ATIVIDADE DE ESTUDO 1 – AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL

Índice

Embora todos os componentes internos de um CLP sejam essenciais para o seu funcionamento, nenhum é mais importante do que o módulo responsável pela execução das instruções lógicas que compõem a parte “programável” de um CLP: a CPU.
A unidade central de processamento atua de forma muito semelhante à CPU de qualquer computador, mas não é comum encontrarmos especificações que correspondam remotamente ao desempenho, mesmo em um laptop moderno de baixo custo. A razão para isso é que, embora ambas executem instruções essenciais para o funcionamento do computador, a diferença no contexto de instalação exige estratégias de execução extremamente distintas.

Fonte: adaptado de: GENTILIN, F. A. Automação industrial. Maringá: UniCesumar, 2020.

Conforme as funções da CPU de um CLP, demonstre cinco passos existentes entre o desenvolvimento do projeto de controle e a execução dele por parte do CLP.

1: Conhecer o processo (o que entra e o que sai)

Mapeie todo o ciclo do processo e os estados operacionais (Auto/Manual/Parada de emergência). Liste entradas que o CLP vai ler (sensores digitais e analógicos, botões, chaves) e saídas que irá comandar (motores, válvulas, sirenes, inversores). Defina intertravamentos e condições de segurança. Documente tudo em uma tabela de I/O com tag, endereço (ex.: I0.0, AI0, Q0.0) e função.

2: Conectar e tornar o sinal “amigável” para o CLP

Selecione e instale os módulos de I/O adequados (digitais PNP/NPN, analógicos 0–10 V ou 4–20 mA, RTD/TC). Faça o condicionamento (fonte 24 Vcc, relés de interface, proteção de surto, aterramento/blindagem, snubbers/diodes). Ajuste endereços e bornes, e aplique filtros/debouncing em sinais ruidosos. Para analógicos, execute scaling/linearização para unidades de engenharia (ex.: 4–20 mA → 0–10 bar).

3: Escrever a lógica de controle

Implemente a estratégia em Ladder, FBD ou Texto Estruturado, organizada em blocos/rotinas (partida de motor, sequência, alarmes, segurança). Programe modos de operação e prioridades (segurança > equipamento > produção), temporizadores, contadores e máquinas de estados. Inclua tratamento de falhas de sensor e defina estados fail-safe (ex.: válvula fecha, motor desliga). Comente o código e padronize tags.

4: Enviar para a CPU e ajustar o hardware

Transfira o programa pela interface (USB/Ethernet/serial), compile/baixe e coloque a CPU em RUN. Confirme o reconhecimento dos módulos de I/O, teste pontos (forçamento controlado), ajuste parâmetros (temporizações, filtros, retentividade) e valide comunicações com IHM/SCADA/drives (Modbus, Profinet, EtherNet/IP). Registre tempo de scan e faça backup do projeto/firmware.

5: Deixar o CLP rodar em ciclo (scan)

Em operação, a CPU executa continuamente o loop: lê entradas → processa a lógica → atualiza saídas → diagnósticos. Monitore alarmes, logs, tempo de resposta e indicadores (horímetros, contadores de partidas). Ajuste parâmetros finos quando necessário, trate timeouts/perdas de comunicação e mantenha auditoria de mudanças. Isso garante resposta rápida e segura às variações do processo.

GENTILIN, F. A. Automação Industrial. Maringá: UniCesumar, 2020.

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