1.RESPIRAÇÃO DIAFRAGMÁTICA: inspiração nasal suave e profunda com deslocamento anterior da região abdominal, o que enfatiza a ação do diafragma
- Indicações: pacientes com distúrbio ventilatório restritivo, obstrutivo ou misto.
- Contraindicações: em geral, respiração diafragmática é segura e bem tolerada. No entanto pode haver algumas contraindicações ou situações em que esse exercício não é apropriado.
2. RESPIRAÇÃO COM LÁBIOS FRANZIDOS OU FRENOLABIAL: inspiração nasal lenta e controlada, seguida de uma expiração suave realizada por quatro a seis segundos contra a resistência de lábios parcialmente fechados e dentes cerrados, com relação tempo inspiratório e tempo expiratório (TI:TE) de 1:3.
- Indicações: é indicada para distúrbios ventilatórios obstrutivos, pacientes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) para controlar e aliviar a dispneia, podendo ser realizada em repouso ou durante os exercícios na reabilitação pulmonar.
- Contraindicações: em geral, para a maioria das pessoas, o exercício de respiração com lábios franzidos é seguro e bem tolerado.
3. SUSPIROS OU SOLUÇOS INSPIRATÓRIOS: inspirações nasais breves, sucessivas e rápidas até atingir a capacidade pulmonar total, podendo ser associadas a um estímulo manual abdominal ou torácica inferior.
- Indicações: realizado com a finalidade de aumentar o volume pulmonar.
- Contraindicações: pacientes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC).
4. EXPIRAÇÃO ABREVIADA: inspiração com pequeno volume corrente, seguida de expiração breve. Nova inspiração, com médio volume pulmonar, seguida de expiração breve.
- Indicações: realizado com a finalidade de aumentar volumes e capacidades pulmonares em pacientes com distúrbios ventilatórios restritivos, como: atelectasia, pneumonia.
- Contraindicações: pacientes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC).
5. INSPIRAÇÃO MÁXIMA: inspiração nasal suave e profunda até a capacidade pulmonar total, seguida de uma expiração oral de pequeno volume de ar e nova inspiração máxima até a capacidade pulmonar total, seguida de outra breve expiração, mais uma inspiração profunda, e, por fim, uma expiração suave até a capacidade residual funcional.
- Indicações: realizado com a finalidade de aumentar volumes e capacidades pulmonares em pacientes com distúrbios ventilatórios restritivos, como: atelectasia, pneumonia.
- Contraindicações: pacientes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC).
6.INSPIRAÇÃO MÁXIMA SUSTENTADA: inspiração nasal até a capacidade pulmonar total, sustentar a inspiração durante alguns três a cinco segundos e, após, realiza-se uma expiração oral até o volume de reserva expiratório.
- Indicações: utiliza-se para melhora de volumes e capacidades pulmonares em pacientes com distúrbios ventilatórios restritivos, como: atelectasia, pneumonia.
- Contraindicações: pacientes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC).
7. INSPIRAÇÃO FRACIONADA: inspiração nasal com pequeno volume pulmonar e sustentar a inspiração por dois segundos. Após, realiza-se novamente uma inspiração nasal com pequeno volume e sustenta-se por mais dois segundos, sem expirar. Por fim, deve-se repetir mais uma inspiração até alcançar a capacidade pulmonar total, sustenta-se por mais dois segundos e somente nesse momento realiza-se a expiração oral lenta, gradual e controlada até eliminar todo ar inspirado. Em suma, a inspiração será dividida em três tempos até alcançar a capacidade pulmonar total (Figura 7).
- Indicações: mesma indicação da Inspiração Máxima sustentada, utiliza-se para melhora de volumes e capacidades pulmonares em pacientes com distúrbios ventilatórios restritivos.
- Contraindicações: pacientes com qualquer tipo de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC); tórax instável; fratura de arcos costais.