Urina, lavado broncoalveolar/aspirado traqueal e ponta de cateter são amostras que a gente semeia de forma quantitativa para saber se há infecção de verdade ou só contaminação. Na urina, primeiro misturo bem, pego uma alça calibrada (de 1 µL ou 10 µL), faço um traço e espalho em zigue-zague na placa; depois de incubar, conto as colônias e transformo em UFC/mL: se usei 1 µL, multiplico por 1.000; se usei 10 µL, por 100. No lavado broncoalveolar/aspirado traqueal, homogeneizo (se estiver grosso, uso um mucolítico), faço diluições simples, planto um volume conhecido na placa e, após incubar, escolho a placa que tem uma quantidade “boa” de colônias (nem pouca, nem demais) para contar e calcular as UFC por mL. Já na ponta de cateter, corto um pedaço e apenas rolo a ponta quatro vezes sobre o ágar; depois de incubar, conto o número de colônias que cresceram nessa trilha e informo como UFC por ponta, valores mais altos costumam indicar que o cateter está realmente colonizado.