3 – Considerando os dispositivos de campo da Figura 1, interligados por meio de redes industriais, identifique para cada item dado a família de redes que atenderia a conexão dos mesmos, sendo os dispositivos: – CLP – Inversor de Frequência – IHM – Transmissor – Entradas e saídas remotas (considere I/Os discretas apenas). Informando o motivo da escolha da família para cada caso, apontando características que as classificam.

Índice

CLP
Para interligar o CLP ao supervisório, a outros controladores e aos servidores de dados, a melhor escolha é a família de redes baseadas em Ethernet industrial. Ela permite comunicação determinística suficiente para a maioria das aplicações discretas e contínuas, oferece alta taxa de transferência e, sobretudo, escala do chão de fábrica até a camada de TI sem “traduções” intermediárias. Além disso, facilita topologias em estrela com switches gerenciáveis, VLANs e QoS, simplificando segregação lógica, diagnóstico e manutenção. Protocolos típicos nessa família incluem Profinet, EtherNet/IP e Modbus TCP, com variações em tempo real quando necessário (por exemplo, Profinet IRT ou EtherCAT em cenários mais rígidos). Em termos de classificação, trata-se de uma rede de backbone de célula/linha que integra controle, supervisão e sistemas gestores com elevada interoperabilidade.

Inversor de frequência
Entre o inversor e o CLP, a seleção depende da exigência de tempo real. Para controle de velocidade e torque com troca cíclica de poucas palavras e bom determinismo, os fieldbuses “de dispositivo” clássicos atendem muito bem, como Profibus-DP, DeviceNet ou CANopen. São barramentos projetados para dados periódicos curtos, com diagnóstico no próprio barramento, taxas compatíveis com drives e cabeamento padronizado. Em células modernas que pedem comissionamento mais simples, sincronismo superior e maior banda para parâmetros, Ethernet industrial em tempo real é preferível (Profinet para drives, EtherCAT, Sercos III). Em ambos os casos, a classificação é rede de dispositivo com foco em atualização cíclica, baixa latência e diagnóstico integrado do drive.

IHM
Para a IHM, a prioridade hoje é Ethernet industrial. A IHM precisa dialogar com CLP, SCADA e, em muitos casos, acessar servidores de históricos ou serviços web internos. Ethernet facilita endereçamento IP, publicação de telas web, atualizações remotas e coleta de alarmes e eventos em tempo quase real. Em cenários muito locais, a IHM pode residir na mesma rede de dispositivos da célula, mas a tendência consolidada é Ethernet para simplificar manutenção, permitir múltiplos mestres e habilitar recursos como SNMP, NTP e gestão centralizada. Classifica-se como rede de célula/nível de supervisão, voltada à operação, diagnóstico e navegação de dados.

Transmissor de processo (pressão, nível, temperatura, vazão)
Para instrumentação de processo, as famílias projetadas para ambientes contínuos e, quando aplicável, áreas classificadas são recomendadas. Profibus-PA e Foundation Fieldbus H1 permitem alimentação pelo barramento, topologias em segmento, diagnóstico avançado, identificação de dispositivo e, no caso de Fieldbus, até funções de controle distribuído no instrumento. Ambas suportam integração com barreiras e acopladores para zonas com proteção intrínseca. Em plantas legadas ou em migrações graduais, o par 4–20 mA com HART superposto continua válido, pois acrescenta diagnóstico e parametrização sem abandonar a robustez analógica. Em termos de classificação, são redes de processo, com foco em confiabilidade, diagnóstico, integração a áreas classificadas e manutenção preditiva de instrumentos.

Entradas e saídas remotas (I/Os discretas)
Para módulos remotos de entradas e saídas digitais, há dois cenários típicos. Em arquiteturas consolidadas com barramento dedicado na célula, Profibus-DP, DeviceNet ou AS-Interface atendem muito bem, pois foram concebidos para telegramas curtos, muitos nós no barramento, endereçamento simples e diagnóstico por canal. Em arquiteturas mais recentes que padronizam tudo em Ethernet, é comum usar I/O distribuído em Ethernet industrial (por exemplo, Profinet I/O, EtherNet/IP adaptadores ou EtherCAT I/O), aproveitando a mesma infraestrutura física do backbone, mantendo determinismo suficiente e simplificando comissionamento, expansão e reposição. Em ambos os casos, a classificação é rede de dispositivo para troca cíclica de bits/bytes com diagnóstico e alarmes por canal.

Síntese prática para o diagrama da “Figura 1”
O CLP e a IHM ficam preferencialmente em Ethernet industrial, pois essa família escala da célula à gestão, integra-se facilmente ao SCADA e aos servidores, simplifica topologia e oferece excelente visibilidade e diagnóstico. Os inversores e as I/Os discretas podem operar em barramentos de dispositivo com troca cíclica determinística e baixo overhead, como Profibus-DP ou DeviceNet; quando se busca padronização plena em IP ou melhor sincronismo, usam-se perfis de dispositivo em Ethernet de tempo real. Os transmissores de processo são melhor atendidos por redes de processo como Profibus-PA e Foundation Fieldbus H1, pelas capacidades de diagnóstico, alimentação pelo barramento e conformidade com áreas classificadas; HART sobre 4–20 mA permanece como alternativa robusta em plantas híbridas ou legadas. Esse arranjo mantém o controle e a supervisão com alta disponibilidade, garante determinismo adequado a cada classe de dispositivo e facilita comissionamento, manutenção e expansão, exatamente como preconizado no material didático ao separar camadas, funções e requisitos de cada rede.

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