Mapa Experiência Profissional Avaliação Física e do Movimento Respondido

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TÉCNICA 1 – ANÁLISE DO MOVIMENTO POR CINEMETRIA E TRIGONOMETRIA

1) Introdução

A cinemetria é uma técnica empregada na observação, no registro e na quantificação do movimento humano. Por meio dessa análise, é possível avaliar variáveis como deslocamento, tempo, velocidade, aceleração e ângulos formados entre os diferentes segmentos corporais.

A trigonometria complementa esse processo, pois permite compreender e calcular as relações angulares existentes entre esses segmentos. Neste exemplo, considera-se a análise do movimento de agachamento no plano sagital, com atenção especial ao alinhamento do tronco, do quadril, dos joelhos e dos tornozelos. Dessa forma, a cinemetria possibilita identificar padrões de movimento, alterações na execução e possíveis compensações, contribuindo tanto para o acompanhamento clínico quanto para o aprimoramento do desempenho funcional e esportivo (MORETTO; CORRÊA, 2024).

2) Justificativa dos elementos utilizados para a realização da técnica

Para tornar a avaliação mais organizada, padronizada e confiável, o participante deve receber orientações claras sobre o movimento que será executado. A câmera precisa ser posicionada perpendicularmente ao plano de análise, mantendo distância fixa, enquadramento adequado e ausência de inclinação, a fim de reduzir possíveis erros de perspectiva. Também é importante identificar pontos anatômicos visíveis, como ombro, quadril, joelho e tornozelo, pois essas referências facilitam a construção e a mensuração dos ângulos articulares.

O ambiente deve apresentar boa iluminação, piso regular e espaço livre para a realização segura do movimento. Eu solicitaria três repetições do agachamento em velocidade confortável e selecionaria a execução com melhor visualização para a análise quadro a quadro. A padronização da distância da câmera, do enquadramento, das roupas utilizadas e das instruções fornecidas permite obter resultados mais consistentes e realizar comparações mais precisas em avaliações futuras.

2.1) Equipamentos usados

• Celular ou câmera com boa resolução, utilizado para registrar o movimento com nitidez.

• Tripé, necessário para manter a câmera estável, na mesma altura e no mesmo posicionamento durante toda a avaliação.

• Marcadores adesivos, empregados para identificar os principais pontos anatômicos do participante.

• Fita métrica ou objeto com medida conhecida, utilizado como referência para a calibração da imagem.

• Aplicativo ou programa de análise do movimento, destinado à visualização dos registros e à mensuração dos ângulos articulares.

• Ficha de avaliação para o registro das informações, além de um ambiente plano, bem iluminado, seguro e livre de obstáculos.

3) Indicações e contraindicações Indicações:

Aplicações da cinemetria:

  1. Identificar compensações e alterações posturais durante movimentos funcionais, como agachar, levantar-se, alcançar objetos ou subir degraus.
  2. Mensurar os ângulos articulares antes, durante e após a realização de um programa de intervenção fisioterapêutica.
  3. Acompanhar e avaliar a técnica de atletas e praticantes de atividades físicas, contribuindo para o aprimoramento do desempenho.
  4. Auxiliar no planejamento e no acompanhamento do tratamento de lesões musculoesqueléticas.

Contraindicações ou situações que exigem adiamento ou adaptação da técnica:

  1. Presença de dor aguda intensa que impeça a realização segura do movimento solicitado.
  2. Suspeita de fratura, luxação ou lesão instável, especialmente quando ainda não houver liberação de um profissional responsável.
  3. Ocorrência de tontura, mal-estar, falta de ar ou instabilidade clínica no momento da avaliação.
  4. Incapacidade de executar a tarefa com segurança, principalmente quando houver risco de queda e não estiver disponível apoio ou adaptação adequada.

TÉCNICA 2 – ANÁLISE OBSERVACIONAL DO CICLO DA MARCHA

1) Introdução

A marcha constitui uma forma de locomoção resultante da integração entre o sistema musculoesquelético, o controle neurológico, o equilíbrio e a capacidade de iniciar e manter o deslocamento corporal. O ciclo da marcha corresponde ao período compreendido entre dois contatos consecutivos do mesmo pé com o solo. De acordo com Moretto e Corrêa (2024), esse ciclo é dividido em fase de apoio, que representa aproximadamente 60% do movimento, e fase de balanço, correspondente aos 40% restantes.

Durante a avaliação observacional, o fisioterapeuta analisa as diferentes subfases da marcha, verificando o contato inicial, a transferência de peso, o período de apoio, a retirada do pé do solo e o avanço do membro inferior. Também são observados aspectos como simetria, comprimento dos passos, cadência, movimentação da pelve, posicionamento do tronco e presença de possíveis compensações durante o deslocamento.

2) Justificativa dos elementos utilizados para a realização da técnica

Para este exemplo, o participante caminharia por uma pista reta de dez metros, em velocidade confortável, realizando pelo menos três passagens. A marcha seria observada nas vistas anterior, posterior e lateral, pois cada posição fornece informações específicas. A análise lateral favorece a identificação das fases de apoio e balanço, enquanto a vista frontal permite avaliar a largura da base de sustentação, o alinhamento dos joelhos e o deslocamento da pelve.

Sempre que possível, a avaliação seria complementada por filmagem, possibilitando a revisão do movimento em velocidade reduzida. O uso do calçado deve ser definido de acordo com o objetivo da análise. Inicialmente, a marcha pode ser observada com o calçado habitual e, caso seja seguro, repetida sem ele. Também é fundamental registrar a utilização de bengala, muleta, órtese ou qualquer outro dispositivo auxiliar, pois esses recursos podem modificar o padrão de marcha apresentado.

2.1) Equipamentos usados

• Corredor ou pista plana, livre de obstáculos e com boa iluminação, preferencialmente com extensão de dez metros.

• Fita métrica e marcações no piso, utilizadas para delimitar com precisão o início, o final e a distância do percurso.

• Cronômetro, empregado para registrar o tempo de deslocamento e estimar a velocidade da marcha.

• Celular ou câmera com tripé, necessários para filmar o movimento nas vistas frontal, posterior e lateral.

• Cones, utilizados para sinalizar e organizar os pontos de início e término do trajeto.

• Ficha de observação para o registro dos dados e, quando necessário, cinto de marcha para proporcionar maior segurança durante a avaliação.

3) Indicações e contraindicações Indicações:

Indicações para avaliação da marcha:

  1. Pessoas que apresentam claudicação, passos curtos, arraste dos pés ou assimetria durante a caminhada.
  2. Pacientes em recuperação de lesões, períodos de imobilização ou cirurgias nos membros inferiores, desde que estejam liberados para realizar a marcha.
  3. Indivíduos com condições neurológicas capazes de comprometer o equilíbrio, a coordenação e o controle motor.
  4. Pessoas idosas com histórico de quedas, insegurança ao caminhar ou redução da velocidade da marcha.

Contraindicações ou situações que exigem adiamento ou adaptação da técnica:

  1. Incapacidade de permanecer em pé ou caminhar com segurança, mesmo com o uso de dispositivos auxiliares.
  2. Presença de dor aguda intensa ou lesão recente agravada pela descarga de peso sobre os membros inferiores.
  3. Instabilidade cardíaca, respiratória, circulatória ou hemodinâmica no momento da avaliação.
  4. Período pós-operatório ou presença de fratura sem autorização profissional para apoio e deambulação.

TÉCNICA 3 – AVALIAÇÃO DA MOBILIDADE DA COLUNA CERVICAL POR GONIOMETRIA

1) Introdução

R.

2) Justificativa dos elementos utilizados para a realização da técnica

R.

2.1) Equipamentos usados

R.

3) Indicações e contraindicações Indicações:

R.

TÉCNICA 4 – AVALIAÇÃO DO OMBRO E DO CÍNGULO ESCAPULAR POR GONIOMETRIA

1) Introdução

R.

2) Justificativa dos elementos utilizados para a realização da técnica

R.

2.1) Equipamentos usados

R.

3) Indicações e contraindicações Indicações:

R.

REFERÊNCIAS

HAMILL, Joseph et al. Bases biomecânicas do movimento humano. 4. ed. Barueri, SP: Manole, 2016.

HOUGLUM, Peggy A.; BERTOTI, Dolores B. Cinesiologia clínica de Brunnstrom. 6. ed. Barueri, SP: Manole, 2014.

MORETTO, Anacléia Fernanda; CORRÊA, Paula Dittrich. Movimento funcional humano. Organização de Juliete Palandi. Florianópolis, SC: Arqué, 2024. Reimpresso em 2025. 224 p.

OATIS, Carol A. Cinesiologia: a mecânica e a patomecânica do movimento humano. 2. ed. Barueri, SP: Manole, 2014.

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