A inatividade física pode acelerar o declínio funcional de pessoas idosas institucionalizadas, provocando redução da força e da massa muscular, comprometimento do equilíbrio, diminuição da mobilidade e perda da capacidade cardiorrespiratória. Como consequência, aumenta-se o risco de quedas, fraturas e dependência para a realização das atividades de vida diária. Quando a imobilidade se prolonga, também podem ocorrer contraturas, osteoporose, lesões por pressão, trombose, incontinência, alterações gastrointestinais, infecções respiratórias, depressão e confusão mental, agravando o estado de saúde e reduzindo a qualidade de vida.
Entre os principais fatores de risco para o desenvolvimento da síndrome da imobilidade, destacam-se o repouso prolongado no leito, a fraqueza muscular, o medo de cair e a presença de doenças osteoarticulares, cardiorrespiratórias, vasculares, neurológicas, musculares e psíquicas. Condições como osteoartrite, sequelas de fraturas, doença pulmonar obstrutiva crônica, insuficiência cardíaca, acidente vascular cerebral, doença de Parkinson, demência e depressão podem limitar os movimentos e favorecer um ciclo progressivo de inatividade, perda funcional e aumento da dependência.
Referências bibliográficas
SILVA, Débora Cristina Lima da. Fisioterapia na saúde do idoso. Organização de Daniel Vicentini de Oliveira. Florianópolis: Arqué, 2025.
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