6ª QUESTÃO Texto I Dados do Dossiê 2021 sobre Mortes e Violências contra LGBTI+ no Brasil indicam que, entre 2000 e 2021, mais de 5.300 pessoas LGBTI+ perderam suas vidas em decorrência da intolerância e violência motivada pelo preconceito, grande parte delas sendo transexuais e travestis. O relatório também sugere que as políticas públicas voltadas para essas populações são insuficientes e mal implementadas, agravando ainda mais sua vulnerabilidade social. Mortes e violências contra LGBTI+ no Brasil: Dossiê 2021 / Acontece Arte e Política LGBTI+; ANTRA (Associação Nacional de Travestis e Transexuais); ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos). – Florianópolis, SC: Acontece, ANTRA, ABGLT, 2022. Case Joana é uma mulher transexual que, desde a sua adolescência, enfrentou discriminação e violência por não se enquadrar nas normas da sociedade cisnormativa. Ao buscar emprego, Joana percebeu que, apesar de ter boas qualificações, as portas do mercado formal estavam constantemente fechadas para ela. Muitas vezes, ela sequer conseguia ser entrevistada, e as poucas oportunidades que lhe surgiram eram em condições precárias e de subemprego. Essa realidade fez com que Joana fosse forçada a buscar alternativas na economia informal, onde também vivenciou situações de vulnerabilidade. Além das dificuldades no trabalho, Joana também enfrentou discriminação em serviços públicos de saúde e educação, onde sua identidade de gênero não era respeitada, reforçando a exclusão social que ela e muitas outras pessoas trans e travestis enfrentam no Brasil. Considerando o caso de Joana e os dados apresentados no texto-base, qual das alternativas a seguir melhor reflete as desigualdades estruturais enfrentadas por transexuais e travestis no Brasil? ALTERNATIVAS a) A violência e marginalização contra transexuais e travestis no Brasil podem ser comparadas de forma direta às experimentadas por outros grupos minoritários, como pessoas com deficiência, já que todos compartilham as mesmas causas de vulnerabilidade. b) As desigualdades enfrentadas por transexuais e travestis no Brasil são consequência direta da transfobia estrutural, que restringe o acesso a direitos básicos como saúde, educação e trabalho, perpetuando a violência e a exclusão social. c) As políticas públicas no Brasil têm sido eficazes na inclusão de transexuais e travestis, o que se reflete no aumento de oportunidades iguais no mercado de trabalho e na proteção jurídica contra a discriminação. d) A discriminação contra transexuais e travestis no Brasil tem diminuído significativamente, especialmente após a criação de políticas que garantem a igualdade de oportunidades no mercado de trabalho. e) As dificuldades enfrentadas por transexuais e travestis no Brasil são principalmente resultado de sua falta de qualificação profissional, que limita suas oportunidades de emprego e ascensão social.