1ª QUESTÃO







Leia o texto A xacina do testo, de Roberto Pompeu de Toledo. Pautando-se em sua leitura, aplique o
conteúdo sobre parágrafos, avalie as afirmações que seguem: ‘A xacina do testo’, de Roberto Pompeu de Toledo.
(1) Apezar da xuva, muita jente esteve prezente ao ezersisio de jinastica qe teve lugar no colejio. Omens,
mulheres e criansas no fim cantaram o Ino Nasional. Ouve pesoas qe ate xoraram de emosão cuando a festa terminou. Oje qem qiser pode asistir a nova aprezentasão.
(2) A impressão é de escombros do que foi outrora a língua portuguesa em sua forma escrita. Como se
tivesse sido atingida por uma bomba e alguns destroços irreconhecíveis houvessem sido resgatados da
hecatombe. A comparação não é absurda. Tem o efeito de uma bomba a radical reforma ortográfica
defendida pelo site Simplificando a Ortografia (simplificandoaortografia.com), criado pelo professor de
português Ernani Pimentel. Sua proposta é acabar com letras que não se pronunciam, como o “H” no início de certas palavras e o “U” que se segue ao “Q” em “quintal” e “querido”, assim como a duplicidade de representação do mesmo som em “S” e “Z”, “SS” e “Ç” ou “G” e “J”.
(3) Não é uma proposta inovadora. Para citar uma das que já se apresentaram com espírito semelhante no passado, o general Bertoldo Klinger, figura preeminente da Era Vargas, não só formulou a sua como a
praticou – ele grafava seus textos segundo as regras que inventou. O general (aliás, jeneral) Klinger, em
quem o reformador da língua escrita se misturava ao reformador do povo brasileiro, explicava: “Ortografia é lojica. Lojica é ordem. Sem ordem não a nasão. Logo, não a nasão sem ortografia lojica”.
(4) O site do professor Ernani Pimentel podia passar por uma excêntrica curiosidade, tal qual a reforma de
Klinger, não fossem duas circunstâncias. Primeira: a de Pimentel ter sido nomeado um dos dois
coordenadores (o outro é o professor Pasquale Cipro Neto) do Grupo Técnico criado na Comissão de
Educação do Senado para discutir o Acordo Ortográfico entre os países de língua portuguesa. Segunda: a
de vivermos tempos propícios aos populismos/paternalismos. A “simplificação” da ortografia tem sido
enfeitada com o charme mais do que discutível de facilitador da alfabetização e fator de “inclusão social”.
(5) Essa história tem origem nas discórdias que se seguiram à assinatura, em 1990, do Acordo Ortográfico
pelo qual os países de língua portuguesa se comprometeram a unificar suas regras ortográficas. Restrições surgiram em todos os países signatários. No Brasil o acordo deveria entrar em vigor em 2009, e na prática realmente entrou, com sua adoção nas escolas, na imprensa e nas editoras de livros. Oficialmente, no entanto, dadas as divergências com os outros países, a presidente Dilma Rousseff adiou a entrada em vigor para 2016.
(6) Nesse vácuo entrou a Comissão de Educação do Senado. Decidiu rediscutir o acordo e criou um grupo
de trabalho que tanto pode acabar por confirmá-lo ou rejeitá-lo quanto – o que é pior – propor uma
reforma de sua própria iniciativa. Segundo o presidente da comissão, senador Cyro Miranda (PSDB-GO), o
acordo teria sido feito “sem ouvir ninguém”. A comissão resolveu então “botar ordem na casa”, convocando o debate. Daí ao encanto com a proposta do professor Ernani Pimentel foi um passo. “Estou totalmente de acordo com o professor Ernani”, declara o senador Cristovam Buarque, membro da Comissão de Educação, segundo se lê no site do professor. Duas audiências públicas serão realizadas pelo Grupo de Trabalho da Comissão de Educação na primeira quinzena de outubro. Espera-se que, nelas, falem mais alto as palavras da professora Marília Ferreira, presidente da Associação Brasileira de Linguística, em carta ao senador Cristovam Buarque: “A ortografia não existe para representar a fala, mas é uma representação abstrata e convencional da língua. Para poder ser de fato funcional, a ortografia deve necessariamente afastar-se da diversidade da fala. Só assim se poderá garantir um sistema ortográfico estável e perene em que haja uma única representação gráfica para cada palavra. É essa representação única que torna possível que a palavra seja reconhecida em qualquer texto, independentemente de suas inúmeras pronúncias no espaço e no tempo”.
(7) A alternativa é a xacina do testo em língua portugueza. A anarqia. A ecatombe.
TOLEDO, Roberto Pompeu de. A xacina do testo. Beta Veja.com. Disponível em:
https://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/opiniao-2/a-xacina-do-testo-de-roberto-pompeu-de-toledo/ Acesso em 27 maio, 2016.
I. Podemos dizer que a introdução do texto de Roberto Pompeu de Toledo é composta por 2 parágrafos. O 1º parágrafo é um exemplo de como seria a escrita em português, segundo a proposta de Ernani Pimentel para a simplificação da língua escrita, comentada no 2º parágrafo.
II. O 4º parágrafo é estruturado por uma divisão.
III. A conclusão do texto é do tipo conclusão-surpresa, porque reforça a tese do autor de forma criativa, já
que, a partir da forma de escrever, Toledo argumenta mais uma vez, mostrando “como” uma das alternativas seria uma chacina do texto escrito.
IV. Para Roberto Pompeu de Toledo, tanto a proposta de Ernani Pimentel quanto a de Bertoldo Klinger são excêntricas.
É correto o que se afirma em:
ALTERNATIVAS
- I e II, apenas.
- III e IV, apenas.
- I, II e IV, apenas.
- II, III e IV, apenas.
- I, II, III e IV.
2ª QUESTÃO
Os parágrafos não são construções aleatórias. Dependendo do gênero textual que integram, sua construção, tamanho e estilo vão variar, mas têm lógica e significado, contribuindo para a coerência do todo textual. Em se tratando de textos dissertativos, vale ressaltar uma estrutura baseada no tópico frasal. Este é a ideia central do parágrafo expressa por meio de um período. Esse período orienta todo o restante do parágrafo;
dele nascem outros períodos periféricos, constituindo-se, assim, em período mestre, o que contém a frasechave. Nessa perspectiva, leia o fragmento do texto abaixo e assinale a alternativa falsa.
Distopia na Literatura
A distopia, também conhecida como antiutopia, é um conceito filosófico adotado por vários autores e expresso em suas criações ficcionais, nas quais eles retratam uma sociedade construída no sentido oposto ao da utopia, que por sua vez prevê um sistema perfeito, um estado ideal, onde vigora a máxima felicidade e a total concórdia entre seus cidadãos.
A literatura distópica também pode representar um regime utópico que na prática destoa da teoria. As comunidades regidas pela distopia normalmente apresentam governos totalitários, ditatoriais, os quais exercem um poder tirânico e um domínio ilimitado sobre o grupo social.
Nestes estados impera a corrupção e as regras instituídas em nome do bem-estar coletivo revelam-se elásticas. As conquistas tecnológicas são utilizadas também como instrumentos de monitoramento dos indivíduos, da Nação ou de grupos empresariais. Veja-se, por exemplo, o que ocorre no livro de George Orwell, ‘1984’.
. . .
SANTANA, Ana Lúcia. Distopia na Literatura. Info Escola. Disponível em:
https://www.infoescola.com/literatura/distopia-na-literatura/ Acesso em 4 out. 2016.
ALTERNATIVAS
- A parte sublinhada do 1º parágrafo é seu tópico frasal.
- O 3º parágrafo complementa o 2º e não tem tópico frasal.
- O 2º parágrafo traz um exemplo que comprova o paradoxo trazido em seu tópico frasal que está sublinhado.
- O tópico frasal do 3º parágrafo é o primeiro período dele, ou seja: “Nestes estados impera a corrupção e as regras instituídas em nome do bem-estar coletivo revelam-se elásticas”.
- O seguinte excerto do 3º parágrafo “As conquistas tecnológicas são utilizadas também como instrumentos de monitoramento dos indivíduos, da Nação ou de grupos empresariais” exemplifica a ideia que está
3ª QUESTÃO
Tivemos a oportunidade de estudar alguns gêneros textuais. Sobre a escrita do texto dissertativoargumentativo, é possível afirmar que:
I. Nem sempre, esse tipo de texto precisa de planejamento prévio.
II. A delimitação do tema, às vezes, já é proposta em certas provas de concurso.
III. A delimitação do tema, quando feita pelo escritor do texto, deve guiar o planejamento do texto, portanto, deve ser pensada e definida antes da escrita.
IV. Até hoje, as teorias sobre conclusão de textos dissertativos argumentativos encontraram somente esses tipos de finalização textual: conclusão-resumo, conclusão-proposta, conclusão-surpresa. Ainda não foram identificados outros tipos de conclusão.
Considerando V para verdadeiro e F para falso, a sequência correta é:
ALTERNATIVAS
- F, V, F, F.
- F, V, V, V.
- F, V, V, F.
- F, F, V, F.
- V, V, V, F
4ª QUESTÃO
Leia o texto A xacina do testo, de Roberto Pompeu de Toledo. Na sequência, leia as assertivas que seguem:
‘A xacina do testo’, de Roberto Pompeu de Toledo
(1) Apezar da xuva, muita jente esteve prezente ao ezersisio de jinastica qe teve lugar no colejio. Omens, mulheres e criansas no fim cantaram o Ino Nasional. Ouve pesoas qe ate xoraram de emosão cuando a festa terminou. Oje qem qiser pode asistir a nova aprezentasão.
(2) A impressão é de escombros do que foi outrora a língua portuguesa em sua forma escrita. Como se tivesse sido atingida por uma bomba e alguns destroços irreconhecíveis houvessem sido resgatados da hecatombe. A comparação não é absurda. Tem o efeito de uma bomba a radical reforma ortográfica defendida pelo site Simplificando a Ortografia (simplificandoaortografia.com), criado pelo professor de português Ernani Pimentel. Sua proposta é acabar com letras que não se pronunciam, como o “H” no início de certas palavras e o “U” que se segue ao “Q” em “quintal” e “querido”, assim como a duplicidade de representação do mesmo som em “S” e “Z”, “SS” e “Ç” ou “G” e “J”.
(3) Não é uma proposta inovadora. Para citar uma das que já se apresentaram com espírito semelhante no passado, o general Bertoldo Klinger, figura preeminente da Era Vargas, não só formulou a sua como a praticou – ele grafava seus textos segundo as regras que inventou. O general (aliás, jeneral) Klinger, em quem o reformador da língua escrita se misturava ao reformador do povo brasileiro, explicava: “Ortografia é lojica. Lojica é ordem. Sem ordem não a nasão. Logo, não a nasão sem ortografia lojica”.
(4) O site do professor Ernani Pimentel podia passar por uma excêntrica curiosidade, tal qual a reforma de Klinger, não fossem duas circunstâncias. Primeira: a de Pimentel ter sido nomeado um dos dois coordenadores (o outro é o professor Pasquale Cipro Neto) do Grupo Técnico criado na Comissão de Educação do Senado para discutir o Acordo Ortográfico entre os países de língua portuguesa. Segunda: a de vivermos tempos propícios aos populismos/paternalismos. A “simplificação” da ortografia tem sido
enfeitada com o charme mais do que discutível de facilitador da alfabetização e fator de “inclusão social”.
(5) Essa história tem origem nas discórdias que se seguiram à assinatura, em 1990, do Acordo Ortográfico pelo qual os países de língua portuguesa se comprometeram a unificar suas regras ortográficas. Restrições surgiram em todos os países signatários. No Brasil o acordo deveria entrar em vigor em 2009, e na prática realmente entrou, com sua adoção nas escolas, na imprensa e nas editoras de livros. Oficialmente, no entanto, dadas as divergências com os outros países, a presidente Dilma Rousseff adiou a entrada em vigor
para 2016.
(6) Nesse vácuo entrou a Comissão de Educação do Senado. Decidiu rediscutir o acordo e criou um grupo de trabalho que tanto pode acabar por confirmá-lo ou rejeitá-lo quanto – o que é pior – propor uma reforma de sua própria iniciativa. Segundo o presidente da comissão, senador Cyro Miranda (PSDB-GO), o
acordo teria sido feito “sem ouvir ninguém”. A comissão resolveu então “botar ordem na casa”, convocando o debate. Daí ao encanto com a proposta do professor Ernani Pimentel foi um passo. “Estou totalmente de acordo com o professor Ernani”, declara o senador Cristovam Buarque, membro da Comissão de Educação, segundo se lê no site do professor. Duas audiências públicas serão realizadas pelo Grupo de Trabalho da Comissão de Educação na primeira quinzena de outubro. Espera-se que, nelas, falem mais alto as palavras da professora Marília Ferreira, presidente da Associação Brasileira de Linguística, em carta ao senador Cristovam Buarque: “A ortografia não existe para representar a fala, mas é uma representação abstrata e convencional da língua. Para poder ser de fato funcional, a ortografia deve necessariamente afastar-se da diversidade da fala. Só assim se poderá garantir um sistema ortográfico estável e perene em que haja uma única representação gráfica para cada palavra. É essa representação única que torna possível que a palavra seja reconhecida em qualquer texto, independentemente de suas inúmeras pronúncias no espaço e no tempo”.
(7) A alternativa é a xacina do testo em língua portugueza. A anarqia. A ecatombe.
TOLEDO, Roberto Pompeu de. A xacina do testo. Beta Veja.com. Disponível em:
https://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/opiniao-2/a-xacina-do-testo-de-roberto-pompeu-de-toledo/ Acesso em 27 maio, 2016.
I. “A impressão é de escombros…” refere-se ao exemplo de escrita trazido no 1º parágrafo.
II. “Não é uma proposta inovadora” refere-se à proposta de Ernani Pimentel, e não à de Bertoldo Klinger.
III. “Essa história”, no 5º parágrafo, retoma o parágrafo anterior, quando se fala da segunda circunstância que favoreceu a proposta de Ernani Pimentel.
IV. O penúltimo parágrafo traz duas alternativas sobre a proposta de simplificação ou não da língua portuguesa proposta de Ernani Pimentel.
É correto o que se afirma em:
ALTERNATIVAS
- I, II e III, apenas.
- I, II e IV, apenas.
- I, III e IV, apenas.
- II, III e IV, apenas.
- I, II, III e IV.
5ª QUESTÃO
As formas de se concluir um texto são muito variadas. Contudo, há algumas estruturas fixas que podem ser seguidas, caso o escritor seja iniciante. Assim, associe os tipos de conclusão aos exemplos que seguem:
(1) Conclusão – resumo
(2) Conclusão – proposta
(3) Conclusão – surpresa
( ) “Como se nota pela dimensão do problema, algumas medidas fazem-se urgentes: é necessário investir em projetos de recuperação dos rios, tal como se fez na Inglaterra com o rio Tâmisa; por outro lado, devemse desenvolver projetos que visem ao reaproveitamento dos esgotos. Ao lado disso, devem-se fazer maciças campanhas educativas para a população. Finalmente, há necessidade de uma ampla fiscalização por parte das autoridades responsáveis.”
( ) “O problema da poluição nos rios, portanto, não é tão simples quanto possa parecer. Afeta-nos diretamente e faz-se necessária uma ação conjunta que envolva toda a comunidade.”
( ) “O grande físico inglês Isaac Newton disse: ‘A natureza não faz nada em vão’. E assim, os rios vão reagindo à ação destruidora dos homens.”
( ) “Talvez possamos, no futuro, sentar à beira de um rio, beber da sua água cristalina, banhar-nos nas suas águas puras. Então descobriremos que o homem primitivo não era tão primitivo assim!”
A alternativa que apresenta a associação adequada para a classificação dos tipos de conclusão com os
exemplos é, respectivamente:
ALTERNATIVAS
- 2, 1, 3, 3.
- 2, 1, 3, 2.
- 2, 1, 2, 3.
- 2, 3, 3, 1.
- 3, 1, 3, 2.
6ª QUESTÃO
Leia o texto que segue:
As expressões “comunismo” e “socialismo” recebem significados nem sempre muito precisos. Numa explicação bem resumida, daria para dizer que, segundo a teoria marxista, o socialismo é uma etapa para se chegar ao comunismo. Este, por sua vez, seria um sistema de organização da sociedade que substituiria o capitalismo, implicando o desaparecimento das classes sociais e do próprio Estado. “No socialismo, a sociedade controlaria a produção e a distribuição dos bens em sistema de igualdade e cooperação. Esse processo culminaria no comunismo, no qual todos os trabalhadores seriam os proprietários de seu trabalho e dos bens de produção”, diz a historiadora Cristina Meneguello, da Universidade Estadual de Campinas
(Unicamp).
Mas essas duas expressões também podem assumir outros significados. “Pode-se entender o socialismo, num sentido mais limitado, significando as correntes de pensamento que se opõem ao comunismo por defenderem a democracia. Em contraposição, o comunismo serviria de modelo para a construção de regimes autoritários”, afirma o historiador Alexandre Hecker, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Assis (SP). Os especialistas são quase unânimes em afirmar que nunca houve um país comunista de fato.
Alguns estudiosos vão mais longe e questionam até mesmo a existência de nações socialistas. “Os países ditos comunistas, como Cuba e China, são assim chamados por se inspirarem nas idéias marxistas. Contudo, para seus críticos de esquerda, esses países sequer poderiam ser chamados de socialistas, por terem Estados fortes, nos quais uma burocracia ligada a um partido único exerce o poder em nome dos trabalhadores”, diz
o sociólogo Marcelo Ridenti, também da Unicamp. Logo após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), formou-se na Europa, sob liderança da União Soviética, um bloco de nações chamadas de comunistas.
“Esses países tornaram-se ditaduras, promovendo perseguições contra dissidentes. A sociedade comunista, justa e harmônica, concebida por Marx, não foi alcançada”, afirma Cristina.
Disponível em: https://mundoestranho.abril.com.br/materia/qual-a-diferenca-entre-comunismo-esocialismo-existiu-algum-pais-realmente-comunista Acesso em 27 maio, 2016.
Considerando o texto lido, assinale a alternativa correta.
ALTERNATIVAS
- O texto traz duas perspectivas diferentes sobre socialismo e comunismo, mas defende a primeira.
- O texto traz duas perspectivas diferentes sobre socialismo e comunismo, mas defende a segunda.
- Segundo Cristina Meneguello, sob os parâmetros marxistas, as nações atuais chamadas de comunistas são justas e harmônicas.
- Embora o texto seja composto por apenas dois parágrafos, podemos dizer que a ideia principal do autor é distinguir socialismo de comunismo, deixando uma definição verdadeira para o leitor.
- O texto traz duas perspectivas diferentes sobre socialismo e comunismo, o que confirma sua afirmação principal: “As expressões ‘comunismo’ e ‘socialismo’ recebem significados nem sempre muito preciso”
![1) O paciente J.S.C., 56 anos, está internado na UTI após complicações com o infarto agudo do miocárdio. Como se encontra intubado e sob ventilação mecânica, é necessário acompanhar os parâmetros ventilatórios e químicos do paciente. Para isso, amostras de sangue arterial são coletadas e analisadas no exame de gasometria. No último exame, os resultados foram pH = 7,27; pCO2 = 18 mmHg; pO2 = 81 mmHg; sO2 = 95%; [HCO3-] = 8 mM. Baseado nos resultados do último exame de gasometria do paciente J.S.C., assinale a alternativa correta. ________________________________________ Alternativas: • a) O paciente J.S.C. apresenta um quadro de alcalemia, em um processo de alcalose metabólica, pois a produção de ácido láctico durante o infarto agudo do miocárdio induziu uma produção excessiva de íon bicarbonato. • b) Devido à acidemia e à hipocapnia, a equipe interpretou o quadro do paciente como acidose respiratória. Para corrigir esse desequilíbrio ácido-base, a frequência respiratória do paciente foi reduzida para aumentar a pCO2. • c) A equipe interpretou os resultados da gasometria como um processo de alcalose respiratória, pois o paciente apresenta reduções da pCO2 e da concentração plasmática de íons bicarbonato. • d) Com o infarto agudo do miocárdio, houve um consumo do CO2 para neutralizar o excesso de ácido láctico produzido pelo miocárdio em anóxia. Por isso, a redução de pCO2 presente na gasometria. • e) Baseando-se nos resultados da gasometria, a equipe interpretou que o paciente apresentava um quadro de acidose metabólica, como pode ser visto pelas reduções da pCO2 e da [HCO3-]. 2) As proteínas são polímeros lineares construídos a partir de unidades monoméricas chamadas de aminoácidos, os quais são unidos ponta a ponta. A sequência dos aminoácidos ligados uns aos outros é chamada de estrutura primária. De maneira notável, as proteínas se dobram espontaneamente em estruturas tridimensionais, determinadas pela sequência de aminoácidos no polímero proteico. A estrutura tridimensional formada pelas pontes de hidrogênio entre os aminoácidos próximos uns dos outros é chamada de estrutura secundária, enquanto a estrutura terciária é formada por interações de longa distância entre os aminoácidos. A função da proteína depende diretamente desta estrutura tridimensional. Portanto, as proteínas são a personificação da transição de um mundo unidimensional de sequências para um mundo tridimensional de moléculas capazes de realizar diversas funções. Muitas proteínas têm estruturas quaternárias, em que a proteína funcional é composta por várias cadeias polipeptídicas. Considerando o texto da questão, analise as seguintes afirmativas: I - A estrutura primária não determina o padrão de dobramento da proteína. II - Nas estruturas terciária e quaternária, as proteínas são funcionais. III - A estrutura tridimensional independe das interações entre os aminoácidos. Considerando as informações apresentadas, é correto o que se afirma em: ________________________________________ Alternativas: • a) I, apenas. • b) II, apenas. • c) III, apenas. • d) I e III, apenas. • e) I, II e III. 3) Os monossacarídeos ou açúcares simples são as menores unidades de açúcar que não podem ser hidrolisadas em carboidratos mais simples. Os monossacarídeos, compostos de função orgânica mista, são constituídos por um esqueleto carbônico de 3 a 7 carbonos. A seguir, uma ilustração da estrutura de dois monossacarídeos. Fonte: elaborado pelo autor. Com base nas informações do texto e da figura, além dos seus conhecimentos sobre o assunto, assinale a alternativa correta. ________________________________________ Alternativas: • a) O monossacarídeo A tem 5 átomos de carbono no esqueleto carbônico e o grupo químico aldoxila. Por isso, o monossacarídeo A é classificado como pentose e aldose. • b) O monossacarídeo B possui 6 carbonos na sua estrutura carbônica e a função orgânica é aldeído. Por isso, o monossacarídeo B é classificado como hexose e aldose. • c) O monossacarídeo A e o monossacarídeo B são hexoses, porém o primeiro é uma aldose, enquanto o segundo é uma cetose. • d) O grupo químico destacado pelo círculo no monossacarídeo A é uma carboxila, por isso, esse açúcar é ácido, um tipo modificado encontrado nos glicosaminoglicanos. • e) O monossacarídeo A e o monossacarídeo B são hexoses, porém o primeiro é uma cetose, enquanto o segundo é uma aldose. 4) Após a fosforilação da glicose, em uma reação catalisada pela enzima hexocinase, a glicose-6-fosfato pode ser utilizada por várias vias metabólicas, como a glicogênese, a oxidação pela via da pentose-fosfato e oxidação pela glicólise. Esta última é a primeira etapa da oxidação completa da glicose para a produção de energia, sendo as duas outras etapas, a oxidação do piruvato e o ciclo do ácido cítrico. A glicólise tem duas fases, a preparatória e de pagamento. Em relação à glicólise, avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas. I. A glicólise é um conjunto de reações químicas que ocorre apenas nas células eucarióticas e em condições exclusivamente aeróbicas. Na fase preparatória da glicólise, são formadas duas moléculas de ATP, além dos elétrons resultantes da oxidação que são transferidos para formar NADPH. Na fase de pagamento, ocorre gasto de energia para clivagem da glicose para formação de duas moléculas de piruvato. PORQUE II. As reações químicas da glicólise ocorrem no citosol, não necessitando das mitocôndrias nem de oxigênio, por isso essa via metabólica é encontrada em todos os seres vivos, de bactérias aos seres humanos. Na fase preparatória, são usadas duas moléculas de ATP para fosforilação e, portanto, há gasto de energia. Na fase de pagamento, ocorrem a formação de ATP e a transferência de elétrons para NAD+ para formação de NADH. A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta. ________________________________________ Alternativas: • a) As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas II não justifica a I. • b) As asserções I e II são proposições verdadeiras e a II justifica a I. • c) A asserção I é uma proposição falsa e a II, verdadeira. • d) A asserção I é uma proposição verdadeira e a II, falsa. • e) As asserções I e II são proposições falsas. 5) Na fosforilação oxidativa, as reações de oxirredução possibilitam o fluxo de elétrons de NADH e FADH2 para o oxigênio. O fluxo de elétrons ocorre em quatro grandes complexos proteicos que estão inseridos na membrana interna da mitocôndria e juntos são denominados cadeia respiratória ou cadeia de transporte de elétrons. Três desses complexos proteicos utilizam a energia liberada pelo fluxo de elétrons para gerar um gradiente de pH e um potencial elétrico transmembrana que, por sua vez, geram a força próton-motriz. Essa força gera um fluxo de prótons, cuja energia é utilizada para formação de ATP. Portanto, a oxidação das fontes energéticas e a fosforilação do ADP para formar ATP são acopladas por um gradiente de prótons através da membrana mitocondrial interna. Considerando as informações apresentadas e os seus conhecimentos sobre o assunto, é correto o que se afirma em: ________________________________________ Alternativas: • a) NADH transfere os seus elétrons para os Complexos I, III e IV, enquanto FADH2 transfere seus elétrons para Complexo II. A partir desses complexos proteicos, os elétrons, após a ativação das bombas de prótons, são transferidos para o gás oxigênio. • b) O gás oxigênio é considerado o aceptor final de elétrons, pois neutraliza os elétrons no final da cadeia respiratória. Porém, em uma situação de anóxia, a ubiquinona e o citocromo c podem atuar como aceptores finais de elétrons para a continuidade da fosforilação oxidativa. • c) O fluxo de elétrons pela cadeia respiratória gera um gradiente eletroquímico de prótons através da membrana interna da mitocôndria que, por sua vez, gera um fluxo de prótons cuja energia é utilizada pela ATP-sintase para a formação de ATP. • d) A atividade de bombas de prótons dos Complexos I, III e IV depende da energia fornecida pelo ATP. Com isso, os elétrons são bombeados para a matriz mitocondrial, para reagirem com o gás oxigênio para a formação da água. • e) O fluxo de elétrons gera um gradiente de pH transmembrana, porém não há diferenças de concentração de prótons entre o espaço intermembranoso e a matriz mitocondrial. Por isso, a força próton-motriz é baixa para a produção de ATP.](https://normasacademicas.com/wp-content/uploads/2025/12/CAPA-25-300x214.png)


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