do braço. – Adução — aproximação ao plano mediano; ex.: adução do braço. – Rotação — giro de um segmento em torno do seu eixo longitudinal; inclui rotação medial (interna) e rotação lateral (externa); ex.: rotação do ombro. – Circundução — movimento circular combinado (flexão + abdução + extensão + adução); ex.: movimento do ombro ou quadril. – Pronação e supinação — rotação do antebraço que posiciona a palma para baixo (pronação) ou para cima (supinação); ex.: articulações radioulnars proximal/distal. – Inversão e eversão — movimentos do pé na articulação subtalar que giram a planta medialmente (inversão) ou lateralmente (eversão). – Deslizamento — pequenos movimentos de translação entre superfícies planas; ex.: articulações intercarpais. – Elevação e depressão — elevar (subir) ou deprimir (descer) uma parte do corpo; ex.: elevação e depressão da escápula. – Protrusão (protração) e retração — deslocamento anterior e posterior de uma estrutura; ex.: retração da mandíbula ou escápula. – Oposição — movimento complexo do polegar que o aproxima da ponta dos outros dedos. |